quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Resenha #14 - Insurgente - Veronica Roth

Boa noite, gentemm, tudo bem com vocês?

Depois de protelar por algumas semanas, finalmente vamos falar de Insurgente. Ainda não comprei o último livro, mas isso não vem ao caso. Quando eu comprar - e ler - esse blog terá um espaço para falar dele também, rs!

Vou tentar não dar muito spoiler, mas não prometo nada, ok?

Como todos sabemos, Tris Prior saiu de sua comodidade na facção da Abnegação e foi se aventurar na audácia, pois queria ser livre e não se achava altruísta o suficiente. Muita coisa acontece nesse meio tempo: ela perde pessoas importantes em sua vida, começa um relacionamento meio óbvio com Quatro, entra em uma guerra da qual ela é uma das únicas que tem a opção de não participar por ser divergente, e acaba tendo que se refugiar em outra facção com seu irmão Caleb, Quatro e o pai - odioso - dele. Caleb é uma gracinha. O melhor amigo de Tris, se esforça para se dar bem com Quatro, sempre ouve sua irmã, mas... É, sempre tem um mas, e eu não vou estragar isso, heheh...

Tris está mais forte, tanto fisicamente quanto em sua divergência, e devido a isso, mais frágil também (hein?!?) psicologicamente dizendo. Ela descobre diversas pessoas divergentes em seu âmbito, se surpreende com uns e em compensação sofre com a rejeição de outros. A relação dela e de Quatro toma proporções mais sérias e adultas, mas eles passam praticamente o livro todo brigados. Eles estão sempre juntos, de mãos dadas e brigando. Ficam dias sem se falar, mas na primeira oportunidade que ambos têm de ficar próximos um do outro as mãos se encontram. Essa era uma característica de Peeta e Katniss de Jogos Vorazes também. Apesar de viverem brigando, não conseguiam ficar com as mãos longe. No início era pra agradar o público, depois por eles mesmos, como Katniss diz no livro Em Chamas, no momento em que vão entrar na arena novamente: "nossas mãos automaticamente encontraram uma a outra. Claro que entraremos como um só!" Mas isso é outra história de outro livro que em breve pretendo fazer resenha dessa saga também.

Tris e Quatro brigam muito como já disse, e uma das coisas que mais os fazem brigar é a família. O pai de Quatro é horrível, porém Tris se alia à ele para desvendar um grande mistério que envolve facções, e isso deixa Quatro louco de raiva. Não vou falar mais porque vou acabar contando, e vocês que me acompanham, sabem que gosto de incentivar a leitura, e não de contar tudo de mão beijada, rsrsrs...

E esse é aquele típico livro que encontramos de tudo um pouco: briga, romance, traição, alianças estranhas formadas, família e ausência dela, muito tiro e pancadaria, e Tris, uma adolescente que só quer o seu lugar ao sol. Comparo de novo com Jogos Vorazes, onde tudo o que Katniss queria era a proteção de sua família. Assim como em Jogos, a vida da protagonista muda radicalmente aos 16 anos, ambas se veem envolvidas em uma guerra na qual elas querem fazer parte (no caso dos Jogos, a Katniss começou tudo, enquanto a Tris era parte do sistema sem saber), ambos os livros se passam em um futuro pós guerra e ambas se veem cercadas de amigos, traidores e inimigos. E estou comparando de novo, aff!!!

Gente, leiam! Estou louca pra ler o último livro também,quero saber o desfecho com urgência, (rs!) e o cara da livraria já me deu um relato curto sobre o livro "Quatro", que é um extra, tipo um spin-off, mas não sei se dá pra usar essa expressão pra livros também, rsrsrsrs...

Quero deixar meu muito obrigada e meu abraço de urso para os que sempre passam por aqui: Dany Costa, Mara Vasconcelos, Marcos Apolo, Lili Carvalho, Rafael Borges, Cris Staufacar, Rebeca Fonseca, Sara Miranda, Marcio Alexandre... Minha vida mudou radicalmente após conhecê-los... alguns pessoalmente, outros por cartas (é, ainda faço isso, e adoro!), outros por vídeo no HangOut, outros só pelo G+ mesmo, um beijo! Para os amigos não citados, mal aê, mas vocês sabem que são tudo pra mim!

Boa noite, gentemm, como sempre um prazer!!!



Insurgente - Veronica Roth. Eu gostei!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Resenha #14 - A Primeira Vista - Nicholas Sparks

Oi pessoas, tudo bem?

Eu sei que prometi uma resenha de Insurgente para duas semanas atrás, mas estou com a vida meio corrida, e quero fazer um negócio legal sobre esse livro, então, tenham um pouco de paciência, que quando vier, virá pra arrasar. Enquanto esse momento não chega, venho aqui pra falar de mais um livro do meu autor favorito, Nicholas Sparks.

Primeiro, quero parabenizar duas grandes amigas minhas: Adriana Menezes e Alessandra da Rocha. Elas fizeram faculdade comigo, mas por uma série de motivos só conseguiram acertar sua vida acadêmica bem depois, e na semana passada tive a oportunidade de estar presente na formatura delas. Leka e Adri, o sucesso de vocês é o meu sucesso! Amo vocês! And, congratulations, teachers! Uhull!

Bom, voltando ao livro. Confesso que esse eu demorei pra ler. Comecei ano passado, um tempão atrás, e larguei mão, comecei a ler outros. Vários outros. E duas semanas atrás enquanto estava organizando minha estante vi esse livro lá e vi que não faltava muito para terminar. Então, resolvi terminar. E olha, vou te dizer: não gostei muito do livro por inteiro, estava achando um tanto quanto massante, mas o final dele me deixou triste. Tudo bem que na metade do livro eu chutei o que aconteceria no final, e o mal de romances é que os clichês não mudam. Uma vez um professor de teoria literária disse durante  a aula: "Não importa se é Romeu e Julieta, Marília e Dirceu ou Bentinho e Capitu. A história é sempre a mesma, só muda o 'como'". E é verdade, só muda o como! Sabe o que mais me deixa intrigada? É como eu gosto tanto dos livros do Sparks uma vez que sou uma negação pra romances? Sério, tirando aquelas coleções água com açúcar que a gente costuma ler na adolescência, nunca fui fã de histórias de amor. Tirando o livro "A Hora do Amor" que eu postei aqui meses atrás, que é uma história hilária de amor juvenil e eu leria muitas e muitas vezes, eu não curto histórias assim, não. Mas o Sparks, eu não sei o que acontece. Eu gosto! Fazer o quê?

Bom, A Primeira Vista conta a história de Lexie e Jeremy, um casal já na casa dos trinta anos, se apaixonam a primeira vista, e inesperadamente se veem em uma situação inusitada. Com pouco tempo de relacionamento a bibliotecária de uma cidadezinha da Carolina do Norte (claro)  Lexie engravida e Jeremy, um colunista de Nova York se vê em um mundo totalmente diferente do esperado. Sem duvidar do sentimento que um tem pelo outro, Lexie e Jeremy resolvem se casar, montar uma casa, construir um lar para a chegada da primeira filha. Mas nem tudo está perfeito. Jeremy começa a receber e-mails de um anonimo a respeito de uma possível traição de Lexie. Será que o amor deles será capaz de superar isso? E quando descobrirem que a gravidez é de risco?


Enfim, é uma leitura calma, gostosa, um pouco massante, e bem ao estilo de Sparks. Eu gostei, é fófis! Não é o meu favorito dele, sem dúvida nenhuma, mas é fófis!

"Será que de fato é possível amar alguém à primeira vista?"

A Primeira Vista - Nicholas Sparks.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenha #13 - Divergente - Veronica Roth

Hey people, tudo de boa?
Eu disse que não ia demorar muito, e como promessa é dívida, cá estou eu fazendo uma nova resenha.
Antes do ano acabar eu me dei uns livros de presente, e entre eles eu achei o Divergente em um precinho razoável. Eu não tinha sequer intenção de ler, mas por algum motivo desconhecido, resolvi arriscar e comprar. Uma semana ou duas depois eu comprei o segundo da saga. Coloquei ambos na prateleira, e fui me aventurar em Shada, que já comentei aqui no blog um tempo atrás. Semana passada, pra ser mais na terça-feira eu comecei a ler Divergente. Resolvi ler, afinal, já tá na estante mesmo, que custa ler? Ainda pensei que se fosse muito ruim, eu pegaria o terceiro emprestado e depois faria doação pra biblioteca municipal da minha cidade. Enfim, comecei a ler na terça-feira. Li um pouquinha na terça, mais um pouquinho na quarta, peguei firme na quinta e terminei na sexta. Se eu soubesse que era tão bom eu não teria embaçado tanto pra ler. Vamos ao foco, então? Vou tentar não dar spoiler, eu aviso se sair algum, ok?

Tanto em Divergente quanto em Jogos Vorazes, eu aprendi que as pessoas viviam em uma era pós - apocalíptica, e em ambos os casos esse fato não procede. É um futuro pós - guerra, mas não pós - apocalíptico. Não houve um apocalipse e sobreviventes dele, mas a guerra destruiu tudo e eles começaram de novo. Então, se era isso o que pensavam, podem descartar essa ideia. Voltando ao foco:

Chicago pós - guerra, futuro não muito distante. A cidade ficou impossível de se morar, e algumas pessoas tomaram a liderança para tentar se adaptar a nova vida. Foram então divididos em cinco facções: Audácia, Abnegação, Amizade, Erudição e Franqueza. Cada facção possui características que definem quem cada um é. Aos dezesseis anos, todo adolescente de todas as facções precisam escolher uma facção para pertencer. Para isso, na escola é aplicado um teste de aptidão, onde os alunos poderão se decidir mais fácil. Normalmente, esses testes designam a inclinação do iniciando, mas o livre arbítrio entra na questão também podendo deixar que escolham sua facção atual. Quando o aluno tem inclinação para duas facções, é um caso preocupante, pois tal pessoa é considerada rebelde, afinal, como pode uma ter inclinação para duas facções? Será que ela pode manter sua lealdade ou se tornar uma traidora? Essas pessoas são chamadas de Divergentes. O problema é que Beatrice tem inclinação para TRÊS facções (Audácia, Abnegação e Erudição), ou seja, de todos os Divergentes, ela é a mais poderosa. Essa informação não pode ser descoberta nem mesmo por seus familiares, e Beatrice fica com muito medo do que pode acontecer caso alguém descubra sua condição. Após esse teste, no dia da cerimônia de escolha, os jovens  precisam se decidir. Caso se decidirem permanecer em suas próprias facções, podem continuar seguindo seu estilo de vida, mas caso optem por mudar de facção, precisam deixar seus lares e esquecer sua família, suas roupas, sua vida, pois "a facção vem antes do sangue". Beatrice pertence a facção da Abnegação, onde é valorizado o altruísmo, porém, se sente egoísta demais para pertencer a uma facção que pensa no bem estar do próximo, e escolhe então a Audácia, que defende o que acredita a qualquer custo. Pra isso, é necessário passar por uma iniciação, onde os jovens serão testados e avaliados se podem ou não pertencer ao lugar onde escolheram. Caso durante a iniciação sejam reprovados, eles são jogados nas ruas e se tornam os "sem-facção", pois sua facção não o aceitará de volta. Beatrice tinha vontade de ser livre, motivo verdadeiro de escolher a Audácia.

Os membros dessa facção são considerados loucos, pois pulam em trens e de trens em movimento, saltam por telhados, usam armas de fogo e tudo o mais. A primeira lição deles é como aprender a atirar. O instrutor dos novatos é Quatro, um moço muito bonito de dezoito anos que capta a atenção de Tris - Beatrice quando se mudou para a Audácia decidiu mudar de nome também - por sua postura firme e decidida, mas também a deixa bem nervosa por sua rispidez e por algo mais que a princípio ela não identifica. Durante a iniciação muita coisa ruim acontece como atentados e crueldades, mas muita coisa boa também. Pela primeira vez Tris tem amigos que a amam, pode sorrir sem ser criticada, correr sem ter a atenção chamada, ou seja, a liberdade que ela tanto valorizava. Sua ligação com Quatro fica bem mais próxima no decorrer do tempo ao mesmo tempo que se torna uma dedicada e fiel membro da Audácia... Será?

Tentei contar a história sem dar spoiler importante, claro que alguma coisa saiu, mas nada importante, rsrsrs. Gente, leiam! Eu gostei muito. Claro que não supera em nada os Jogos na minha humilde opinião, não assisti o filme, não tenho ideia do que se passa nele, mas também não pretendo assistir, gostei do livro. Vale a pena! Ainda essa semana, sai a resenha o próximo, tá?
Vou me despedindo, people!
Fiquem com Deus, beijoooo.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vida e Obra: Jane Austen - Resenha #12 Jane Austen: Uma Vida Revelada

Hello Sweeties....

Eu sei, eu sei. Faz muito tempo. Me perdoem! Fiquei meses sem computador, quando o computador chegou fiquei sem internet. O pior de tudo foi ficar sem tudo o que tinha no meu computador: fotos do meu pai que já faleceu há uns anos, fotos do tempo da facul, dos meus alunos, arquivos com minhas aulas, e o pior de tudo: meu TCC! Maldito Cavalo de Troia! Enfim, quando postei sobre o livro Shada, eu estava lá no Rio, curtindo os últimos dias de 2014 e os primeiros de 2015 na casa da minha querida amiga Dany Costa, junto com outros grandes amigos - Cris, Marcio, Rodrigo e Aline - e gente: foi mara!!! Ver o Marcio imitando o Freddie Mercury pertinho da meia - noite foi demais. E sim, viramos o ano ouvindo Queen. Inspirador, hein? rs! Mas, me lembro que ao fazer essa postagem eu prometi resenha para a próxima, então, aqui vou eu: vamos falar sobre ela, maravilhosa Jane Austen. Nada melhor do que uma biografia para saber mais sobre um autor que a gente admira, não é?
"JANE AUSTEN - UMA VIDA REVELADA." Título de uma grande obra!

Em primeiro lugar, quero compartilhar um segredo com vocês, amigos: eu não terminei de ler esse livro!!!!! Não por ele ser chato e massante, ao contrário, eu estava comendo o livro. Mas voltando de São Paulo em um dia muito deprimente da minha vida, eu estava lendo no busão e dormi. Acordei e desci depressa pra pegar o outro bus. Aí já viu tudo, né? Esqueci o livro no banco do ônibus! E nem tive a chance de correr atrás do prejuízo. Perdi meu livro! E venhamos e convenhamos, que livro lindo! A capa azul com essa fita rosa com o título ficou perfeita. O livro conta a história de como Jane se tornou essa famosa romancista, e como ela teve coragem de usar seu nome em pleno século XIX. Pra quem não leu nada da autoria de Austen, já deixo avisado que esse livro solta muitos e muitos spoilers a respeito de outros livros. Mas, bora conhecer um pouco de Jane e do livro?


Sinopse: Uma biografia contundente, perspicaz e divertida como uma legítima obra de Jane Austen, a vida revelada da escritora mais importante do século XIX. Embora seja uma das escritoras mais amadas de todos os tempos, Jane Austen ainda é uma figura de grande mistério. Seria ela a gentil e doce tia Jane? Ou uma moça de língua afiada, ardilosa, como sugere sua escrita? Como passava seus dias? E, se ela nunca alcançou o mesmo final feliz de suas personagens, teria ao menos encontrado o amor verdadeiro? Ambientando sua narrativa no contexto da aristocracia inglesa do século XIX, Catherine Reef extrai informações de cartas escritas por Austen para conceber um relato íntimo da vida e dos sentimentos da escritora. A narrativa inclui detalhes dos seis fascinantes romances publicados pela escritora.

É isso o que está escrito na contracapa do livro. Mas vamos ao livro:

Austen nasceu em Steventon no dia 16 de novembro de 1775, sendo ela a sétima filha do reverendo George Austen e de Cassandra Leigh. Naquela época as mulheres não tinham muitas oportunidades, algumas frequentavam escolas para moças e outras obtinham a educação em casa com governantas. Os Austen não tinham como manter uma governanta, e decidiram então mandar suas filhas para uma escola de meninas. Algum tempo depois, devido a uma doença grave de sua irmã, elas abandonaram a escola e voltaram para casa, mas nunca deixaram realmente de estudar, e desde cedo, Jane desenvolveu um gosto imenso pela escrita. Sua irmã estava noiva de um oficial, porém quando esse veio a falecer antes do casamento, Cassandra decidiu não se abrir mais para o amor, e passou a usar roupas sem decotes e toucas nos cabelos - itens que pertenciam a mulheres casadas de meia idade. Aos 20 anos, Jane conheceu um parente de uma amiga chamado Thomas Lefroy, por quem desenvolveu um grande afeto e esperava um pedido de casamento. Lefroy, porém, partiu seu coração indo embora para se casar com uma moça da aristocracia para salvar sua família da pobreza iminente. Jane e Lefroy nunca mais se encontraram e ela nunca mais pronunciou seu nome outra vez. Após o falecimento de seu pai, Jane, sua irmã e sua mãe se mudaram algumas vezes, passavam temporadas com seus irmãos que viviam bem e ela voltou a dedicar sua vida à escrita. O livro contém ainda pequenos resumos de suas obras, e aí vem os spoilers, porque ele revela os finais dos livros, de como Jane arquitetou suas heroínas. Jane nunca se casou, e assim como sua irmã, antes dos 30 anos passou a se vestir como uma senhora de meia idade, sem decotes e com touquinhas esquisitas na cabeça. Talvez para a época fosse um charme, mas acho feio pra burro! Os últimos capítulos falavam sobre os livros Emma, Abadia de Northanger e Persuasão. Fiquei um pouco revoltada ao descobrir o final de Razão e Sensibilidade, pois já está na estante - ali no meio dos livros não lidos, sabe, rs! - mas fiquei mais revoltada com a perda dessa grande obra.



Eu não cheguei no final, mas sei que se é uma biografia, então fala sobre a morte, e todos sabemos que ela já morreu. A não ser que haja alguém como minha cunhada, que ficou boquiaberta quando soube que Bob Marley morreu. Detalhe: ela soube ano passado por mim e por meu irmão! Cunha, sei que a notícia te abalou, mas tivemos que rir de você, sorry!!! Ahahahahahaahah... Bom, em 1817, com 41 anos, Jane começou a escrever a obra "Sanditon", mas teve de abandonar a escrita pois foi levada à Winchester para tratamento, porém, no dia 18 de julho faleceu tendo com suas últimas palavras: "não quero nada mais que a morte." Deixou tudo o que possuía para sua irmã Cassandra. Em sua lápide, não menciona que ela foi autora, porém após sua morte, seu irmão publicou suas memórias e então foi colocada uma placa dizendo que ela foi uma escritora e salientando que "She opened her mouth  with wisdom and her tongue is the law of kindness" (Ela abriu sua boca com sabedoria e em sua língua reside a lei da bondade). 

O livro não revela muito da vida de Jane, pois a própria autora do livro, Catherine Reef, diz que podemos conhecer muito sobre um famoso lendo suas cartas e diários, porém Jane não deixou nenhum registro. Após sua morte, praticamente todas as cartas foram queimadas, e poucos relatos existem, ou seja, a pequena grande autora, ainda é uma incógnita para o mundo. O filme "Becoming Jane" - Amor e Inocência em português - conta uma parte da história da autora com Anne Hathaway como Jane e James McAvoy como Lefroy, mas confesso que aprendi mais sobre ela no pequeno livro do que no filme. Interessante também é que na época georgiana, as mulheres não podiam herdar nada, apenas o filho mais velho, ou o parente homem mais próximo do pai. Vemos isso em Orgulho e Preconceito com a chegada de Mr. Collins na vida dos Bennet.
 Austen que antes não tinha dinheiro para nada e precisava morar com seu irmão devido a sua condição de mulher, passou a ganhar muito dinheiro com suas obras, e assim teve a oportunidade de desfrutar de algumas coisas que lhe foram negadas a vida toda.
Um fator interessante também são as fotos contidas no livro. A capa já fala por si: é a silhueta de Jane Austen encontrada em um dos poucos registros sobre ela. Outras curiosidades sobre vida e obra de Austen? Bem,  o filme "As Patricinhas de Berverlly Hills foi baseado em Emma, e agora em 2015 teremos no cinema uma versão macabra do meu livro favorito: Orgulho, Preconceito e Zumbis (oi?!?), e como Mr. Collins teremos ninguém menos que ele: Matt Smith - eterno 11º Doctor. Fiquei brava, o Mr. Collins é muito chato, e eu amo o Matt, snif, snif!!!

Pontos positivos: O livro é encantador! Cheio de imagens de filmes baseados nas obras de Austen, capa perfeita com a silhueta da autora, resumo de suas obras, vivacidade na escrita, o típico livro que pra quem é fã de literatura inglesa ou de biografias que não dá pra parar de ler, não dá pra respirar! E ele não tem aquela linguagem pesada que a literatura inglesa possuía antes. Ler Jane Austen é maravilhoso, mas demorei mais pra ler Orgulho e Preconceito - que é meu livro favorito da vida - do que as sete Crônicas de Nárnia, que também é literatura inglesa. As obras de Austen, Francis Burnett, as irmãs Brontë possuem aquela escrita típica da era georgiana, o que não me assusta, pois sou fã de Shakespeare que a escrita é da era vitoriana, mas é massante, eu confesso, é massante de ler - mas adoro mesmo assim. 
Ponto negativo: Foi impossível terminar de ler esse livro. Eu perdi no busão, lembra?!? E agora, vai levar um tempinho até eu comprar outro! Buááááááá.....

Bom, se eu puder dar uma boa dica de leitura, com certeza é essa: "Jane Austen - Uma vida Revelada." Pra quem curte biografia, essa é um ótima pedida! Pra quem não curte biografia, experimente ler essa, é uma ótima pedida! Pra quem não gosta de ler, que tal começar tentando com esse livro? É uma ótima pedida! Ou seja, em toda e qualquer circunstância, esse livro é uma ótima pedida!

Conheçam um pouco mais de Jane Austen, se apaixonem pela escrita dela, e quem ainda não leu, por favor, leia Orgulho e Preconceito e também se apaixone pelo Mar. Darcy e pelo espírito forte e heroico de Lizzie.



Galera, vou me despedindo por hoje, prometo não demorar tanto! Leiam, curtam, indiquem para seus amigos, comentem... Gosto muito das visitas e dos comentários de vocês! Tenham uma ótima noite, fiquem com Deus!
Goodbye Sweeties! 



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Resenha #11 - Shada - Gareth Roberts

Hello Sweeties....
Tudo bem com vocês? Primeiramente: FELIZ ANO NOVO!!! FELIZ ANO TODO!!!

Nesse último mês estive lendo o livro Shada, de Garret Roberts. É que foi o seguinte: eu disse que não ia comprar livros até ler todos os parados. Mas eu não resisti e entre novembro e dezembro me dei dez livros e uma miniatura da TARDIS. E entre esses livros comprados, resolvi me dar uma "Aventura perdida de Douglas Adams", rs, o roteiro perdido/esquecido de Doctor Who.

Em Shada nós conhecemos Skagra, um terrível vilão que quer ser um tipo de deus e ter o controle mental do maior bandido de Gallifrey (planeta natal do Doctor). Junto com sua companion Romana e seu robô cão K-9, o Doctor vai até uma famosa universidade da Inglaterra para atender ao chamado de um velho amigo, o professor Chronotis, que roubou um importante artefato de seu planeta e agora eles precisam levar de volta. O problema é que Skagra também está atrás desse artefato, e ele trava uma bela encrenca com o Doctor e Romana.

Skagra consegue o artefato e usa Romana com sua sabedoria de Timelady para abrir a esquecida prisão - Shada - para retirar o maior bandido de todos os tempos.

Pontos positivos: Shada é uma aventura perfeita para qualquer Whovian. Tem as fases do temperamento bipolar do Doctor (e de Skagra também), e também podemos conhecer - para quem não conhece - a fofa Romana, que é o chão do nosso querido Doctor. Como coadjuvantes nessa bela aventura, temos além do professor, Clare e Chris, dois professores nerds da universidade.
Pontos negativos: Em alguns pontos a aventura se arrasta um pouco, mas dá pra entender perfeitamente, pois não é um roteiro de  livro, mas um roteiro para um arco da temporada. A aventura é com o 4° Doctor, o excêntrico sorriso largo, olhos arregalados e o cachecol que muitos Whovians copiaram para seus cosplays e tudo o mais.
Tentei não dar spoiler, afinal, quero que cada um leia.
O legal é que dá pra viajar muito com o Doctor. Eu já peguei carona com ele na TARDIS há dois anos, e nada me tira de lá, rs, mas viajar dessa maneira, uuuhhh.... Foi incrível! O roteiro é muito bem escrito, a história é ótima com seus pontos fofos, com seus pontos altos e com seus pontos baixos, mas isso todo livro tem. Não quero mais falar, porque hoje não estou fazendo resenha, apenas indicando o livro.
Então, amores, leiam Shada, se apaixonem pelo Doctor, viagem na TARDIS - que é maior por dentro do que por fora - e depois me digam o que acharam.

Espero seus comentários, ok???

Então, até a próxima, e prometo resenha para o próximo post, tá?

Good night Sweeties!

Beijos e feliz ano novo!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Conto - Venha Ver o Pôr - do - Sol - Lygia Fagundes Telles

Hello Sweeties....

Férias chegando, amém? Em breve, muito breve, terei mais tempo para me dedicar a vocês e ao meu cantinho especial. Hoje quero compartilhar com vocês mais um texto da maravilhosa Lygia Fagundes Telles. De longe, uma das melhores autoras do Brasil. 
Quando comecei a fazer faculdade de Tradutor/Intérprete (e infelizmente não pude terminar =/), em uma das aulas de teoria literária eu conheci a obra "Venha Ver o Pôr - do - Sol". Confesso que fiquei dias impressionada. Nunca tinha lido algo tão ousado, na época eu não costumava ler muito esse tipo de escrita. Mas, atualmente, um de meus favoritos.
Vamos lá então?

** SPOILERS**
O conto fala sobre um ex-casal. Ricardo e Raquel. Ricardo amava muito Raquel, mas ela o trocou por outro cara, mais velho e mais rico. Ricardo convida Raquel para uma conversa de amigos, um último encontro. Ele lhe dá o endereço, porém o calçamento acaba e o táxi não consegue chegar no local. Ela precisa andar a pé o restante do caminho, suja seus calçados e já chega reclamando com Ricardo. O jovem ri, e a toma pelo braço, adentrando com Raquel para um cemitério abandonado. Ela não entende, fica um tanto temerosa e depois de um tempo, Ricardo fala que é um cemitério abandonado, que sua gente está enterrada lá e que ele quer mostrar à ela o mais lindo pôr-do-sol que ela já viu. A moça desdenha de Ricardo, diz que eles poderiam se encontrar em um bar, que ela pagava e o jovem irritado não aceita (nesse momento, é possível entender a ira de Ricardo com o término do namoro). Enfim, quando estavam caminhando pelo cemitério, Ricardo começa a comparar a moça com uma prima. Maria Emília. Ele fala que ela foi sua namorada e que o amava muito, mas ele não correspondia esse amor. Ricardo então tem a súbita ideia de levar Raquel até o mausoléu onde sua prima está enterrada para que Raquel veja a foto da prima e possa notar como elas são parecidas. Apesar do medo, Raquel entra na capelinha. Lá, com um ar muito triste e sombrio, Ricardo vai se lembrando de Maria Emília, de como ela e Raquel eram parecidas. E ainda diz à moça que o que ele mais gosta naquele cemitério é a paz, o abandono, o fato de não ter ninguém por lá, ninguém é enterrado lá há anos e tals... Enfim, adentram a capela, descem os degraus e quando se aproxima do túmulo de Maria Emília, pede que Raquel veja também a foto para comparar as semelhanças. Raquel com frio e medo se aproxima do túmulo, acende um fósforo e lê: "Maria Emília, nascida em vinte de maio de mil oitocentos e falecida..."... Raquel deixa cair o fósforo e fica imóvel. Não podia ela ser a namorada de Ricardo, estava morta há mais de cem anos! Raquel quis questionar, e quando já ia chamando Ricardo de mentiroso, ouviu o baque metálico do portão. Ninguém estava lá com ela. No topo da escada, Ricardo, observando Raquel, com as chaves na mão com um sorriso meio inocente, meio malicioso. Raquel começou a esbravejar, dizia que odiava aquele tipo de brincadeira e o chamando de idiota. Ricardo lhe diz que o sol entra por uma fresta e aos poucos vai sumindo, e que naquele local, Raquel terá o pôr-do-sol mais lindo do mundo. Ela então em uma atitude desesperada tenta flertar com ele, dizendo, ou melhor, implorando para ele abrir. Ricardo já não sorria mais. Estava sério, e suas últimas palavras foram: "Boa noite, Raquel! Boa noite, meu anjo". Fechou então o portão enferrujado, guardou as chaves no bolso, e escutou o grito de Raquel: "NÃO!". Sem olhar para trás, Ricardo ouvia os gritos abafados, mas ao se afastar mais, os gritos cessaram. Crianças brincavam de cantigas de roda, e no portão, ele parou e tentou ouvir algo constatando que ninguém ouviria nada. Acendeu um cigarro, e desceu ladeira abaixo.
                                                                    ****************
Esse conto surpreendente me mostra que Lygia é realmente uma incrível escritora. Assim como disse na postagem "As Cerejas" que fiz um tempo atrás, ela desembaraça a história e só revela quando ela quer! Achei estranho o encontro no cemitério, mas nunca cogitei a possibilidade de Ricardo ser tão vingativo assim. Só no final entendi o porquê do nome do conto. Era o último pôr-do-sol que Raquel veria. 

Podemos notar também algo sobre Raquel. Ex - namorada de Ricardo, trocou ele por um homem velho, rico e ciumento, que estava farto de saber dos casos de Raquel. Então, ela era uma safada filha da mãe, que tinha várias aventuras por aí, mas que agora estava com alguém que podia dar uma vida luxuosa pra ela. Ainda desdenha de Ricardo, falando que "aguentou" o moço por um ano. Além de safada era sem noção. Está com o ex-namorado em um cemitério em ruínas ao lado de um terreno baldio e começa a desdenhar do cara e exaltar o atual? Não digo que ela mereceu o fim que teve porque não sou a favor desse tipo de coisa, mas, poxa, mexer com um cara taciturno em um ambiente desses? Meu chapéu, eu não faria isso! Mas, ele já tinha esse plano em mente, não foi obra do acaso. Nota-se isso quando Raquel olha na fechadura e percebe que é nova. Ele queria que Raquel tivesse seu último pôr-do-sol, e escolheu um lugar abandonado para que demorasse muito tempo para ser descoberta. 

Como ficou a consciência dele depois? Não sei. Essa é a magia da escrita de Telles, ela te deixa imaginar... Confiram o conto aqui ó: 

http://www.beatrix.pro.br/index.php/venha-ver-o-por-do-sol-lygia-fagundes-telles/ 

Falei demais, pra variar, né? rsrsrsrs...

Espero que tenham gostado, amores, comentem pra gente trocar figurinhas. 

Goodbye Sweeties! 

sábado, 29 de novembro de 2014

Resenha #10 - Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Hello sweeties....

Galera, tudo bem? Desculpa a minha ausência por este tempo. Ainda estou machucada, meu probleminha virou um problemão, fiquei uns dias sem trabalhar e tals, mas, vamos que vamos. Ainda não estou nem 40%, mas aos pouquinhos, vou melhorar. Mas, vamos ao que interessa?

Hoje vim aqui para falar sobre meu livro favorito de todos os tempos: Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice - Jane Austen). Ainda não falei sobre esse livro fantástico da literatura inglesa.

Lembra que eu comentei há um  tempo sobre o Clube de Jane Austen no Google+ que eu participo? Pois bem, começamos lendo aquele livro. Aquele fantástico livro, e eu nunca fiz um post sequer sobre ele. Pra quem não gosta muito de literatura inglesa, coloquei bastante imagem pro post não parecer tão grande, e pra ficar bem colorido esse post. Vamos conferir?


Orgulho e Preconceito traz uma narrativa interessante sobre como a mulher era vista na Inglaterra na época. Afinal, século XIX as mulheres não tinham livre arbítrio, eram apenas fantoches nas mãos dos homens. Austen era ousada para a sua época e foi considerada a maior romancista de todos os tempos. O livro possui várias capas e para diferentes tipos de edição (de bolso, tradicional, bilíngue e tudo o mais). Eu li pela primeira vez por volta de novembro de 2011 uma edição menor. Mas em outubro de 2012 eu adquiri a minha edição: bilíngue, capa de luxo com a foto do filme, igual a essa aqui embaixo ó: 

Linda, né? A Kiera e o Matthew formaram um casal adorável como Lizzie e Mr. Darcy. Sabe que por muito tempo eu bem que desejei um Mr. Darcy pra mim, né? Só que sem aquela arrogância inicial. Bom, vamos ao conteúdo do livro, então? Prometo TENTAR não dar muito spoiler!


Elizabeth Bennet é a segunda das cinco filhas do casal Bennet que vive em Hertfordshire. Uma garota de 21 anos, cheia de vida, que adora sorrir, ler e dançar. Para sua mãe ela é a menos favorita das filhas, uma vez que para seu pai ela é a mais adorável. Para Sir Lucas, Lizzie é a mais valiosa joia do campo. Lizzie é uma garota gentil que encanta muitas pessoas, e quando ela conhece Mr. Darcy, um homem prepotente e arrogante, ela consegue colocar  pra fora os seus mais repulsivos desejos de ódio por uma pessoa. E esse ódio cresce cada vez mais, ela não consegue suportar a presença deste homem perto dela. Após meses tendo encontros e desencontros com esse desagradável (e lindo) senhor, ela descobre alguns elementos de sua vida que justificam suas atitudes, e assim, aquele homem que ela jurara odiar a vida toda, passa a ser objeto de sua admiração. Lizzie então passa a defender Mr. Darcy com unhas e dentes, e quando tem a oportunidade de encontrá-lo mais uma vez, ela conhece sua adorável irmã com quem desenvolve um grande vínculo. Até que devido a um sério problema, Elizabeth se vê em uma grande confusão familiar que Mr. Darcy secretamente acaba por ajudar, e isso faz com que ele fique bem aos olhos meigos de Elizabeth. 


Nossa, como foi difícil escrever sem dar detalhes. É que eu quero que o Marcos Apolo Junior leia o livro, então não posso dar spoiler, ahahah... Enfim, falando um pouco sobre a época: Jane Austen era uma mulher incrível! Ela era muito pra frente para a sua época, como já disse ali em cima, foi a maior romancista de sua época. O que é interessante é que Austen escreve seus livros de uma forma interessante. Não é aquele romance meloso, sabe, aquele cheio de amor e palavras bonitas, mas algo mais político. Ela mostra como era a sociedade em sua época e tenta transcrever em seus livros o que ela gostaria que acontecesse. Que a mulher tivesse mais força e vitalidade, e não que fosse vista e amada por sua capacidade de gerar filhos, mas que fosse admirada por sua capacidade intelectual. 
Gente, eu amo esse livro! Não posso mais falar nada, senão vou começar a contar! Ahahahah... 
Só posso dizer que o filme assim como o livro é extremamente lindo. As atuações são maravilhosas. As moças que interpretaram as filhas Bennet são espetaculares atrizes, sem contar em Donald Sutherland como Mr. Bennet. Filme lindo, com uma linda fotografia, com uma mensagem de amor e respeito ao próximo. Gente, lindo esse livro!!! o papel de parede do meu computador é uma imagem do filme, rs!
Não quis falar muito, poque eu sempre falo demais, e com certeza, Orgulho e Preconceito não me impediria de falar, e falar, e falar, e falar e continuar falando, rs! Leiam, aproveitem, se encantem com a escrita, e, claro, comentem aqui. Estou doida para ouvir a opinião de vocês! 


Orgulho e Preconceito - Pride & Prejudice - Jane Austen.
Boa noite, sweeties! 
Beijos pra vocês!!!