quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Resenha #36 - Os Fabulosos X-Men: A Saga da Fênix Negra - Chris Claremont

    Boa tarde chuvosa chuchus da tia Cecy, tudo de boa?

Hoje vou trazer mais uma resenha de HQ, e vou ser bem direta, pois está chovendo tanto que pode ser que acabe a força, então, bora lá?

    SINOPSE: Reunidos pelo mais poderoso telepata mutante do planeta, o professor Charles Xavier, os Fabulosos X-Men embarcam numa aventura que os leva ao outro canto da galáxia! Escolhida pela entidade cósmica conhecida como Fênix para ser sua hospedeira, Jean Grey obtém poderes quase absolutos. Mas todo esse poder cobra seu preço, e a X-Men acaba se tornando alvo dos Shiars, uma raça alienígena que pretende destruir a Fênix, e tem seus pensamentos manipulados pelo Mestre Mental, que pretende usá-la para atingir seus próprios objetivos malignos. Com sua mente corrompida, Jean se transforma na Fênix Negra e ameaça consumir o Universo. Agora, os X-Men têm de fazer uma escolha impossível: para salvar toda a existência, eles terão de sacrificar sua amada colega!


     
    A saga da Fênix Negra é um dos arcos dos X-Men que conta a história de Jean Grey sob domínio da Fênix. Nessa trama vemos a Fênix como uma entidade separada de Jean, elas definitivamente não são a mesma pessoa, porém, dividem o mesmo corpo. Eu ainda não li o quadrinho de como a Fênix e a Jean "se envolveram", haha, mas, sei que teve algo a ver com uma missão no espaço, então, nessa parte não vou entrar em detalhes para não falar bobagem. 



   Antes de mais nada quero comentar sobre a capa desse livro. Ver Jean Grey desacordada nos braços de Ciclope, o professor X desolado ao fundo e a cara de espanto de Tempestade, Colossus e Noturno , os pais dela abraçados atrás da cadeira de rodas e Wolverine escondendo o rosto, além desse céu roxo trazendo um certo desespero me deixou desolada... Apenas por estes elementos, podemos ter certeza que a leitura não será agradável, leve e corriqueira. Não, a sensação é de tragédia, de que algo realmente ruim está acontecendo dentro dessas páginas. Assim que peguei esse livro e me deparei com essa capa tive vontade imediatamente de ler esse gibi. Acho que não posso chamar essa obra de arte de gibi, rs!


    Essa HQ nos traz alguns personagens diferentes dos apenas conhecidos pelos filmes, nos traz um Banshee escolhendo sair do grupo de mutantes para ficar com sua amada e ainda nos apresentando a outros mutantes - uma conhecida e outra nem tanto. Jean era conhecida antes como a Garota Marvel, que a essa altura já era muito mais poderosa do que qualquer outro X-Men  pelo fato de que a Fênix já existia. Os roteiristas decidiram transformá-la em vilã para que ela não tirasse o brilho dos outros mutantes, então, Fênix se transformou em Fênix Negra, a super vilã com poderes inimagináveis.
     
     Um belo dia Jean Grey começa a ter umas visões estranhas de uma vida passada ou até mesmo de um sonho que ela era uma nobre do século XVIII e era parte do Clube do Inferno. Era casada com John Wyngarde - um dos líderes do clube - que é como o Cérebro (Pink & Cérebro) e quer dominar o mundo através da política e da economia. Na verdade, Wyngarde é um dos inimigos dos X-Men, o Mestre Mental, que juntamente com outros membros do Clube do Inferno, se aproxima de Jean e controla a mente dela utilizando os incríveis poderes da moça para beneficiar-se. Só que de tanto mexer com a mente da Garota Marvel, a Fênix toma o controle e acaba com os planos do clube. Tá, peraê, tô indo muito rápido, rs!

    Jean Grey está cada vez mais poderosa, certo? Então, muitas vezes do nada ela simplesmente se vê no meio dessas visões, onde ela é essa mulher nobre que está encantada com John Wyngarde. E essas visões acontecem quando ela menos espera. Jean está tão poderosa que consegue construir e destruir coisas com seu poder telecinético. Ela consegue colocar e retirar objetos de uma maneira incrível. Uma das cenas que achei mais incríveis foi quando eles foram até a mansão de Anjo nas montanhas escondidas e Ciclope pede para conversar com o mutante alado em particular. Anjo lhe dá uma carona para uma montanha longínqua e Scott desabafa com o amigo. Após horas conversando, Jean aparece voando com uma cesta de piquenique e Anjo os deixa sozinhos. Enquanto estão arrumando as coisas para o piquenique, Scott nota que Jean mudou as roupas de ambos durante um diálogo como se fosse a coisa mais normal do mundo, e ele fica extremamente surpreso com a capacidade dela. Ela também lhe conta sobre seus medos com essas visões e o namorado fica apavorado pensando no que ele pode fazer para ajudar a amada.

    Nesse meio tempo, o Cérebro encontra dois novos mutantes e o grupo sai para encontrá-las. O grupo se divide e vão atrás de Kitty Pryde para convidá-la para ser uma das alunas do professor. A menina tem apenas treze anos e fica encantada com Ororo e sua pele negra, seus cabelos brancos e olhos azuis. Outro grupo vai atrás de Allison Blaire, e Jean e Scott a encontram em um bar fazendo um show. O poder dela era brilhar. Literalmente! Seu nome artístico era Cristal e ela brilhava enquanto cantava. E Cristal meio que do nada se vê envolvida no meio dos problemas dos mutantes. Jean então tem mais uma de suas visões, e cada vez mais envolvida com o Mestre Mental ela se casa com ele e se torna um membro do Clube do Inferno e não consegue mais voltar a realidade. E qualquer um que tente se aproximar, na mente de Jean são todos inimigos. Ela se torna uma pessoa fria e cruel, agride Ororo quando esta tenta falar com ela - para Jean, a bruxa do tempo é apenas uma escrava - pois ela vê a todos como pessoas que vivem no século XVIII, e como Ororo é negra, automaticamente esse fator a torna uma escrava nos devaneios da moça. Scott então tenta usar o elo psiquico que ele possui com sua namorada e quebrar essa piração de Jean. A princípio não dá muito certo, mas, Ciclope descobre que seu amor por Jean e o amor dela por ele é maior do que todos imaginam.



    Um problema maior surge, quando Jean perde de vez o controle e deixa a Fênix tomar conta de vez de sua mente e corpo. Aí é que a onça torce o rabo. Lembra no filme "X-Men: O Confronto Final" quando a Jean se torna a Fênix e fica muito má? Wolverine questiona com o professor sobre o fato de ele estar querendo controlar a mente de Jean e Xavier lhe diz que se ela liberar esse lado ela pode ficar descontrolada. É exatamente isso o que acontece. Em uma visita a sua família, Jean não consegue associar o que é certo e o que é errado, e ela perde completamente a noção de tudo, dá uma coça nos X-Men e sai destruindo tudo o que vê pela frente, a entidade se torna a Fênix Negra, comprometendo assim a integridade e fidelidade de Jean.

    
  Fênix Negra sai pelo universo toda "locona" destruindo um planeta e uma estrela, fica com uma aparência horrorosa (não literalmente, mas, os traços do artista tranfiguraram o rosto dela em algo realmente desesperador sem tirar a beleza dela) e ela se torna de certa forma a pior vilã que o universo já viu. Essa mudança louca de Jean chama a atenção do império Shiar, e eles procuram pelos mutantes informando que terão que destruir a Fênix Negra, afinal, ela se tornou um perigo para todos. Então o grupo vai todo para o espaço, para junto dos Shiars para tentar resolver as coisas civilizadamente, mas, Jean está ciente da necessidade de executar a hospedeira, para se livrar da entidade, porém, eles precisam derrotar o Mestre Mental e o Clube do Inferno. Aí acontece então uma batalha épica dos X-Men contra os membros do Clube do Inferno. Jean se veste de Garota Marvel e luta lado a lado com Scott, os X-Men e o exército de Shiar , usando toda a sua força para derrotar o Mestre Mental. A Garota Marvel e Ciclope juntos, abraçados, conseguem lutar por um bom tempo juntos, até Jean começar a ser derrotada pela própria entidade. E uma decisão precisa ser tomada antes que ela possa ficar descontrolada novamente. E essa decisão mexe com a vida de todos, principalmente de Jean.



   Ainda nessa edição vemos algumas batalhas épicas como Wolverine sozinho lutando com um bando de homens comparsas do Clube do Inferno, vemos Jean e Emma Frost se pegando na pancada, vemos Kitty se transformando na Lince Negra e lutando pelos X-Men, vemos Jean sendo tomada pela Fênix e nos deixando com peninha dela... Olha, é tanta coisa boa (que são coisas más, na verdade) que nos deixam sem fôlego. Eu recomendo para quem já é familiarizado com o universo das HQ's, e principalmente, para quem conhece a estória de Jean Grey. Como eu disse no início, não li a anterior e isso me deixou um pouco perdida em algumas situações, mas, não comprometeu em nada minha leitura pelo fato de eu já ter participado de debates com essa HQ.

    Gente, confesso que de todas as resenhas de quadrinhos que fiz, essa foi a mais difícil! É complicado falar sobre essa trama, sem dar spoilers graves, foi difícil mesmo, e não achei que ficou tão boa assim... Mas, é o que tem pra hoje, hahaha... Desculpa aê leitores, a ogra aqui teve um momento mula, hahahahahah! 

    E no fim das contas, estou terminando o post só de noite porque realmente, a força acabou, hahahah... Quero deixar um abraço especial para o Victor Hugo Carballo e para o Wagner Williams Ávlis que estão sempre por aqui nas minhas resenhas de HQ.

 Os Fabulosos X-Men: A Saga da Fênix Negra possui 192 páginas - editora Salvat do Brasil.

Agora vou dormir, amanhã a labuta continua, e essa chuvinha caindo tá dando soninho, hahahaha....

Beijooooo! ^.~


***Imagens da internet

12 comentários:

  1. Olá Cecyyyyyyyyyyy!
    Puxa uma resenha difícil mesmoooo!
    Eu não li HQs do X-Men, só assisti aos filmes e aprendi aqui no seu blog que as narrativas são bem mais complexas e os personagens não são tão fofiiiiiiiinhos então a Jean parece bem má rsrs
    acho que ela curtiu adoidado ser poderosa e tocou o terror :)
    Tenho a maior curiosidade de conferir uma história e vou colocar na minha lista dos desejados <3
    Bjooo enorme e até amanhã Luli
    Café com Leitura na Rede

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    1. Oi Luliiiii!!!!

      Menina, nem te falo quantas horas fiquei tentando não escrever bobagem, hahaha... Leia sim, é diferente e cativante!

      Beijoooo

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  2. Eita que resenha em? Nunca li um HQ, já várias
    recomendações, mas não decidi se compro ou não, mas adorei esse do X-men. beijos linda

    Taynara Mello | Indicar Livros
    www.indicarlivros.com

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    1. Oi Tay! HQ é um trem viciante: quando a gente menos imagina, não quer parar mais de ler, haha.

      Beijoooo

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  3. Menina, eu pago pau pra quem acompanha HQs. Eu não tenho muita paciência não hahahah
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da promoção seis anos de Caverna Literária

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    1. Oi Lu! Como eu disse pra Tay, é um troço viciante, quando você começa não quer parar mais!

      Beijoooo

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  4. Precisando desse tipo de leitura viu, livro demais as vezes enjoa, rs,rs. bjus.

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    1. Oie Thalya/Joyce. Às vezes realmente é bom mudar de ares!

      Beijoooo

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  5. Menina, apesar da chuva, anda com gás total, hein, Cecília?! Lisonjeado por sua mini-homenagem, por sua saudação a mim na conclusão da resenha. Estarei sempre onde houver sinal de vida inteligente no mundo da web, minha amiga mutante, por isso estou aqui. Muito bem pela empreitada de resenhar uma edição marcante, considerada um best-seller dos X-Men. Poucas pessoas se aventuraram a tal, e você a fez com carisma, gracejo, informalidade, conhecimento de causa. Uma das coisas de que mais gosto em suas resenhas são suas digressões, do tipo "olha, é tanta coisa boa (que são coisas más, na verdade)", trazem um efeito de aproximação/extroversão para com seus interlocutores, parece até que estamos numa mesinha de bar proseando a respeito. Uma coisa que destaco nessa sua resenha é a sua análise da plasticidade (ou em termos técnicos, a semiótica) da capa da "Saga da Fênix":

    "Ver Jean Grey desacordada nos braços de Ciclope, o professor X desolado ao fundo e a cara de espanto de Tempestade, Colossus e Noturno , os pais dela abraçados atrás da cadeira de rodas e Wolverine escondendo o rosto, além desse céu roxo trazendo um certo desespero me deixou desolada... Apenas por estes elementos, podemos ter certeza que a leitura não será agradável, leve e corriqueira. Não, a sensação é de tragédia, de que algo realmente ruim está acontecendo dentro dessas páginas".

    Somente leitores apaixonados pela literatura – ou pela arte em geral – são sensíveis a esses detalhes que fazem toda a diferença. Já que foi sensível à capa, queria que clicasse no link abaixo para conhecer em que se inspirou o desenhista John Byrne para ilustrar a capa da Saga da Fênix; verá que muitos quadrinistas seguiram o mesmo caminho:
    http://boxpop.com.br/capas-de-hqs-inspiradas-na-pieta-de-michelangelo/

    Guardo com carinho, na memória e na estante (a minha edição é "Marvel Especial # 7 e 8 – A Saga da Fênix", ed. Abril, nov.1989) esse belo arco do mestre Chris Claremont, o autor responsável por ter deixado os X-Men do jeito que os conhecemos. Muito bem, Cecy! Gosto muito do que tem feito por aqui. Bat-beijo.

    Ps: Eu evitaria usar o termo "livro" para me referir a uma HQ, sei que é detalhe, mas a terminologia designa suportes distintos, com funcionalidades distintas; ainda assim, com o termo "livro" sendo vez por outra reiterado, soa como se o livro fosse o objeto estimado, o único visado, de sorte que é ele que vem à mente do interlocutor quando o lê, o que, no inconsciente de quem nunca leu uma história em quadrinho, a HQ é ofuscada pela imagem genérica de um livro. Sugiro que esteja o tempo todo sublinhando que se trata de um "quadrinho", duma "HQ", da "arte sequencial", da "9ª arte", a fim de promover essa expressão artística. Os quadrinhos precisam ser dissociados do livro de literatura para poderem se emancipar como arte independente, ok? Ah, e pode usar o termo "gibi" sim. No Brasil, ele não é depreciativo nem pejorativo, só mais um sinônimo à brasileira.

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    1. Oie Wagner! Noss, fique até me achando agora com esse elogio de sua parte. Sou uma admiradora de capas e fico viajando nelas por um bom tempo... E achei o máximo essas capas serem inspiradas em uma obra de Michelangelo, não sabia mesmo!

      Quanto a expressão livro, eu nem tinha notado que usei, nunca tinha me referido aos quadrinhos como livro, mas obrigada, vou ficar de olho! ^.~

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  6. Essa HQ eu li nas SuperAventuras Marvel da época, e comprei e re-comprei várias vezes. Claro que vou comprar o novo encadernado, a arte do John Byrne me inspira.

    Pena que minha coleção de capas duras ficará incompleta, mas sinceramente não é tudo que merecia capa dura. Tem muitas histórias genéricas misturadas com os clássicos

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    1. Victor eu imagino sua coleção e fico babando só de pensar, rs! Além de nem todas merecerem uma capa dura como você disse, a Salvat enfia a faca e os exemplares são bem salgados...

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