sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Cinco Dias, Cinco Contos: Sincericídio - Lígia Dantas

    E hoje estamos aqui para trazer o último conto do projeto, e fico muito feliz que tenha conseguido cumprir a agenda essa semana, rs. Obrigada a todos que estiveram aqui comigo esses dias. 

   Chega de enrolação, né? Bora lá?

Imagem do Wattpad
SINOPSE: Alice vai à uma festa de 15 anos de formada no ensino médio. De todos os reencontros um, em especial, a suga no túnel do tempo. Reencontrar Guilherme, seu namorado de adolescência, traz a tona lembranças e sentimentos sedentos por vazão.

     Sincericídio nos traz um retrato bem claro de como nossa amargura e arrogância podem acabar com nossa vida em um minuto. 

     Alice é uma pessoa amargurada por um recente divórcio, e tenta descontar sua frustração no álcool. A trama começa com Alice tomando um comprimido que ganhou de alguém na clínica em que trabalha, que de acordo com a pessoa, deixa o organismo livre do álcool (não acredito que ela caiu nessa, rs) e, assim, ela poderia beber a vontade sem correr o risco de ficar bêbada. Mas, algo mais a incomodava: o fato de ela estar desacompanhada. Ela achava que o status de relacionamento era importante, e que seus antigos colegas veriam com olhos de acusação. Quando parou para pensar mais nisso, pensou em Guilherme, seu antigo namorado. Chegou na escola e encontrou Marina, uma antiga amiga, que elogiou o fato de ela estar em forma, mesmo já tendo um filho.

    Entraram, começaram a rever antigos colegas, quando ela viu Guilherme. Ele falou com seus amigos, e em seguida veio até ela, e por pouco tempo conversaram, e ela notou que ele ainda mantinha a mesma doçura pela qual ela havia se apaixonado quinze anos antes. Então, após um tempo, eles abriram uma caixa onde continham os desejos deles trancados há quinze anos. Alice ficou apreensiva, pois sabia exatamente o que tinha escrito há quinze anos, e não sabia qual seria a reação de quem estava por ali. Após a leitura da sua carta - desejo de anos atrás, o clima ficou meio tenso, e ela começou a beber mais, e ao Marina tentar se aproximar, ela começou a falar mais que a boca.

Imagem da internet
     Alice na verdade é uma personagem completamente sem noção, muito tapada. Sabe aquelas pessoas que perdem a oportunidade de ficarem quietas? Nossa protagonista é bem assim. A trama vai por um rumo, mas, na metade já dá pra desvendar que vai haver uma reviravolta na situação, e o título não poderia ser melhor. Lígia Dantas como psicanalista consegue ter uma visão de mundo diferente da minha, por exemplo, ela consegue analisar um personagem e denotar o comportamento dele, e o mais difícil: transcrever isso de uma maneira que qualquer público consiga entender. E é fácil entender Alice também, mas, entender suas motivações não justifica o fato de ela ser sem noção desse jeito. Algumas pessoas ficam meio desmioladas com o passar do tempo, rs. Nem sempre ser desmiolada é sinal de ser sem noção, às vezes é apenas um sinal de que você é inocente demais.

     Tive um período da minha vida onde o sincericídio era parte constante da minha vida. Precisei tomar um chá de silêncio de minhas grandes amigas pra aprender que eu deveria manter minha boca fechada em algumas situações. Não que devamos mentir, mas, prestar atenção na maneira como nós falamos é o mínimo da educação. E uma frase pode acabar com nossa vida, vindo de nós ou não. Igual nossa reputação: uma vida pra construir, uma frase pra acabar com ela.

     Sincericídio recebeu menção honrosa no Concurso Café com Letra 4: "Com um toque dos dramas adultos de Liane Moriarty, temos uma história das vontades de adolescente que permanecem incubadas em nós após crescermos e reparamos que a vida não é um conto de fadas: e que não há pílula que nos livre das dores de cabeça que escolhemos para nós mesmos".
Fala sério, chique demais essa Lígia, hein?

     Esse conto está disponível no Wattpad da autora Lígia Dantas (aqui) e lá você encontra muitos outros. Esse tem apenas um capítulo, seis a sete minutinhos de leitura. A Lígia é parceira aqui do blog, primeira parceria foi com ela, e eu a amo por ter confiado em mim. Aqui ainda se acha muita coisa sobre ela, tem entrevista, resenha de conto, resenha do livro Olhos da Deusa - que eu adoro e recomendo - é só sapear por aqui que encontramos.

     Semana que vem, pessoas, programação normal, ok? Adorei fazer esse quadro, quem sabe não faço uma vez por mês? Depende de vocês. Vou ficando por aqui, um excelente final de semana para vocês!

Beijooooo



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cinco Dias, Cinco Contos - Fui Uma Boa Menina? - Carolina Munhóz

    Oi gente, tudo bem?
Bora pro conto de hoje?


Imagem da internet
SINOPSE: Nestas páginas de diário, uma adolescente fora do comum escreve sobre seus dramas e conflitos familiares ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, em uma narrativa envolvente, cheia de suspense e, claro, com o toque de fantasia característico de Carolina Munhóz, que vem conquistando jovens leitores por todo o Brasil.
Fui Uma Boa Menina?, conto de estreia da autora na editora Rocco, é um presente de Natal para todos os fãs.

    Bem, o que dizer desse conto? Achei a capa dele linda, estava de grátis na Amazon, e puxa, a capa dele é realmente linda... Adquirido pura e simplesmente por que a capa é bonita, hahahah. Aí guardei no Kindle, e alguns meses depois fui ler. E, como posso dizer... é bonitinho, sabe, mas, a protagonista me irritou um bocado, além de ter achado ela um tanto rasa por assim dizer. Tá, começando do começo:

      Temos aqui uma narradora escrevendo em seu diário o qual ela nomeou de Rosebud, por que "querido diário" não rola e ela está escrevendo o quanto ela odeia a data que o mundo está celebrando no momento. Na verdade, ela se mostra bastante antissocial, dizendo o quanto sempre odiou a comoção e como dormir é mais legal, e logo fica na cara que a data odiosa é nada menos que o Natal (minha época favorita do ano, detalhe, rs!). Aos poucos vamos conhecendo um pouco mais a moça, ela revela que está sofrendo com o luto e diz que faz uma ano que ela está longe "dele". O luto na verdade ela sofre por ter perdido sua mãe, e, não sabendo lidar com a situação, fugiu de sua nevada e gelada cidade e veio para o Brasil em busca de calor físico e humano. Mas onde que entra o fato de ela ser rasa? Bom, nossa protagonista sem nome (êêêêê... mais uma, rs!) fica horas escrevendo sobre o fato de se arrepender por a mãe estar morta e ela nunca ter conseguido se desculpar por ter sido rude com a mesma. Tudo o que ela queria, era um Natal em família, como a maior parte das pessoas no mundo fazem, ela não conseguia entender o motivo de sua família ser diferente. E aí, sua mãe morreu. E ela se culpou, mas, também, culpou seu pai. Muito.

     A pessoa ausente é o pai, logo nas primeiras páginas já conseguimos desvendar isso, não é um spoiler, e em meio ao caos da data festiva, ele consegue encontrar a filha após um ano de procura, e eles podem finalmente ter AQUELA conversa. Parei!

     Sabe, quando meu pai morreu, não sei o motivo, mas, eu me culpei. Me afastei dos meus amigos, mas, não de minha mãe, e creio que se tivesse sido ao contrário, também me achegaria mais ao meu pai. Como pode uma pessoa não conseguir perdoar o pai por algo que ele nem fez? Ao mesmo tempo que a menina se culpava, ela culpava o pai, e durante esse ano de distância, a culpa, o remorso e o ódio estavam corroendo a moçoila ao ponto de ela se tornar socialmente insuportável e ter como companhia um diário, pois, sequer conseguia conversar com as pessoas ao redor. Imagino que a pessoa tem que estar em uma fossa muito grande para chegar ao ponto de não querer saber de mais nada... 

    Mas, apesar de a menina ser rasa, a trama traz uma grande e inesperada surpresa no final, revelando para nós uma situação completamente diferente daquilo que imaginamos, e eu achei super legal ler uma história com esses personagens que nunca havia cogitado a possibilidade de alguém ter escrito sobre eles. Noss! O texto é curto, tem apenas 19 páginas, a gente tem raiva da protagonista mimada, não entendemos os motivos do afastamento dela, mas, o reencontro narrado já no término do conto nos traz reflexões verdadeiras. Não sei se foi a intenção da autora deixar essa mina mimada insuportável, mas, eu só pensava isso o tempo todo, como ela é insuportável, hahahahah.

      Fui Uma Boa Menina está na Amazon, também nunca vi com preço, creio que seja produto permanentemente de grátis. E hoje em dia, com tanta conta pra pagar, achar algo de grátis dá uma alegria tão grande, né? Ahahahahah! Enfim, o link para comprar esse eBook na Amazon está  AQUI. Não conheço outras obras da Carolina Munhóz, mas, sempre ouço falar muito bem dela, então, convido a todos nós para procurarmos mais sobre essa moça que é Potterhead, uhuuuulll!!!! É nóis, bate aí! o/\o

      Vou parando por aqui, tô com sono. Amanhã trarei o último conto da autora parceira Lígia Dantas.

Beijooooo





terça-feira, 17 de outubro de 2017

Cinco Dias, Cinco Contos: O Motivo do Seu Sorriso - Thamy Silvia

     Oie povo!
Bora pra mais um conto sem enrolação?

Imagem do Wattpad


SINOPSE: Karina se apaixonou pela primeira vez e vê a sua timidez se transformar numa enorme barreira entre ela e o rapaz do sorriso mais lindo do mundo. Será que ela consegue superar essa barreira e declarar seu amor por ele?

     Na última semana de aula, Karina que está no nono ano já se sente uma quase adulta, pois em breve fará parte do ensino médio. Ao ir para a escola naquele dia se depara com um gatinho que usava o uniforme da escola para a qual ela iria no próximo ano. O menino era simplesmente fofo, e eles andaram um bom tanto lado a lado, porém, não disseram nada um ao outro. Para Karina bastou isso para que esse inesperado encontro fosse intenso. E o melhor: no outro dia aconteceu novamente. E no outro, e no outro e no outro, ou seja, durante toda a semana, Karina e o estranho passaram momentos juntos, mas, não se falaram. 

    As aulas acabaram, as férias começaram, e a menina imaginou que não veria mais sua paixonite aguda, mas, o que ela não imaginava é que ele fosse amigo de Gustavo, seu amigo também, e através desse garoto, ambos tiveram a oportunidade de se apresentarem formalmente. Ele se chamava Marcus, e Karina sentia seu estômago entrar em colapso quando ficava perto dele.

Imagem da internet

      A amizade entre eles foi imediata, passaram a se falar sempre. Apesar de ser um poço de simpatia e educação, Karina não sentia que Marcus de alguma forma correspondia seu sentimento, e, na dúvida, resolveu tomar suas próprias providências e decidiu que se declararia para ele. Ele morava próximo a sua casa, era muito legal, conversavam bastante, era só ela chegar nele e dar a real. Só que não, coragem, cadê você? Muito mais fácil falar do que fazer, e Karina decidiu que o melhor era adiar por um tempo, para evitar que ela parecesse afobada. Até que um dia...

    Parei por aqui, não falo mais nada, vocês precisarão ir até o Wattpad para saber o restante da história, rs.

     Fiquei pensando na minha época de escola. Na oitava série eu era uma meninona de 14 anos que só queria saber de estudar, não tinha nem saco para os meninos que estudavam comigo, até por que eles eram insuportáveis e eu era vítima de bullying. Quando cheguei no primeiro, graça a Deus aquela corja masculina tinha ficado pra trás, mas, demorou pra eu me interessar por alguém, e, quando me interessei, foi logo pelo menino impossível da escola, hahahah. Me lembro que ele lembrava o AJ dos BackStreet Boys quando mais novo. Até eu descobrir o nome dele, eu me referia a ele como AJ. Paguei uns micos, ele sabia que eu pagava pau pra ele, mas, nunca cheguei nele, não. Até porque eu sabia que era paixonite aguda de menina, e eu sabia que seria rejeitada, ele era bem legal, mas, nem todos os caras que andavam com ele eram legais. Um deles era bastante, e fala comigo até hoje. Um outro que adorava pagar de gatinho rico, se conformou com a vidinha de filho de enfermeira padrão que ganha bem, e está trabalhando em um emprego bastante inferior ao que ele parecia querer. E a minha paixonite aguda? Não sei, ele terminou o colegial e eu nunca mais o vi! Espero que ele tenha tomado jeito, hahahah... Mas sabe, às vezes me pego pensando: "e se eu tivesse chegado nele, eu realmente teria sido rejeitada?" A resposta provavelmente seria sim, mas, nunca saberei, rs. Não me arrependo, mas, fica a dúvida.

Imagem da internet


     Enfim, gentemmm, a Thamy nos traz um texto leve, rico em detalhes, com poucos capítulos e tão, mas tão, mas tão fofo, que me deixou com aquele sentimento de nostalgia. Quem me dera se minha adolescência tivesse sido fofa desse jeito, hahahahah.

     O Motivo do Seu Sorriso está disponível na plataforma Wattpad e para ler, basta clicar AQUI. A Thamy arrasa na escrita detalhista e realista, gente, adorei. Sigam o perfil dela para ficarem sempre por dentro. Para quem assim como eu, no momento está buscando ler coisas mais leves, os posts dessa semana têm esse objetivo, mostrar que em meio aos romances tórridos, paixões frenéticas, violência gratuita, falta de amor próprio e tudo o mais que nos prende por horas nas páginas, ainda temos coisas mais leves para mesclar com tudo isso. 

    Amanhã trarei um conto da Carolina Munhóz para cá, ok?
Então, não perca o post de amanhã!


Beijooooo

(Caraca, agora deu mó saudade dos Back... I don't care/ Who you are/ Where you from/ What you did/ As long as you love me...)


Cinco Dias, Cinco Contos: Trenzalore - Jim Anotsu

    Oieeeee.....
Espero que esteja tudo mara com vocês. Por aqui tá tudo bem, apesar do frio inesperado, estamos bem. E o conto de hoje tem um nome muito sugestivo para quem é Whovian, né? Sim, esse Trenzalore é realmente Trenzalore... Okok, vamos começar do começo, rs.

Imagem MLC

SINOPSE: Conto de Jim Anotsu, autor de "Annabel & Sarah" e "A Morte é Legal". Essa é a história de um garoto. Que encontrou uma garota chamada Valentina. E ela gostava muito de Doctor Who. E algo aconteceu. E um filme de Dalek entrou no meio da história. 

     Conto curto, leitura de menos de meia hora, li no busão voltando pra casa. Aqui temos mais um protagonista sem nome, sabemos apenas que ele era amigo de Valentina. Valentina era uma garota formidável. No primeiro dia de aula dela naquela escola, todos viram apenas que ela era diferente e que gostava de Doctor Who. Gostava não, amava. Andava com o enorme cachecol de Tom Baker, o 4º Doctor debaixo de sol quente, e às vezes era possível encontrá-la de sobretudo (10º Doctor) ou com uma folha de aipo na lapela da camisa (6º Doctor). Quando chegou na escola, subiu na mesa do pátio e gritou: "Olá, Stonehenge!". Conhecia física, mas, não sabia calcular a distância de dois pontos, gostava de geografia e literatura, desde que essas, fossem relacionadas com alguma coisa bem distante do terceiro planeta a partir do sol.

     Um dia, Valentina e seu amigo estavam voltando para casa, ela estava usando camisa de botões, paletó e gravata borboleta, e estava extremamente pensativa. No meio do caminho tinha um banco, ela se sentou, tirou a chave de fenda sônica do bolso, apertou e ouviu o barulho da mesma e convidou o amigo para ir até a casa dela para juntos assistirem a um filme antigo de Daleks, desde que ele levasse pipoca, porém, o garoto tinha treino no dia sugerido e não poderia comparecer. Continuaram caminhando em passos lentos e poucas palavras.

"Eu me lembrava de como as pessoas costumavam implicar com a aparência dela nos primeiros dias, mas, o que mais ficava presente em cada fibra do meu cérebro era que justamente a estranheza daqueles cabelos bagunçados e olhos azuis chamava a minha atenção. Ela era tão diferente do resto das pessoas que me atraia para o seu redor como um daqueles peixes fluorescentes que se vêm em documentários na TV."

Imagem MLC


     Após voltarem a caminhar, a garota levantou alguns questionamentos sobre Maria Antonieta, a rainha da França que eles tinham estudado na aula de História. Começou a perguntar se era possível que Maria Antonieta pudesse ter sentido medo no dia da morte de Luis XVI, principalmente pelo fato de saber que seria a próxima. O garoto não soube responder, o que a levou a indagar o trecho que dá nome a obra:

"-Eu só andei pensando nela, sabe. Ela nem tinha nossa idade quando saiu da Áustria. Imagine o que é largar sua vida inteira, tudo o que você conhece para entrar em um universo desconhecido. O Doctor em um dos episódios diz que 'há um lugar no qual você nunca deve ir. Um lugar em todo o tempo e espaço no qual você nunca deve se encontrar.'
-Trenzalore - respondi, aquele havia sido um dos últimos episódios que havíamos assistido juntos, aquele antes do especial de cinquenta anos da série, e alguns detalhes ainda estavam em minha mente.
-Sim, Trenzalore... Maria Antonieta foi até. O Palácio de Versalhes foi sua Trenzalore muito pessoal e intransferível. Um ponto fixo no tempo. O Doctor sabe que um dia ele irá para lá e todos nós sabemos que um dia iremos até lá... Só que não antes da hora. Horários são quase importantes para viajantes do tempo"

    Quando cheguei nesse parágrafo, eu tinha apenas uma certeza: que esse conto não teria um final feliz. Mas, não vou dizer mais nada, acho que vocês terão que ler para tirarem suas próprias conclusões.

     Encontrei esse conto por acaso sapeando a Amazon no início do ano. Vi o nome "Trenzalore", e pensei imediatamente: "será que é um conto Whovian?" A resposta veio apenas meses depois, quando eu li. Nesse conto nós notamos coisas como: 
  • Nem sempre vale a pena esperar pelo momento certo, às vezes perdemos tempo tentando ser mais corajosos e depois é tarde demais;
  • Não devemos julgar as pessoas pela aparência ou por seus gostos peculiares;
  • Às vezes é melhor assistir um filme de Dalek hoje do que viver no "e se" pro resto da vida...
    Okok, já falei demais, já chega. Trenzalore ainda está de grátis na Amazon, clique AQUI para adquirir. Acho que é gratuito permanente. Confesso que chorei, e o ultimo parágrafo é emocionante. A última frase então, apenas os Whovians saberão o significado de algumas palavras, mas, a ideia geral fica explícita. 

"Em Gallifrey, Barcelona ou Raxacoricofallapatorius. Ela está flutuando no vórtice do tempo e sabe que eu a amei!"

Imagem MLC

     Leiam, gentemmm, leiam mesmo. Vale a pena, super indico. Amanhã trago mais um conto brasileiríssimo lá do Wattpad, allright?


     Allons-y!

PS: Galiffrey, Barcelona e Raxacoricofallapatorius são nomes de planetas citados na série, tá?



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cinco Dias, Cinco Contos: Meu Cretino Favorito - RM Cordeiro

     Olá, pessoas!
Conforme prometido, estou aqui hoje para trazer o primeiro conto do primeiro dia. Na semana passada fiquei pensando: porque não fazer uma semana falando sobre contos lidos e que eu super indico? Afinal, nem só de livros vivem os escritores, mas, alguns são contistas, cronistas, poetas, e nada mais justo que homenagear essas pessoas. E pra começar, vou trazer de cara um conto da autora parceira do blog RM Cordeiro, Meu Cretino Favorito. Bora lá?



Imagem Wattpad da autora
SINOPSE: Como se define uma amizade verdadeira?
O que somos capazes de suportar em nome de uma amizade?
Até que ponto podemos interferir nos problemas de nossos amigos?
Essas e outras questões são a base desse conto, onde a incondicionalidade de uma amizade verdadeira é posta à prova. Você seria capaz de arcar com o peso de uma amizade sem a qual aparentemente não consegue viver? Me diga depois de ler!


     Começamos o primeiro capítulo lendo a descrição de uma moça no altar. Aparentemente, o casamento é dela, mas, após alguns momentos, notamos que ela está no altar como madrinha de seu melhor amigo, seu cretino favorito.

       Fernando e ela se conhecem desde sempre. Suas mães se conheceram na maternidade, se tornaram grandes amigas e eles cresceram juntos, frequentaram a casa um do outro, estiveram juntos em momentos bons e ruins da vida um do outro. Estiveram juntos em muitas viradas de ano, natais, frequentaram as mesmas festas, mas, na fase adulta, se separaram. Ele foi estudar Engenharia Civil, ela Odonto e mantinham contato por redes sociais. Após sofrer um AVC, o pai de Fernando ficou muito debilitado, e o rapaz voltou para casa para ajudar a sua mãe a cuidar do pai, e após o falecimento do pai, Fernando começou a mergulhar em águas tortuosas. As coisas que ouviam a respeito dele não eram boas, a amiga ficou muito preocupada com o rumo que a vida dele estava tomando. E pra piorar as coisas, ele se afastou dela e sumiu por meses.


Imagem da internet

      Pronto, parei por aqui, não falo mais nada. Analisando o que acontece nesse conto. Primeiro, não, eu não me esqueci de colocar o nome da narradora, ela simplesmente não tem nome. Assim como Hugh Jackman em Austrália não tinha um nome, era chamado apenas de "Drover" (Vaqueiro), essa moça será para nós aqui apenas a Amiga. Gente, imaginem só aquele amigo que está com você em todos os momentos. Imaginou? Imagina agora ele simplesmente te excluir da vida dele e você ficar completamente pra escanteio? Sim, isso já aconteceu comigo. É horrível, ontem éramos amigos, hoje não somos mais. Já falei uma vez e repito, gosto muito das pessoas descritas nos contos da Rê, são pessoas tão normais, com problemas tão normais, que nos sentimos em casa.

     Meu Cretino Favorito é um conto leve, com poucos capítulos e dá pra ler em menos de vinte minutos. Uma escrita leve, com personagens reais, sem um vilão personificado - vemos aqui que o vilão verdadeiro, foi o tempo que eles passaram afastados e os caminhos que Fernando escolheu para seguir. Todos nós sempre temos a opção de escolha, cabe a nós mesmos fazer escolhas para nossos caminhos, nosso futuro depende do que escolhemos trilhar no presente. E não devemos nos enganar: nós colhemos o que plantamos, mas, sempre temos a chance de nos arrepender e voltarmos para o lado da luz, rs.

     Você encontra o conto Meu Cretino Favorito no Wattpad da autora RM Cordeiro, e na página dela temos muito mais!
Amanhã eu volto com outro conto. E, para quem não sabe, na imagem acima são os atores Fred Savage, Danica McKellar e Josh Saviano em 1988 e em 2016, trinta anos depois, eles ainda são amigos. E pra quem não tem ideia de quem eles são, eles eram o trio principal da série Anos Incríveis, que é uma das melhores séries de todos os tempos, e eu amo! Ali no Quem Sou Eu? eu falo que sou fã da série até hoje - e sou mesmo, rs!

     Té manhã, beijooooo



domingo, 15 de outubro de 2017

Retrospectiva de Setembro

     Olá pessoas!
Demorei, mas, cheguei com o post de retrospectiva de setembro, e muita coisa boa aconteceu pro blog nesse mês, mas, não vou enrolar, não.

    Bora lá?

Recebidos:

  • Mimos RM Cordeiro.


Imagem MLC
    A querida autora R.M. Cordeiro, autora parceira do blog me presentou com um pacote enorme: marcadores - que minha irmã já catou uns -  de diversos de seus contos, (todos disponíveis na Amazon, fica a dica), post-it, papel de bloquinho colorido, agenda chuchu com caneta, adesivo do Mickey (amooooo), clips, cartinha - adoro receber cartinhas -  e o livro Flor da Pele de Javier Moro, que conta a história real de uma enfermeira que saiu de seu país para tratar doentes de varíola. Amei os mimos, muitíssimo obrigada pelo presentão, Rê!
    

  • Kit de Marcadores da Bienal do Livro - RJ

     A querida Kakau Alfredo foi para a Bienal. Todos os dias. E fez a festa de nós que moramos longe e imploramos para ela nos trazer marcadores. Pedido realizado, pois recebi um pacotão com mais de cem marcadores. Minha irmã catou uns desses também, mas, tem bastante pra um mega sorteio em breve aqui no blog. Obrigada pelo carinho, Kakau, de verdade. Ah, a Karina, assim como a Rê está lá na Amazon com um conto bem baratinho intitulado Agora é a Minha Vez: Antes Tarde do que Nunca. Corram lá e aproveitem!

  •     Mimos Up Literário

     Normalmente não ganho sorteios, mas, pensa na felicidade da pessoa quando descobriu que tinha ganhado o Up Top Comentarista do ig Up Literário? Ganhei em segundo lugar um kit de marcadores e figurinhas de Harry Potter! Amei, obrigada pelo carinho, Desirée!

Imagem MLC

Lidos:

  • Depois do Fim - Tay Lopes, autora parceira do blog.
Imagem cedida pela autora
     Lindo, sensível, leve e divertido. Não é um romance tórrido, é um drama familiar bem grande e uma coleção de histórias de amizades, perdas, ganhos, amor, família, tudo envolvendo Noah e Elisa. Simplesmente fofa, eu amo! Resenha aqui.


  • Quando Tudo Faz Sentido - Amy Zhang (Setembro Amarelo)

Imagem MLC
      Apesar de não ter feito uma resenha decente em setembro, e nem ao menos ter falado sobre o Setembro Amarelo - campanha que pesei muito no ano passado - esse livro eu li por causa da campanha, e gente, que livro bom. Liz Emerson quer morrer. Para isso, bola um plano perfeito, mas, até na perfeição, as imperfeições acontecem. Resenha em breve.

  • Perdão, Leonard Peacock - Matthew Quick (Setembro Amarelo)


Imagem MLC
      Assim como o livro citado acima, Leonard Peacock também quer morrer. Para isso, ele só precisa sobreviver mais aquele dia, o dia do seu aniversário, onde, matará Asher e se matará em seguida. Mas, antes, ele ainda precisa deixar três presentes para três pessoas importantes em sua vida... Resenha em breve.

  • A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan
     Meu único contato com o universo dos Kane até então, tinha sido uns contos spin-off de Percy Jackson e Annabeth Chase com os irmãos, mas, ainda não tinha tido a oportunidade de ler nenhum dos livros. A Pirâmide Vermelha nos traz mais sobre a mitologia egípcia, onde Carter e Sadie Kane, são descendentes diretos de poderosos faraós, tornando-os muito atraentes para deuses que querem fazer o mal. Resenha em breve.
  • Pulsos - Deh Pime (Setembro Amarelo)

Imagem MLC
      Fico surpresa de ver cada coisa boa que encontro no Wattpad. Com Pulsos, não foi diferente. Apesar da linguagem adolescente da narradora, o livro nos traz uma mensagem bem legal no final, mostrando que o amor de mãe realmente faz milagres e nos fortalece. Não tem um final feliz, ao contrário, é bem dramático, mas, ao mesmo tempo, muito bonito. Eu chorei! 


  • Mortalha da Lamentação - Tommy Donvaband.

Imagem MLC
       Se é aventura com Doctor Who, é bom. Neste livro temos uma aventura com o 11º Doctor - my love - e sua divertida companion Clara Oswald. Os Estados Unidos acabaram de perder o presidente Kennedy, o mundo está em luto e coisas estranhas começam a acontecer. Tipo? Ah, pessoas estão vendo os rostos de seus amados falecidos em cicatrizes, poças de lama, marcas de café, névoa, gotas de chuva escorrendo no vidro... E o Doctor e a Clara têm menos de 24 horas para resolver tudo isso antes que seja tarde demais. Resenha aqui.


Contos:

  • O Motivo do Seu Sorriso - Thamy Silvia - Wattpad


Imagem ig A Menina que Não Para de Ler 

      Karina está vivendo uma fase pela qual todos nós passamos: seu primeiro amor. Ela fica toda boba quando passa pelo amado, mas, morre de medo de ser rejeitada caso se declare para ele. O que fazer então? Criar coragem e falar tudo o que sente, ou simplesmente, afundar mais em seu coração? Lindo e fofo, resenha em breve.

  • Sincericídio - Lígia Dantas - Wattpad


     Uma festa de ex alunos é tudo o que ela precisa para tentar esquecer todas as melecas que já fez em sua vida e quem sabe se acertar com seu antigo namorado de escola. Será que dará certo? Resenha em breve.

  • Meu Cretino Favorito - RM Cordeiro - Wattpad

      Tudo de bom quando a gente tem aquele amigo que pode contar com ele pra tudo, não é? Mas, e quando ele some, fica tempos sem dar notícias e aparece noivo te chamando para madrinha, o que fazer? Ficar doida pelo sumiço e logo em seguida agarrar e fazer festa por que ele desencalhou, ou simplesmente esquecer o tempo de sumiço e ficar feliz por que ele desencalhou?  É exatamente isso que a autora nos traz aqui, uma história linda de amizade que vence a distância e o silêncio. Resenha em breve (Vixi, tô cheia de resenha pra fazer, rs).


Parcerias:

  • Karine Vidal 

Imagem cedida pela autora
    Pensa na minha felicidade quando recebi uma simples frase da Karina Vidal no meu Instagram: "Topa fazer uma parceria?" Claro que eu topei, e Escola dos Mortos será uma das leituras de outubro. Não vejo a hora de começar. Para saber mais sobre esse livro, clique aqui.


  • Fabi Zambelli
Imagem da internet
     A Fabi lindona também é uma das mais novas parceiras daqui do blog. É gente, esse cantinho tá crescendo! A Fabi é autora de Conto de Dragões e está aí fazendo uma forte campanha sobre seu livro. Pensa na felicidade quando essa belezinha chegou aqui em casa! Também entra pra lista de leitura do mês! Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

  • Carol Cappia
Imagem da internet

     Conhecer autores novos é tudo de bom! Pensa na minha felicidade quando falei com a Carol Cappia! Outras colegas já tinham me falado muito bem dela, e eu procurei por ela no Instagram e no Wattpad, em seguida conversamos e ela me propôs uma parceria, que aceitei prontamente. E hoje, especialmente hoje, tem eBook de grátis dela lá na Amazon, vou deixar o link aqui.

  • Mergulhando em Fotos
O Instagram do MLC também conseguiu uma parceria, yey! Com o ig Mergulhando em Fotos. O Arthur, administrador do ig manja muito nas fotos, hein? Dá até inveja, hahaha. E ele já me lançou um desafio, ler um livro de terror em outubro. Será que a banana aqui terá coragem? Hahahahah. Quem quiser conhecer o ig do Arthur, clique aqui.

   Quanta coisa, né? Espero de coração esse mês ter mais pique para tudo o que planejo. Como semana passada não teve post, essa semana teremos post até sexta, yey! E vamos fazer uma semana toda de contos, Cinco Dias, Cinco Contos, que estão disponíveis ou no Wattpad ou na Amazon, ok?

     Agora vou ficando por aqui, té manhã! Beijoooo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Resenha #62: Depois do Fim - Tay Lopes (Clube do Livro/Setembro)

     Hey babies, tudo bem?



Bom, hoje estou trazendo mais uma resenha do Clube do Livro, e assim, quitando minha dívida, rs. O livro para o mês de setembro deveria ser um nacional, e eu confesso que tinha outro em mente, mas, quando a autora parceira aqui do meu cantinho Tay Lopes, me presenteou com o eBook Depois do Fim, eu não tinha motivos para resistir, e muito menos para não escolher ele como a leitura do mês. Então, chega de bolodórios. 

    Bora lá?
Imagem cedida pela autora


SINOPSE: O que você faria se mudar a vida de alguém significasse mudar a sua própria vida?
Elisa Sommer é uma estudante de psicologia exemplar que vive em um dos bairros mais tradicionais de LA e sempre consegue tudo o que quer.
Até agora...
Como último projeto do programa de estágio, Elisa recebe o histórico de Noah Collins. Desde esse primeiro encontro, eles nunca mais serão os mesmos. 
Uma história sobre descobrir o amor, quando sua existência já estava sendo questionada.


     Depois do Fim nos conta uma história diferente. Um romance com uma carga dramática bem forte, clichê em alguns momentos e completamente imprevisível em outros. Clichê pelo fato de nós sabermos quem vai se apaixonar por quem, mas, imprevisível pela maneira como tudo acontece. Fora que é um daqueles livros que nos mostra o que acontece depois, saca? É muito legal a gente ler algo sobre os fatos e eles se casaram, fim, êêêêêêêêê... Esse vai além. Quem não tá entendendo nada levanta a mão? o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/

     Ahahahahahah, okok, vamos fazer como Jack, O Estripador, vamos por partes, rs.

    Elisa Sommer é estudante de psicologia, uma aluna exemplar com notas excelentes, e devido a isso, seus professores sempre lhe oferecem grandes desafios. Como ele é graduanda no curso, seu professor lhe oferece como estágio de conclusão, um caso de um rapaz que acabou de sofrer um acidente horroroso de carro. Ele se recuperaria, porém, sua namorada de anos, Samantha, não sobreviveu ao acidente, e o rapaz não falava com ninguém. Como Elisa era uma pessoa que nunca recusava um desafio, foi até o rapaz em questão. Ao entrar no quarto do paciente, se depara com o mais belo par de olhos azuis que ela jamais imaginou ver na vida. A consulta foi um fiasco, Noah não emitiu um som sequer, mas, olhava tão intensamente para Elisa que a deixou desconcertada. E ela realmente ficou pensando nele após a consulta, e se viu ansiosa para a próxima.

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     Noah Collins era aspirante a músico quando sofreu o acidente, e acreditava que sua vida estava acabada, pois, Sam não estava mais ao seu lado. Se incomodou com a psicóloga, não se deu ao trabalho de responder nada, e não conseguia deixar de pensar que ela era uma arrogante metida a sabe-tudo pelo fato como ela olhava para ele. Se surpreendeu com o retorno da moça, e sabia que se não falasse, seus pais poderiam procurar tratamentos mais agressivos. Na segunda visita, a abordagem de Elisa mudou, e Noah, mesmo sem vontade e nada a vontade com a situação, resolveu falar, o que foi o suficiente para os médicos lhe darem alta, e o atendimento psicológico passou a ser em casa.

    Nos meses em que cuidou do caso de Noah, a moça se envolveu demais - um grande erro para os psicólogos, e até mesmo por isso não é ético que amigos atendam amigos - e apesar de todos os avisos que seu cérebro enviou para ela, Elisa se apaixonou perdidamente por Noah, e ao mesmo tempo que a última consulta foi um alívio, foi também um tormento, pois, ela não veria mais Noah. Para sua surpresa, alguns dias mais tarde, ela recebe uma ligação do rapaz, convidando-a para um jantar em família, como gratidão pelo trabalho dela com o rapaz, e, durante o jantar, a irmã do rapaz a deixa em uma situação desconfortável. Noah retoma o assunto horas mais tarde, e em um ato de impulso beija a moça. Um beijo calmo, sereno e sincero, mas, em seguida ele se arrepende pelo fato de ainda amar Samantha, e Elisa decide se afastar de uma vez por todas. Ele até tenta falar com ela, liga algumas vezes, mas, ela não atende, até que ele não liga mais. Um ano e meio depois, eles se reencontram completamente por acaso, e não há mais como fugir, eles finalmente ficam juntos. Namoram, se casam, fazem planos, mudam de planos, brigam, fazem as pazes, brigam de novo... Até que algumas coisas acontecem que os obriga a colocar na balança se as escolhas que eles fizeram realmente foram as mais acertadas.

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     Sabe aquela frase que algumas pessoas constroem o amor? É muito isso que vemos aqui, um amor construído. O tempo que ficaram afastados após aquele beijo, mostra que ambos tiveram tempo para pensar em suas vidas, colocar na balança, e quando finalmente se reencontraram, ficar juntos foi uma consequência de algo que estava sólido. O que achei mais legal, é que o casamento acontece lá na metade do livro, então, não temos que ficar imaginando como foram as vidas deles após o casamento, pois somos presenteados com dois anos de casamento. E, assim como todo casamento, vemos que os altos e baixos existem e que nem sempre tomamos a decisão certa. Achei a construção dos personagens super interessantes, com situações que acontecem na vida real, e que mostram que os erros possuem consequências negativas na maioria das vezes. 

     A trama flui super legal, não fica chato de ler em momento nenhum, e gente, eu amo a capa desse livro, acho uma graça essa moçoila levantando os pés para alcançar o rapaz. Bem eu, todo mundo é mais alto que eu, hahahahah. Li em eBook, encontrei poucos erros gramaticais (sacomé, né? Professora de português, é automático sair fazendo correções, rs), nada que comprometa a sequência da trama. Fora que pra mim a mensagem que passa, não é apenas de um romance, mas, principalmente, de amizade e família. Vemos dois personagens que são completamente loucos por suas famílias, que os amam incondicionalmente, e que suas famílias também fariam tudo por eles. E vemos que a amizade é essencial na vida das pessoas. Existem aqueles amigos que são irmãos, mas, também existem aqueles amigos tóxicos, e encontramos esses dois tipos de amizade aqui. Ou seja, encontramos aqui os três tipos de amor: o agape (de pai pra filho), o fileo (de irmãos, amigos) e o eros (entre duas pessoas). 

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    Um fato que achei curioso também, é que alguns capítulos possuem nomes de músicas, e em algum momento do capítulo, aquela música entrou no meio da história. Achei da hora isso. Tem uma parte que o nome do capítulo é Creep, e Noah canta essa música durante um momento depressivo, isso é da hora. Como eu já tinha dito na resenha de A Playlist de Hayden, livros com playlist pra mim são novidade, achei legal ter mais uma experiência como essa.    

    E agora vou parar de falar, senão, vou falar demais, hahahahah. Agradeço muito a querida Tay por ter me procurado para fazer a parceria, e ter me apresentado esse livro tão lindo que é Depois do Fim. A Tay é jornalista, carioca, porém mora em Buenos Aires há seis anos. Diz ela que foi fazer um intercâmbio de três meses, se apaixonou e quando voltou pra cá, descobriu que conseguiria morar lá. Para entrar em contato com ela, é só entrar no Instagram e ela possui outros livros e contos completos no Wattpad. O livro Depois do Fim está disponível para compra na Editora Maresia, assim como sua nova obra - que já estou doida pra ler - Bree.

Depois do Fim - Tay Lopes. Editora Maresia, 420 páginas, 2016. Recomedadíssimo!


Té manhã, beijooooo! 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Parceria: Fabi Zambelli

     Olá, pessoas!
É com muita alegria que venho contar a vocês que o meu cantinho conseguiu mais uma parceria, yey!
A fofíssima Fabi Zambelli, autora de Conto de Dragões me agraciou o fim do mês de setembro com uma parceria linda que espero que dure muito tempo!

Imagem da internet

SINOPSE: Mariane, uma jovem universitária de seus 20 anos, tem uma vida pacata e comum. Desde pequena ela sonha com criaturas místicas e sobrenaturais. No entanto, esses sonhos começam a ficar cada vez mais reais. A rotina que ela conhecia é completamente abalada quando um garoto misterioso entra em sua vida. O nome dele é Andrey, e parece ser perigoso - não que isso realmente importe para Mariane, já que ela se sente cada vez mais atraída por aqueles olhos verdes e profundos. Quando Andrey resolve abrir o jogo e revelar quem realmente é, o mundo da garota vira de cabeça pra baixo e ela se vê envolvida  numa guerra sobrenatural, na qual parece ser a chave da vitória dos dragões sobre os giants - criaturas místicas das quais, até então, ninguém ouvira falar. Mas há mais mistérios ao redor de Mariane do que ser simplesmente a arma secreta. Dragões e humanos precisam se unir para vencer um inimigo em comum. E em meio ao caos, surge um amor improvável. Sangue e vermes.






domingo, 1 de outubro de 2017

Resenha #61: Mortalha da Lamentação - Tommy Donbavand (Clube do Livro/ Agosto de 2017)

     Hello, Sweeties! Tudo bem "cocês"?
Pra compensar a ausência de resenhas em setembro, bora começar com uma muito boa?

    O desafio de agosto do Clube do Livro era escolher um livro pela capa, e eu confesso que eu quis esse livro pelo simples fato de ser sobre Doctor Who, eu não tinha a menor ideia do que se tratava, falei com uma amiga minha que eu queria esse livro, e no natal de 2015 ela me presenteou. Quando resolvi ler fiquei me perguntando porquê demorei tanto pra isso.

     Enfim, bora lá?


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     SINOPSE: É o dia seguinte ao assassinato de John F. Kennedy - e o rosto de pessoas mortas começam a aparecer por toda parte. O guarda Reg Cranfield vê o pai na névoa densa ao longo da estrada Totter Lane. A repórter Mae Callon vê a avó em uma mancha de café na mesa de trabalho. O agente especial do FBI Warren Skeet se depara com seu parceiro falecido há muitos anos olhando pra ele através das gotas de chuva no vidro da janela. Então os rostos começam a falar e gritar. São as Mortalhas, que se alimentam da tristeza alheia, atacando a Terra. Será que o Doutor conseguirá superar o próprio luto para salvar a humanidade?

     Primeira coisa que digo sobre esse livro: ele é muuuuuiiiitoooo da hora! Sério mesmo, muito da hora. O fato de o autor ser Whovian realmente faz toda a diferença, pois ele nos traz diálogos que são a cara de Matt Smith como Doctor, gente. Mas, bora do começo, né?


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      O Doutor e a companion do momento - Clara, linda! - estão saindo de um planeta onde bolhas de sabão com cheiro de abacate exalam de um determinado oceano. Eles estão rebocando uma nave que ficou presa durante a enchente. Poucos momentos depois eles aterrissam e a TARDIS trava em um determinado local e um determinado momento da história. JFK foi assassinado e o país inteiro - pra não dizer o mundo - está em luto. Várias coisas estranhas começam a acontecer, como o fato de algumas pessoas verem os rostos de seus entes queridos em qualquer coisa: gotas de chuva, névoa densa, cicatrizes na pele, poça de lama... e o pior, nenhum vê uma mesma coisa, podem várias pessoas olhar para a mesma mancha e cada uma vê uma pessoa diferente da outra. Doctor e Clara vão parar em um hospital, onde encontram Mae Callon, uma jornalista que fica responsável por colocar fotos de outro ângulo que mostra o momento exato do assassinato do presidente, porém, ao ver as fotos ela se irrita um bocado. Sua avó, Betty, tinha falecido há um tempo, e Mae tinha como maior arrependimento o fato de não ter estado com sua avó durante seus últimos momentos. Juntando isso, mais o fato de a moça estar estressada devido ao assassinato, por puro descuido, derruba café em sua mesa, e aquela mancha de café vai criando a forma de um rosto... o rosto de sua avó! De repente, aquele rosto começa a falar coisas horríveis para Mae, e num ato de desespero, ela bate no rosto até ele sumir, porém, derruba todo o café em seu braço formando uma cicatriz horrorosa, e novamente, aquele rosto toma forma, e a deixa em pânico. Ao ir até o hospital para tratar a queimadura, Mae se vê frente a frente com o Doctor, que quer por que quer encontrar a solução para tudo aquilo.


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      As coisas só pioram a partir daí, e o Doctor sempre muito bem humorado - e completamente fascinado com tudo o que está vendo, tenta encontrar uma maneira de acabar de vez com isso, mas, ele não tem ideia de que espécie é aquela, com o que ele está lidando, e o pior: não sabe como derrotar a ameaça!

     Incentivado por sua determinação, o Doctor juntamente com Mae e Clara agora com um novo aliado - o agente Skeet - precisam encontrar uma maneira de conseguir encontrar a raiz de tudo, pois as coisas ficam piores: agora não são mais rostos, mas, mulheres com véus azuis que cobrem os rostos seguram nas mãos de todos os que entram em contato com elas. Ao tocar nessas pessoas, elas se conectam com suas lembranças de pessoas que elas já perderam e as faz sofrer. O Senhor do Tempo se disfarça de brigadeiro Lethbridge-Stewart e se infiltra em uma parte do hospital que foi transformada em QG, e onde um general que acha que está em guerra e que tudo é tramoia da Rússia quer atacar com tudo o que eles têm, porém, o soldado Keating, que ainda tem os pés no chão, não acredita que seja esse o caso.

-Você drogou o seu superior?
-Claro que sim! - retrucou Keating. - Você conheceu o cara. Ele é maluco. Desesperado por uma briga. Posso não ter os anos de experiência dele, mas sei que não se ataca um oponente antes de saber quem ele é. (p.95)


                                       

    O Doctor então conseguiu estabelecer um breve contato com aquele ser estranho no braço de Mae que se autointitulou de Mortalha, e com várias cabeças pensando, ele conseguiu descobrir que as Mortalhas ao tocar nas pessoas, conseguiam criar raízes em seus pensamentos, e trazer todas as fases do luto - da negação até o mais profundo lamento, a depressão, e que isso as tornava fortes o suficiente. E que eles teriam poucas horas para conseguir acabar com essa raça, porém, ele ainda não fazia ideia de como. Muita coisa aconteceu, e eles descobriram um buraco de minhoca por onde possivelmente as Mortalhas passaram e chegaram até a Terra, então, juntamente com os amigos, partiram pra dentro daquele buraco de minhoca e foram parar no planeta anterior onde as Mortalhas se alimentaram. Enquanto atravessavam o buraco de minhoca, às vezes eles se moviam fisicamente para dentro do pensamento de pessoas que já haviam sido destruídas pelas Mortalhas. Aconteceu por poucos segundos com Warren e com Mae, porém, ao acontecer com Clara, as coisas foram diferentes, ela demorou presa no pensamento alheio, e o Doctor precisou intervir:

Clara deu um pulo no banco. Estava de volta à ambulância - só que  agora, Warren dirigia e o Doutor se espremia entre eles, com os dedos na testa dela.
-O que você está fazendo? - gritou ela, empurrando as mãos dele. O Doutor pareceu confuso por um instante.
-Eu estava salvando você.
-Você entrou na minha mente?
-Sim. Para salvar você.
-Você entrou na minha mente sem a minha permissão?
-Mais uma vez, parece que você não está ouvindo a parte do "eu salvei você".
-Nunca mais faça isso!
-O quê? Salvar você?
-Não. Entrar na minha mente sem permissão.
O Doutor mexeu na gravata borboleta, nervoso.
-Tudo bem - disse ele.
-A menos que você tenha que fazer isso par me salvar, óbvio. [...]


    Agora me fala a verdade: como não amar esses dois?



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     Tommy Donbavand soube com certeza escolher as palavras certas para descrever uma aventura como essa, e em todo momento eu conseguia perfeitamente imaginar o Doctor e Clara tendo aqueles diálogos maravilhosos e tentando juntos encontrar uma solução para o problema, sempre se protegendo e sempre se defendendo.

    Outro fator que achei bem legal, foram as referências a outros Doutores em outras temporadas. Por exemplo, o Doctor viu um rosto também, era o rosto de Astrid, a camareira que se sacrificou para que ele pudesse evitar que o Titanic caísse no Palácio de Buckigham no Natal... Hein?!? Só digo: assistam o Especial de Natal da segunda temporada, 2006, que vocês  me entenderão, rs. Além de citar o grande cachecol do 4º Doctor, o guarda-chuva com cabo de ponto de interrogação do sétimo Doctor, a jaqueta de couro e os cabelos curtos do 9º Doctor... Referências e mais referências. Além de cinco páginas repletas de lembranças, onde podemos ver o Doctor e suas muitas despedidas - com sua neta Susan, Adric, Zoe, Jammie, Jack Harkness, Sarah Jane, a despedida trágica de Rory e Amy (Vai ficar tudo bem, eu sei que vai. Eu vou ficar com ele, como eu deveria. Rory e eu, juntos. Ragged man, goodbye! e eu chorando, relembrando a cena), Astrid, Jo Grant, o brigadeiro... Todas essas lembranças para acabar com a gente, e com as Mortalhas. Gente, não tenho explicações, de todos os livros que já li sobre o Senhor do Tempo, esse foi o que realmente, mexeu com minhas emoções profundas. E se é Doctor Who, eu recomendo.


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    Mortalha da Lamentação (Shroud of Sorrow) Tommy Donbavand. Editora Suma das Letras, 173 páginas. Adorei e super recomendo. Até o Finch recomenda, hahah.

     E não percam: dia 25 de dezembro, especial de natal, despedida de Peter Capaldi como Doctor (lágrimas cairão na despedida do Capaldão - rimou!), de Pearl Mackie como a maravilhosa Bill, e a introdução de Jodie Whittaker como a primeira Doutora em 53 anos, yey! Estou bem empolgada. 

    Beijos e queijos!