quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Resenha #72: Depois Que Você Se Foi - Tatiana Cavalcante

    Olá pessoas!
Espero que esteja tudo mara com vocês. Estou aqui hoje para trazer uma resenha de um livro que eu levei MESES para terminar e depois levei mais um tempão para resenhar, mas, finalmente saiu, heheh!

    Então, sem mais delongas, bora lá?

Imagem MLC

SINOPSE: Anastásia nunca soube realmente quem era ou que caminho queria seguir na vida até que, por imposição dos pais, ela viaja em intercâmbio para a Nova Zelândia. Já adulta, ela volta para o Brasil mudada e, sem saber como preservar o pouco que já descobriu sobre si mesma, foge da vida que não a aceita como ela é. A partir daí ela vive uma bonita história de amor e fortalecimento da sua autoestima num país que não é onde ela nasceu, mas que ela aprendeu a amar.
     Seu marido se chama Kim. Ele é o amor da vida dela e ela, o dele. Fizeram faculdade juntos, trabalham no restaurante do pai do Kim. Anastásia ama o que faz. O Kim ama adrenalina.
    Uma tragédia tira a vida de Kim quando eles estão próximos de completar cinco anos juntos e a coloca novamente de frente para seu passado. Ela cria esperanças de que o relacionamento com seus pais pode melhorar, mas, decepções acontecem e será preciso encarar suas mágoas para entende-las, podendo em seguida superá-las. Sem o Kim, ela precisa encontrar forças para não se perder em meio à dor da perda e a culpa por continuar viva e ele não. O caminho que ela percorre é intensamente reflexivo e bastante envolvente, onde descobertas e surpresas a levarão a entender melhor a si mesma e ao outro, assim como valorizar as boas lembranças da pessoa que ela amou, construindo um futuro tão bom quanto pode desejar e se permitindo amar de novo.
    Porque não eu no lugar do Kim? Será que meus pais mudaram comigo? Conseguirei me sustentar em São Paulo? Serei capaz de amar e ser amada de novo? O que realmente importa na vida? Essas são algumas das várias perguntas que Anastásia quer vivenciar para responder e ela sai da Nova Zelândia de volta ao Brasil e nesse meio tempo também dá um pulo na França, onde ela se surpreende com o poder de alguns sentimentos que considerava adormecidos. O tempo a ajudará a descobrir que para dar mais leveza ao peso de sua história, ouvir as necessidades do seu coração é o primeiro passo a ser dado.
  
     Então... Levei meses lendo esse livro, porque eu achei ele um pouco maçante e repetitivo, mesmo achando a trama boa.

    Anastásia (lê-se Anastázia) é uma garota de 17 anos que é incompreendida pelos pais, moradores da classe média alta da cidade de Ipatinga em Minas Gerais. Em uma de suas muitas discussões com seus pais, eles decidem que está na hora de a moça tomar juízo, e a enviam para um intercâmbio na Nova Zelândia. Apesar de relutante, é tudo o que a moça precisa. Lá, ela encontra Kim, o cara perfeito que gosta dela como ela é e que tem pais maravilhosos que a fazem se sentir amada pela primeira vez. Após um ano no exterior, ela volta pra casa, mas, seus pais permanecem intolerantes com ela, exigindo que ela faça a faculdade que eles querem onde eles querem, e então, no dia do vestibular, ela parte para o aeroporto e volta para o exterior, sendo recebida pela família de Kim novamente. Anos passam, e Anastásia é muito feliz com seu marido, porém, um dia ao sair com amigos para escalar alguns alpes, o grupo de Kim sofre um acidente, e, após dias de procura, as buscas são interrompidas, e Kim, desaparecido é finalmente dado como morto, mesmo sem nunca terem encontrado um corpo.     

   Após muito pensar, a moça resolve voltar para casa, mas, não quer ficar dependente dos pais, então, consegue um emprego em São Paulo. Antes de se mudar, ela e a melhor amiga Marina viajam para a França, e lá ela conhece Ed, um brasileiro que está estudando gastronomia e se preparando para assumir os negócios de família. Apesar de ser recente a morte de Kim, Ana – como ela se apresenta ao Estranho, e sim, Estranho com letra maiúscula por ser assim que ela se referia à ele – se permite viver aquele dia intensamente.

Imagem MLC
“Um dia prometi a mim mesma que não deixaria mais que as mágoas continuassem tomando conta do meu coração. Em meio a tudo que você espera do outro, muito pouca coisa o outro pode te dar e isso não é nenhum pecado. Todos temos defeitos, mas, só mudamos se nós mesmos nos propusermos a isso”

     Chegando em São Paulo, Anastásia vai trabalhar no restaurante do senhor Vicenzo, um senhor italiano que tem um restaurante três estrelas na zona nobre de São Paulo e que se orgulha muito de conseguir manter tudo em família. Logo, a moça está adaptada e familiarizada com tudo, superando sua dor e aprendendo a ser amada por pessoas maravilhosas. Parando por aqui.
      
     Após a chegada dela em Sampa, algumas coisas se tornam extremamente clichês, mas, ainda assim é da hora. O que me irritou foi o fato de Anastásia ser muito estranha, ficar repetindo as coisas e por páginas e páginas vemos ela voltar no tempo e ficar remoendo como a vida com Kim era maravilhosa e com seus pais, não.

“Fico imaginando minha dor como um tipo de bote inflável no rio da vida. Ao lado desse bote inflável, navega um barco que se chama autoestima. Esse barco está muito bem cuidado e não pretendo naufragá-lo. O Kim me ajudou a construí-lo tal como é hoje. Sinto muito orgulho disso. Portanto, preciso continuar a cuidar do barco da minha autoestima, mesmo sem a ajuda do Kim e também sem me esquecer de vigiar o bote da dor que não pode afundar, me levando junto. Um dia, quem sabe, eu consiga esvaziar o bote da dor e guarda-lo para sempre dentro do navio que leva meu nome e que guarda toda a minha história”

     Depois da metade do livro, o tom do livro ficou mais sério, porque deixamos de ver a Ana lamentadora para ver a Ana guerreira, que resolve tomar as rédeas da própria vida e, finalmente, tentar se encontrar, dar um jeito em sua reação com seus pais e viver a sua vida. E, quando ela resolve fazer isso, a leitura flui rápido e a gente se pega torcendo para dar tudo certo. O romance é clichê, para mim não foi mistério nenhum, e, não acredito que alguma pessoa que leu esse livro tenha tido dúvidas sobre esse tópico. É um livro gostosinho de ler, mas, acho que poderia ter sido enxugado em algumas partes, a autora quis explicar demais os sentimentos da protagonista, e, isso causou em mim um certo asco da mina, rs. Tá, eu sei que ela estava sofrendo, mas, achei desnecessárias diversas partes dela colocando tudo nos mínimos detalhes o que ela sentiu, o que ela passou, o que ela perdeu... porém, várias citações do livro são lições para a vida, encontrei diversas ótimas!

“Somos todos seres humanos que buscam um equilíbrio dos nossos sentimentos, afinal! O que nos distingue uns dos outros é a forma com que cada um de nós interpretamos os sentimentos que determinam nossas vidas e nossa personalidade e como, a partir dessas interpretações agimos e nos relacionamos.”

       Agora, falando como professora... não me esqueço que durante meu TCC, o que mais me era cobrado era que eu precisava diminuir os parágrafos, pois, eram grandes demais e de acordo com meu orientador lindo, era horrível de se ler enorme e exaustivo. No caso aqui, encontramos diálogos com trechos imensos, e isso me incomodou um pouco, e foi um dos motivos que me levaram a achar chata a leitura em algumas partes. E o final, poderia ter encerrado três linhas antes de onde encerrou, achei que as outras informações nas linhas abaixo desta foram desnecessárias. Não me entenda mal, acabou legalzinho. Se tivesse terminado três linhas antes, teria sido um final muito da hora, pois, o leitor poderia ficar pensando no que aconteceu.

    Enfim, o conselho que eu dou? Leiam, assim, cada um pode tirar suas próprias conclusões. Uma nota de 0-5? Dou 3.

Depois Que Você Se Foi – Tatiana Cavalcante, 295 páginas.  Disponível na Amazon. Legalzinho.

     Então era isso, pessoas. Semana que vem volto com mais coisas novas e com a retrospectiva do mês, ok?


Beijooooo

4 comentários:

  1. Oi Cecyyyy, boa noite, que resenha linda é essa menina?!?! Nunca li nenhum livro que fale sobre intercâmbio, deve ser bem legal. Esse livro parece ser bom, o título já me conquistou de primeira, apesar de sua nota, acho que leria sim. Bem, sobre sua pergunta lá no meu blog em copiar a ideia das receitas culinárias, pode copiar flor e quando postar a primeira receita, dá um oi lá no bloguito para eu vir aqui sentir o gostinho, bjocas e bom domingo.

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    1. Oie Joyce!
      Na verdade, esse livro não fala muito sobre o intercâmbio, apenas comenta que ela fez um e que não ficou feliz em voltar e fugiu de novo, rs.
      Obrigada por autorizar a ideia das receitas!

      Beijoooo 💖

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  2. Olá Cecyyyyyy
    Aaaaaiinnnn puxa que pena que o livro não era tudo isso!
    Quando a leitura se arrasta e não flui cheguei a conclusão que o autor não conseguiu passar para as páginas o que construiu em sua imaginação infelizmente, como tudo na vida tem dois lados, essa massificação de autores tem aparecido muita leitura que deixa a desejar, muitoooooo livro parecido e muita coisa repetitiva.
    Pelo menos o final foi razoável.
    Guria fiquei aqui pensando em um final que deveria ter acabado um pouco antes hihihi geralmente a gente acha que ficou faltando alguma coisa 😁😁
    Excelente semana pra ti flor
    Bjs Luli
    https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

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    1. Oie Luli!
      Ai menina, é horrível ler um negócio que não vai pra frente, credo, hahaha... Melhorou, mas, ainda nO foi aquela suuuuper leitura... Como eu disse, a melhor opção é ler e cada um tirar suas próprias conclusões, rs.
      Engraçado que realmente a gente sempre acha que faltou alguma coisa pra encerrar bem o livro, nesse caso, sobrou coisa, hahaha...

      Bom final de semana, amore, beijoooo 💖

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