quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Resenha #19 - Convergente - Veronica Roth

   Boa noite, gentemmm

   Estou aqui pra falar - finalmente! - sobre o final dessa saga que mexeu demais comigo!

   Primeiro vamos aos fatos: comprei "Divergente" ano passado, me dei de presente de natal. Minha amiga Quenia que me indicou. Ela me disse que tinha lido a sinopse em algum lugar e que tinha visto que era mais ou menos no estilo dos Jogos (nosso amorzinho, rs!). Não estava interessada, mas quando vi o livro em promoção no Submarino (site que amo e odeio, rs!), não resisti e comprei. Guardei na estante e a vida continuou. Alguns dias depois eu comprei "Insurgente" e guardei na estante, ao lado do irmão dele. Aí o tempo passou, comprei outros, li outros e meu irmão me disse que estava lendo então resolvi ler também. Cara! Li ambos na mesma semana e levei meses pra comprar o último, e quando comprei, levei meses pra ler. Duas semanas atrás eu li. Li "Convergente" e o Spin - off "Quatro".

Confesso que bateu saudade assim que o livro acabou... De verdade! Lembra que comentei que senti saudade de A Hospedeira assim que terminei de ler? Pois é, senti saudade dessa distopia assim que acabei,e bem mais forte do que o citado acima. 

Bom, vamos ao foco então:

Esse livro é narrado por duas pessoas. Divergente e Insurgente são histórias contadas por Tris, e Convergente são dois pontos de vista: de Tris e de Quatro. Eles descobrem que vivem em um sistema arbitrário que os manteve presos por durante muito tempo e que assim que os Divergentes tivessem em um número ideal, a Amizade deveria abrir os portões e sair da cidade para salvarem as pessoas de fora. Todos ficam extasiados, afinal, o que há do lado de fora da cerca? Tris ainda está arrasada com algumas coisas, como por exemplo a traição de seu irmão e seu julgamento. A mãe de Quatro - Evellyn - tomou a cidade, destruiu o sistema de facções e estava governando com muita tirania, exigiu que Tobias terminasse seu relacionamento com Tris e não queria que nada acabasse com o mundo perfeito que ela estava tentando criar. Tris porém, é uma revolucionária, uma rebelde, e ela não aceitaria ordens diretas ou indiretas de Evellyn e de seu grupo de sem facções, então, ela, Christina, Tobias, Peter, Uriah e mais alguns outros decidem sair da cidade e enfrentar o que quer que exista atrás dos portões. Claro que muita coisa perigosa acontece até chegarem na cerca, mas ao atravessarem, a vida deles mais uma vez muda radicalmente...

   Assim que chegam do lado de fora da cerca eles descobrem que viveram uma mentira por gerações. Tris e Caleb descobrem quem sua mãe foi realmente, e ambos tem a chance de acertar seus problemas. Ou não! Em um ato de raiva, Tris soca a cara do irmão - o que foi muito bem feito depois de tudo o que ele fez, humpf! Agora algo que realmente me espantou muito nesse livro, foi ver a fragilidade de Tobias. Quatro era um popstar na Audácia, o cara que só tinha quatro medos, o instrutor pavoroso dos iniciandos, o durão, o que causava pânico, pavor e inveja em muita gente, o cara que enfrentou o pai, que traiu a mãe, que matou o líder... como ele era inseguro com relação a tantas outras coisas. Do ponto de vista psicológico, Quatro na verdade era a exacerbação do ego de Tobias. Quatro era tudo o que Tobias temia, e por trás de toda a sua fragilidade, a coragem se sobressaía. Tris e Tobias ainda brigam bastante, mas não há como negar a simetria de ambos. Um era a força do outro, Tris o cérebro e Tobias os músculos. 
   Alguns contratempos acontecem, e é nessa hora que os carácteres de todos vêm a tona. Quem eles são de verdade? Pelo que estão dispostos a lutar? Estão dispostos a lutar? Muita coisa ruim acontece, e em como todo final de saga, muita gente boa morre. Me lembro de ter ficado arrasada com algumas mortes em Harry Potter 7, fiquei péssima com algumas mortes em A Esperança, uma delas especificamente, acabou comigo, e, claro, não podia ser diferente nesse. Muita gente boa morre, e de maneiras tão tristes! Mortes acidentais, mortes por defesa do próximo, mortes por amor, sacrifícios...


   Tris vivia reclamando que não era altruísta o suficiente para viver na Abnegação. No primeiro capítulo de Divergente já vemos a angústia dela ao narrar como sua família era e como ela se sentia culpada por saber que iria abandoná-los. Mas o que nós mais vemos durante as leituras é o quanto Tris é abnegada. No livro dois, ela se coloca em situações de risco por várias vezes pelo simples fato de não querer ver ninguém mais sofrendo, e nesse terceiro livro, vemos a Abnegação presente na vida dela o tempo todo, mesmo depois que as facções caíram, mesmo depois que ela saiu de Chicago, mesmo depois de ser traída, mesmo depois de tudo... Tris é a Abnegação em pessoa.

   Tô quase contando o final, ahahahah....
   
   Enfim, o livro se encerra contando a história dois anos e meio depois. Sem sistema de facções, com as pessoas trabalhando por uma Chicago mais próspera, com amizades mais sólidas e acima de tudo, com uma perspectiva de vida melhor. Quando eu estava lendo, faltando uns sete capítulos para o ápice da história, eu matei o que aconteceria. Sabe quando você fala: "Mano, vai acontecer isso?". Pois é! Eu fiz isso, e passei os próximos capítulos naquela expectativa e já morrendo de raiva, mas quando realmente chegou no ápice, apenas pensei que a autora sabe o que fez. Muita gente odiou. E odiou pelo mesmo motivo que provavelmente eu adorei. Se ela tivesse escrito um outro final, talvez a história não tivesse o impacto que teve!


Minha reação não foi essa, não, rsrsrsrs... Foi até antes de eu chegar no ápice, como disse, quando cheguei lá, eu sabia que a autora tinha feito o certo. Gosto de reviravoltas em histórias. Voltando a falar de Harry Potter, me lembro quando cheguei no livro 7 que li sobre a morte do professor Snape. Achei ótimo ele ter morrido, até eu descobrir quem ele era e a importância dele na vida do Harry. Em A Esperança também, na morte que me arrasou. Foi a morte dessa personagem que deu uma reviravolta nos fatos e mudou completamente o curso da história. O clímax de Convergente mexeu muito comigo. Me fez chorar, mas não me deixou com raiva, não. Achei perfeito! Sou shakesperiana, então sou chegada num drama, hahahah... É incrível como os livros podem te fazer refletir na vida, pois, eu passei a última semana me fazendo questionamentos, sabe. Até onde eu iria por meus amigos? Por meus irmãos? Por meu amor? Quais chances eu teria de acertar fazendo o que aparentemente era o errado? Em um determinado ponto do livro, Tobias faz uma reflexão sobre quem ele se tornou nos últimos dois anos e tira uma conclusão sobre as pessoas que eu acho fantástica. Vou colocar aqui, mas vou encurtar o parágrafo com esse sinal [...], tá?

   "[...] As mãos dela continuam nos meus ombros, mornas, ásperas e calejadas. [...] Mas não quero me tornar um homem calejado. Há outros tipos de pessoas neste mundo. Existe gente como Tris, que, depois de sofrer e ser traída ainda consegue encontrar amor o bastante [...] e poupar a vida do irmão. Ou pessoas como Cara, que conseguiu perdoar a pessoa que atirou na cabeça do seu irmão. Ou como Christina, [...] mas mesmo assim decidiu continuar aberta e fazer novos amigos. Diante de mim, surge outra opção, mais clara e mais forte do que as que dei a mim mesmo."

   Gente, juro, que linda essa história. Me fez rir, me fez chorar, me deixou com gostinho de quero mais, deu até uma vontadezinha - bem pequenininha  - de assistir o filme só pra ver o gatíssimo Theo James como Tobias Eaton (ou Quatro, tanto faz, rs!), porque o Quatro é lindo, maravilhoso e perfeito na minha imaginação. Só que não sei por qual motivo, quando li Divergente, não sei, mas me veio na cabeça o Sam Claflin como o cara perfeito para interpretar o Quatro... Sei lá, mas tô meio que entrando numa fase Sam Claflin. Dany Costa me entenderá, ainda ontem estávamos falando dessas fases... 
   Bom, quero agradecer minha amiga Quenia - linda! - que me indicou essa saga. Amei o livro, a trilogia e o spin - off. Eu falei que ia postar "Quatro" ainda essa semana, mas estou retirando o que eu disse, pois não vou fazer isso essa semana, não, hahahah...

   Amores, vou me despedindo! Um grande beijo pra Quenia e pra Dany que eu citei aqui já, e um abraço especial para a Rebeca Fonseca que reapareceu (êbaaaaa!!!! \0/) e pra Sara Miranda que sempre passam por aqui! Muito obrigada pelo carinho de vocês! 


Beijoooo!!! =)


"Uma escolha pode te transformar. Uma escolha pode te destruir. Uma escolha vai te definir!"

Convergente - Allegiant - Veronica Roth. Nota Dez!

domingo, 2 de agosto de 2015

TAG: Seu Nome em Livros

Boa noite, gentemmm....

Meu amigo Apolo Junior me marcou em uma TAG para eu escrever meu nome em livros. Gostei da brincadeira e trouxe pra cá. 

Só que para escrever meu nome em livros precisou de um improviso básico, sabe... só tenho um livro que comece com a letra "I", então, peguei um que tem um artigo antes da letra, como era o que tinha pra hoje, vai ter que servir esse mesmo, hahaha...

Aqui estão eles:

Compramos um Zoológico
Em Chamas 
Carrego no Peito
Insurgente
Livre das Garras do Sucesso
(A) Imperatriz dos Etéreos (esquece o A, rs!)
A Fera

Alguns desses a resenha já está aqui. Lembro - me que dei todos os spoilers do mundo em A Fera, pois fiz a comparação do livro com o filme. Insurgente eu tentei não dar tanto spoiler assim. A Imperatriz dos Etéreos foi um dos posts que mais gostei de fazer. Os outros não tem ainda. Mas terá em breve!
Compramos um Zoológico estou tentando ler desde que o comprei, em julho de 2012. O filme é tão lindo, não me canso de assistir, mas o livro fica um pouco massante. Mas vou terminar, prometo! Carrego no Peito eu conheço a história e sei que é linda, mas ainda não criei vergonha na minha cara preta pra ler, e Livre das Garras do Sucesso eu li muitos anos atrás. Ano passado eu ganhei um exemplar, preciso ler de novo. Em Chamas, assim como toda a saga dos Jogos eu já li três vezes, preciso fazer as resenhas logo!
    Bom, vou ficando por aqui, gentemmm... Passei rapidinho mesmo, só pra falar sobre a TAG. Desafiei alguns membros específicos da comunidade do Google "Estou Lendo", mas quem quiser responder por aqui, fiquem à vontade! Essa semana sai (finalmente!) a resenha de "Convergente" e do spin-off da saga, o livro "Quatro".

Beijooooo....

quinta-feira, 30 de julho de 2015

TAG: THE LIEBSTER AWARD


    Voltei, gentemmm... 

   Voltei especialmente pra responder essa TAG (já passou da hora, rs!) indicada por minha amiguinha Sara Miranda do blog "Coisas a Serem Ditas" http://coisasaserem.blogspot.com.br/ com dicas de livros, filmes, músicas, artesanato e tudo que tem de bom! A Sara assim como revela o significado do seu nome, é uma princesa, e obrigada por ter me indicado, Sarinha, fiquei lisonjeada, de verdade!
     Agora, chega de enrolação, né? Bora lá:

As etapas da TAG: 

1 - Escrever 11 fatos sobre você;
2 - Responder as perguntas de quem te indicou;
3 - Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
4 - Fazer 11 perguntas para quem você indicou;
5 - Colocar uma imagem que mostre o selo Liebster e linkar quem te indicou.


Onze Fatos Sobre Mim:

1- Sou chocólatra em fase de recuperação (sem muito sucesso,rs!);

2 - Em 2006 eu era conhecida como a "paulista do interior, filha de mineiros com sotaque gaúcho" devido ao tempo que morei no Rio Grande do Sul. As pessoas diziam que eu vivia em crise de identidade estadual, hahaha...

3 - Aprendi a ler com seis anos, época em que ganhei meu primeiro livro: "O Indiozinho Amazonas" de Jannart Moutinho Ribeiro;

4 - Minha série favorita atualmente é Doctor Who. Sou completamente Whovian, tanto que uma vez saí do interior de São Paulo pra ir pra Livraria Cultura na Pompeia só pra ver a TARDIS que estava lá em exposição. Não tinha nenhum evento, era só tirar foto e voltar embora, rs! Mas se pudesse escolher uma série para favorita fora essa, não teria dúvidas em responder Anos Incríveis;

5 - Família é tudo pra mim, meu chão! 

6 - Amo escrever! Faço diários desde os 15 anos, esse ano estou me aventurando com um diário diferente, pois comprei o livro "Uma Página de Cada Vez" e estou curtindo escrever junto com o autor;

7 - Meu livro de cabeceira mesmo é a Bíblia, todos os dias procuro fazer meu culto pessoal;

8 - Gosto muito, muito, muito mesmo de filmes;

9 - Tenho um gato vira - latas lindo chamado Doctor;

10 - Sou adventista do sétimo dia, guardadora do santo sábado, líder de desbravadores e amo usar aquele lenço;

11 - A maior doideira que já fiz foi me aventurar pra um estado desconhecido pra me encontrar com desconhecidos na casa de outra desconhecida. Desconhecidos, mas todos amigos de G+. Hoje somos todos amigos de verdade, mas, nunca mais farei isso, rs!

Onze Blogs Que Indico Para Responder à TAG:

1 - A Senhorita dos Livros
2 - La Luna Literária
3 - Tea and Toast 
4 - Strange Girl
5 - Jovens Leitores
6 - Aroma de Livros
7 - Não Se Preocupe Com Isso
8 - De Tanto Que Li
9 - Simples Assim
10 - Subindo no Telhado
11 - Salva Pelo Livro


Onze Perguntas de Sara Miranda:

1 - Quanto tempo você tem o seu blog?

Tenho meu blog há um ano e meio mais ou menos.

2 - Qual o motivo de você ter criado o seu blog?

Totalmente por acaso! Uma das matérias do meu curso de pós - graduação exigia que eu criasse em mantivesse um blog ativo por dois meses, e que eu o usasse como ferramenta em minha área de trabalho. Resultado: gostei tanto que acabei ficando por aqui, rs!

3 - Qual o seu livro preferido?

Essa todo mundo sabe: "Orgulho e Preconceito" (Pride & Prejudice) - Jane Austen.

4 - Tem alguma mania quando está lendo? Qual?

Imitar as expressões faciais descritas no livro. Por exemplo, se fala que o personagem franziu a testa, eu franzo a minha. Se fala que ele levantou a sobrancelha, eu faço isso. Mania de louco, eu, hein!

5 - Qual o seu personagem favorito de um livro?

Mr. Darcy. Eu o amo!!!! Ahahahah... 

6 - Qual o seu autor favorito?

É estranho dizer isso uma vez que não sou chegada em romances, mas meu autor favorito é Nicholas Sparks, e sou completamente apaixonada pelos livros dele! 

7 - Qual é o seu estilo de música favorito?

Gospel

8 - Um momento que marcou sua vida:

Minha formatura na faculdade.

9 - Algo que faz com que se lembre de sua infância:

A Lagoa Azul, óbvio, hahahahahah...

10 - Seu lugar preferido:

Meu quarto. Agora, se for pensar em fora de casa... a Biblioteca Municipal, creio eu.

11 - O que você espera de uma pessoa quando a conhece?

Que tenha ao menos uma coisa parecida comigo pra fluir o assunto, rs!


Onze Perguntas Para os Blogs Indicados:

1 - Há quanto tempo você tem seu blog?
2 - O que motivou você a criá-lo?
3 - O que faz em seus momentos livres?
4 - Qual é a sua maior paixão?
5 - Existe algo em você que gostaria de mudar? Se sim, o que?
6 - Qual livro está na sua cabeceira?
7 - Qual livro você leu e odiou?
8 - Qual é o tipo de trilha sonora que embala a sua vida?
9 - Romance, saga, aventura ou policial? Qual gênero se encaixa na sua categoria de livros favoritos?
10 - Qual livro você acha que deveria ter lido na escola?
11 - Qual foi o primeiro livro que você ganhou?

   Puxa, isso demorou, rs! Mas, enfim, está aqui! Agora é só esperar pelas respostas dos outros blogs! Boa noite, gentemmm...

Beijos + Abraços + Bombons...

Cecy 

Resenha #18 - Simplesmente Acontece - Cecelia Ahern

Boa noite, senhoras e senhores, tudo bem?

   Hoje estou aqui para falar de um livro que eu amei! Simplesmente Acontece (Where Rainbows End), alguém aí já leu?!?
O interessante é como eu soube desse livro. Um belo dia daqueles em que não temos nada pra fazer, eu estava sapeando no YouTube e vi o trailer desse filme. Isso tem poucos meses, uns três ou quatro. Vi o trailer, achei uma graça e decidi assistir, mas aí, eu vi lá embaixo: "Baseado na obra de Cecelia Ahern", foi quando eu disse: "Opa! Isso é livro!", e obviamente, me esqueci de assistir e decidi comprar o livro. Procurei imediatamente, e estava esgotado. Na outra semana, procurei de novo, esgotado. Na terceira semana, também esgotado, então desisti por um tempo. Passou uns dias e eu fui pra Minas no feriado de Tiradentes, e no retorno pra Sampa, eu parei em uma livraria e encontrei o bendito livro. Não pensei duas vezes! Enquanto os outros dois eu levei quase uma hora pra escolher e decidir, esse estava na mão desde o momento em que bati os olhos. Ele já era meu, só estava lá esperando por mim, rs!
   O título original é "Onde Terminam os Arco - Íris", e a capa não chamava nenhum pouco a atenção, mas após ganhar uma versão cinematográfica, houve mudança tanto no nome do filme - em inglês passou a ser "Love, Rosie" e o novo título em português "Simplesmente Acontece", ganhando também uma nova capa - uma não, duas! 

   A capa do meu, é essa primeira aqui embaixo, ó:


   O que mais chamou a minha atenção nesse livro, foi a forma como ele foi escrita. Não é uma história narrada, nem contada na primeira pessoa, ela é total e simplesmente contada por meio de cartas, SMS's, e-mails e bilhetes. 

  A história começa com Alex e Rosie trocando bilhetes na sala de aula aos cinco anos de idade. Eles vivem em Dublin e Rosie implica com o fato de Alex escrever errado o tempo todo. Parece até que não se davam muito bem. Nos próximos bilhetes, vemos que na verdade há um carinho enorme de um para com o outro ali. Alex e Rosie participam da vida um do outro como se fossem apenas uma extensão um do outro, e não como se fossem duas pessoas.
 Durante o livro, ou melhor, durante as cartas e e-mails trocados, vemos que a família de ambos torciam pra que eles tivessem algo, mas eles colocavam a amizade acima de tudo. Como todas as coisas boas duram pouco, aos dezessete anos a amizade do casal é abalada: o pai de Alex recebe uma proposta de trabalho irrecusável nos Estados Unidos e parte com a família. Rosie e Alex continuam mantendo contato, ambos se candidatam e são aceitos em Harvard, ele para Medicina e ela para Hotelaria, e eles combinam de se encontrar na formatura e voltarem juntos para Boston. Quando chega a formatura e Alex não pode comparecer, Rosie fica desolada e escolhe outro par para a festa, e é quando as coisas começam a dar errado. 

SPOILERS:

  Rosie escolhe ir pra o baile de formatura com Brian Chorão, que estudou com ela e Alex a vida toda, e bebe demais e três semanas depois se descobre grávida e precisa adiar a ida para Boston. Alex fica inconformado, mas aceita o fato de Rosie não viajar pra perto dele, e até vai no batizado de Katie, pois ele é o padrinho da menina. Os anos passam, Rosie e Katie vão para Boston algumas vezes, eles até tentam se aproximar, mas existe uma falta de sincronia na vida deles que eu conheço muito bem, rs! Mais anos se passam, Alex resolve se casar, Rosie é sua madrinha, faz o discurso de casamento dele, Katie é sua dama, mas a melhor amiga e a esposa de Alex não se dão bem, um divórcio acontece, Rosie finalmente arruma um namorado, se casa com ele, Alex é o padrinho, faz o discurso de casamento dela, Rosie toma um chifre, Alex escreve se declarando, Rosie não encontra essa carta e perdoa o marido, Alex e Rosie brigam, ficam quase um ano sem se falar, ele se casa novamente, Rosie não recebe o convite,  mais alguns anos se passam, ela descobre uma nova traição do marido, se divorcia, decide ir pra Boston, Brian Chorão aparece querendo ser pai da filha, Rosie quer dar a Katie essa chance, mais alguns anos se passam, eles se veem raramente, os dois filhos de Alex amam Rosie e Katie, Katie se forma no Ensino Médio e vai morar em Ibiza com o pai, pois ele é DJ e ela quer ser DJ, alguns anos se passam, Rosie arruma empregos e empregos, seu pai falece, mais um tempo passa, sua mãe falece, o casamento de Alex é um fracasso, mais um longo tempo se passa... enfim, como eu disse, uma total falta de sincronia na vida de ambos. E de uma forma ou de outra, você acaba torcendo pra o casal ficar juntos, sabe? E também fica claro que quando é de verdade, é pra sempre.



    Minha super amiga Fabia (Fah, te amo, saudade de você, viu?) me disse isso há uns meses. Fabia e eu nos conhecemos há onze anos, quase doze, no ônibus indo pro RS. Ela voltou pra são Paulo dois meses depois, eu ainda fiquei lá dois anos, voltei, passei por diferentes lugares, e nunca perdemos o contato. Escrevemos cartas até hoje uma pra outra, SMS, WhatsApp, nos falamos sempre e ao menos uma vez por ano nos vemos, e não moramos perto, não. Em dezembro, quando completamos onze anos de amizade, eu comentei isso, que era mais provável que nunca mais nos falássemos, e estamos aí "together forever", e ela me disse essa pequena frase que nunca mais vou me esquecer: "Quando é de verdade, é pra sempre!". E isso se nota no livro. Alex e Rosie eram de verdade, portanto, eram pra sempre! 
   Alex e Rosie passaram dezessete anos juntos e mais de trinta anos separados, se escrevendo sempre e se vendo esporadicamente. Enviando cartões de natal e de aniversário. Indo e voltando de países para passar um tempo juntos, e quando a história termina, eles já estão com 50 anos. Parece que no filme eles ficam apenas 12 anos afastados, mas no livro essa falta de sincronia é maior, e em momento nenhum a leitura fica massante.
   Não sou muito adepta a romances, apesar de Sparks ser meu autor favorito, mas esse é um romance leve, sabe. É muito real, isso realmente pode acontecer. Eu já tinha lido "PS Eu Te Amo" de Cecelia e amei, achei uma história fantástica, mas confesso que gostei mais deste, justamente por ser mais leve. Acho que vale a pena. Por ser escrito de uma maneira diferente, apesar de ser grosso, é fácil de ler, eu li em dois dias. Mas eu não conto, pois eu li essa semana um livro de mais de 500 páginas em dois dias - sou uma traça, rs!

Fica aí então a dica, meus amores. Não assisti o filme, então não posso fazer a comparação. Só sei que o Alex é o meu queridinho Sam Claflin - lindjjjjooooo.....

Então, é isso! Boa noite, senhoras e senhores, fiquem na paz!

Beijoooo... Cecy (*)

Simplesmente Acontece (Where Rainbows End) - Cecelia Ahern (cunhada do Nicky do Westlife, rs!)

sábado, 25 de julho de 2015

Resenha #17 - A Hospedeira - Stephanie Meyer

   Boa noite, gente linda!!!
   Eu sei, eu sei, hoje faz exatamente dois meses que eu fiz meu último post, e confesso que me envergonho disso, sorry, guys...

   Bom, estou aqui hoje pra falar de um livro que rejeitei muito a ideia de lê-lo, mas acabou que a minha curiosidade venceu a má vontade e eu comprei: A Hospedeira (The Host).


   Para quem assistiu o filme, sinto em decepcionar, mas o livro é diferente. Beeeem diferente mesmo. Começando pelo tipo físico e a personalidade de alguns personagens e pelo fato de uns existirem e outros não.

   A história acontece em uma época pós uma invasão alien no planeta, só que diferente das invasões por conquista a base de violência, essa foi como um problema de pressão alta: silenciosa. Durante o enredo, a personagem conta como foi que a invasão aconteceu, aos poucos, sem chamar a atenção, até que alguns humanos descobriram e passaram a fugir. Melanie Stryder era uma dessas fugitivas, passou anos fugindo junto com seu irmão. Seu pai foi pego e inserido com uma alma que contou o esconderijo dos filhos para as outras almas, e Melanie e seu irmão Jamie passaram muito tempo fugindo, até ela conhecer por acaso Jared, um homem vinte anos mais velho, mas com um coração imenso. Há dois anos ele não via um humano, e juntamente com Mel e Jamie, eles formaram uma família. O tio de Mel, Jeb, tinha um esconderijo no deserto e Mel estava procurando por uma prima quando foi cercada pelas almas e em uma tentativa desesperada de não ser inserida, ela se joga de uma altura considerável. Mel pensou estar se matando, porém, ao cair, ela não morreu. As almas cuidaram do corpo de Mel e inseriram uma alma chamada Peregrina, que de todas as almas existentes ali, era a única que tinha vivido em tantos planetas diferentes - nove para ser mais exata. Peregrina é uma alma dócil, porém, um dia ao acordar, descobre que Mel está consciente dentro de sua cabeça, e ela aos poucos vai conhecendo mais e mais sobre a vida de sua hospedeira. Peregrina começa a ficar incomodada com o fato de Mel não parar de tagarelar na sua mente, e a sua Buscadora tem uma ideia: retirar Peregrina do corpo de Mel e ser inserida em seu lugar para tentar controlar a hospedeira e encontrar o grupo de resistência de seu tio Jeb. O problema é que Mel ama Jamie e Jared a tal ponto que a parasita sente necessidade urgente de estar com eles, e em acordo comum, hospedeira e parasita se unem para tentar encontrar os dois. 


   Juntas, elas atravessam o deserto e quase morrem na tentativa de encontrar a Resistência, pois estão fracas, desnutridas e desidratadas, e quando estão prestes a morrer, tio Jeb encontra Peregrina e a leva para as cavernas causando um grande tumulto. Peregrina é machucada por aqueles que ama, sofre privações de todas as maneiras. É subalimentada, dorme em condições precárias, sofre com o medo as pessoas, porém é mantida viva graças a misericórdia de Jamie e de tio Jeb, que se apegam a pequena alma dentro do corpo de Mel, que acaba revelando que a hospedeira está em sua mente o tempo todo. Ambas amam e desejam Jared, mas ele passa mais da metade do livro ignorando a parasita, e nesse ínterim, Ian, passa a ser um dos protetores de Peregrina - chamada agora de Peg - e ao passar mais tempo com a alma, acaba se mostrando o mais humano de todos os humanos da Resistência, e apesar do amor que sente por Jared - pois Mel o ama, e tudo o que ela sente, Peg sente também - ela passa a ver Ian de uma maneira diferente. Ian é o personagem mais cativante do livro. Leve, carismático, doce, sereno, é para Peg uma calma em meio a tanta turbulência. Claro que aos pouco, Peg se apaixona. Peg, a alma, e não Mel, que a critica o tempo todo. Com o tempo, a maioria das pessoas se acostuma com a presença de Peg, e ela passa a ajudá-los de uma maneira que Mel nunca poderia, passando a ser essencial na vida nas cavernas. 


Sentindo-se amada e ao mesmo tempo odiada, Peg toma uma decisão: ela vai devolver o corpo de Mel, pois não há como ambas permanecerem juntas. Lembra nas aulas de química ou física que fala que dois corpos não ocupam o mesmo espaço? Tipo isso! Ian desaprova, pois se Peg os deixar, além de eles perderem uma grande aliada, ele perde seu amor. Mel se enfurece, pois diz a Peg que ela os ajudou de uma maneira como ela nunca poderia. Tio Jeb concorda com Ian, acha que Peg é essencial na vida deles, e Jared não emite sua opinião, ele ama Mel, mas sabe que também precisa de Peg.

Enfim, não vou falar mais, já soltei muito spoiler, hahaha...

Pontos altos do livro:

*Eu gostei da leitura, é leve, calma, confusa em algumas partes. Não sei se dá pra ser encarado como triângulo amoroso, pois envolve três pessoas e uma alma que está dentro de uma pessoa, então é, o quê, um quadrado amoroso só que com duas pessoas em um corpo só? rsrsrs...
*As personagens são extremamente cativantes! Não tem como não amar Peg com seu amor incondicional por Jamie, o próprio Jamie por sua pureza, Doc por sua compaixão, Jeb por sua perspicácia, e até Jared dá pra amar um pouco mais pro final do livro, rs, e Ian, por ser... Ian!
*Do mesmo jeito que não tem como não amar os citados acima, não tem como não ter uma certa bronca de tia Meg por sua arrogância e má vontade, Sharon por sua falta de noção, e Kyle (irmão de Ian) por ser... Kyle, ahahah.

Pontos baixos do livro:

*As vezes a leitura fica um pouco massante. Chega a dar raiva todas as vezes que Peregrina sofre nas mãos das pessoas que ela está tentando proteger, e ela fala tantas vezes sobre como se sente com relação a Jared, e como sofre por poder estar tão próxima dele e não poder tocá-lo, e por amar Mel também, que chega a irritar, mas, tirando essas partes, o livro é bom.
*As tentativas de assassinar Peg também, e a violência que ela sofre repetidamente também poderia ter sido escrita de outra maneira, mas para a dinâmica do livro funcionar, talvez, realmente fosse necessário.
*Achei desnecessário o pití de Peregrina após descobrir que as almas estavam sendo retiradas de qualquer maneira. Aliás, desnecessária foi a descrição do pós-pití, quando ela ficou sei lá quantos dias sem comer ou falar. Foi legal depois Jeb explicar a razão de tudo, mas achei desnecessário prolongar tanto a autoflagelo da bichinha.

   Enfim, quando eu cheguei no final do livro, confesso que senti saudade... É gostoso ler um livro assim, onde você acaba de ler e sente saudade dos personagens. Uma história cativante. Fico pensando que se realmente houvesse uma invasão alien no planeta, esse tipo de conquista seria a mais apavorante de todas: silenciosa. Imagina só, ser uma pessoa em um dia e no outro estar sufocada no fundo do seu cérebro com outra pessoa usando seu corpo? Que horror!!! Meyer também nos faz pensar no significado do que é ser humano. Peg é chamada o tempo todo de "Coisa", "Aquilo", "Parasita" e em uma discussão com seu irmão, ao afirmar que Peg precisa morrer porque não é humana, Ian questiona se lançar mão de violência gratuita contra alguém que não faz mal a ninguém os torna mais humanos. E isso vemos muito nos dias de hoje!

    Então, gentemmm, aí está a minha dica. Interessante é que eu não queria ler por ser da mesma autora de Crepúsculo - a saga que mais detesto! - mas, confesso que gostei, e gostei bastante. Eu estava rotulando A Hospedeira por Crepúsculo, me lasquei no meu próprio julgamento. É bom pra eu largar mão de ser besta, rsrsrs!


A Hospedeira - The Host - Stephanie Meyer

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Resenha #16 - Frankenstein - Mary Shelley

    Boa noite, pessoas queridas!!!
Em primeiro lugar: Rafael Borges, meu amigo, espero que você se recupere logo! Estou orando por você! ^.~

    Sei que já faz quase um mês e que eu prometi dar mais de mim mesma aqui no meu cantinho, mas ainda não foi possível. Mas hoje estou aqui pra matar um pouquinho a saudade e também pra falar sobre mais um livro lido.

     Alguém aí já leu Frankenstein?!?

    Quando eu era pequena, eu ouvia a minha mãe falar do filme. Ela dizia - e ainda diz -  que é um filme muito bacana, que ela gosta muito e se lamenta de nunca mais ter sequer ouvido falar, e de poucas pessoas conhecerem. Eu mesma nunca assisti e nunca tive vontade. Até esse último que saiu com o Aaron Eckhart eu também não quis assistir, em outras palavras, nunca me interessei! Mas aí, no ano passado um de meus alunos me presenteou com esse livro. Levei meses pra criar coragem pra ler, volto a repetir, não tinha o menor interesse em ler. Então, guardei na estante e deixei pra lá. Mas esse ano, eu decidi ler meus livros não lidos, ou ao menos uma boa parte deles, e resolvi começar por Frankenstein.
    Resultado: Não gostei, mas ao mesmo tempo eu gostei. Eu gostei menos do que não gostei. Na verdade a história chama a atenção, é um roteiro muito bem escrito, a tradução está ótima, mas a história, apesar de ser boa, é... nojenta! Fiquei enojada, e algumas vezes tive revertérios no estômago, rs! Vou soltar SPOILERS, viu?
    Primeira coisa:  eu descobri nesse livro que Frankenstein é na verdade o criador do monstro, e não o monstro em si! Acho que não sou a única que pensava dessa forma! Então, pra quem ainda não sabia disso, lá vou eu falar: FRANKENSTEIN É O MÉDICO, NÃO O MONSTRO!!!


    Victor Frankenstein é um estudante de medicina que vai para outro país para se especializar. Ele fica um tanto quanto obcecado em um determinado projeto: criar um ser vivo! Ele passa os meses arrombando tumbas para pegar partes de cadáveres, costura daqui, enxerta dali e finalmente, ele tem seu trabalho pronto: um monstro enorme e todo costurado. A princípio Victor fica empolgado, mas quando nota o que fez, ele se apavora, e, principalmente, quando a Criatura (como é chamada) abre os olhos amarelados, o médico entra num pânico tão grande que foge para onde vive seu melhor amigo. Victor passa mal por vários dias, tem febre, delira, mas quando finalmente melhora, conta tudo para seu amigo. Os meses  passam e o médico até consegue se recuperar. Volta a escrever para sua família, renova os laços com sua noiva e até mesmo se esquece de sua loucura. Porém, quando está prestes a retornar para seu país, recebe uma carta de sua noiva falando que seu irmãozinho caçula havia sido assassinado. Frankenstein imediatamente se lembra da Criatura e tem certeza que a mesma assassinou seu irmãozinho, e vai em busca do assassino. A Criatura contou tudo para Frankenstein, como aprendeu a falar, a ler, a sobreviver e também  contou em detalhes como ele matou seu irmão, e fez um pedido para o médico: que ele fizesse uma companheira para ele. O médico concordou e recomeçou o trabalho, mas depois ficou pensando: duas criaturas, seres horrendos como aqueles espalhados pelo mundo, não poderiam sobreviver! E decidiu então a abandonar o projeto. Mas a Criatura não aceitou a ideia, e muitas perdas ainda afetaram a vida de Victor Frankenstein: seu outro irmão, sua noiva, seu melhor amigo, enfim, ele perdeu todos os que amava! E quem era o assassino? Realmente, a Criatura. Então, Victor decidiu que era o momento de acabar com tudo aquilo e decidiu ir atrás do Monstro. Quando se encontraram, Frankenstein estava tão fraco e debilitado que acabou morrendo por inanição, e a Criatura decidiu que agora que seu criador tinha morrido, ele não tinha mais o que fazer, não tinha mais razão de viver. Fim!
    Simples assim!
 
   Bom, eu achei a história estranha, nojenta, e, sei lá, eu sei que é ficção, mas eu sou cristã, né... Enfim, pra quem gosta da história, ou de enredos nesse estilo, é uma boa pedida, mas eu não pretendo nunca mais ler, e muito menos assistir - imagina que nojo deve ser ver o cara costurando pedaços de defunto?!? Eeeeeecaaaaaa!!!!!! 

    Bem, amores, vou encerrando por aqui, em breve eu volto - espero que não seja apenas no mês que vem, em outras palavras, vou criar vergonha na cara, ahahahaha.....

    Beijo, meus amores, ótima noite! ^.^

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dia Mundial do Livro

Buenas noches, chicos y chicas...

     Ontem foi o dia do livro, e como estou atrasada, vou fazer um post hoje para compensar ontem, pode ser?
      
    Antes de mais nada: Marcio Alexandre, meu amigo, estou contigo pra tudo! Mesmo longe, estou perto, tá? Lembre-se que quando estamos fracos é que somos fortes. Minhas orações, pensamentos e sentimentos estão contigo, viu? Um grande abraço de urso, daqueles bem apertados!!!

   Vamos lá, falando um pouco sobre livros.


Há algum tempo eu comentei em um de meus posts que livros pra mim eram artigos de luxo. Comprei meu primeiro livro aos 19 anos (Conhecer Jesus é Tudo) e passei um bom tempo sem comprar. Aos 25 eu voltei com essas. Lembro até hoje. Na hora do intervalo na faculdade vi a feirinha de livros. Olhei, andei por ela, pesquisei preços e saí de lá com "A Cabana" e "Histórias para Aquecer o Coração". A última vez que vi meu pai, estava lendo "Histórias para Aquecer o Coração". Aquelas histórias lindas, uma delas especificamente, me marcou e muito. 

  Os livros podem ser partes importantes de nossa vida, de nosso cotidiano. Muitas vezes nós nos identificamos com personagens e até mesmo com a história. Voltando a falar sobre meu pai. Ele me lembrava fisicamente o Senhor Madruga. Magrelo, irônico, com a cara meio enrugada, apesar de não mostrar realmente a idade que tinha. Morei seis anos longe de casa, saí com 19 e voltei com 25, na semana que completei seis anos de independência, voltei pra casa pra cuidar dele. Ele precisava de mim. Prometi que tentaria ser a melhor filha do mundo. Cuidei dele, perdoei ele e ele me perdoou. Todos os dias eu lia para ele uma história diferente, lições de vida. Sentávamos na beirada do fogão à lenha lá no sítio, e toda noite, por volta das sete, eu lia uma linda história pra ele. Quando ele faleceu, eu fiquei desolada, e por algum motivo eu me culpei. Fiquei um tempo sem ler nada depois disso, não sei bem o porquê. Mas não tinha mais vontade de ler. Foi quando ganhei de uma das minhas irmãs o livro "A Última Música". Já tinha assistido o filme, sabia o que acontecia, mas o livro é sempre melhor, então resolvi ler. Gente, parecia a minha história, a nossa história, minha e de meu pai!

    Não sei se isso de certa forma me motivou, mas voltei a tomar gosto pela leitura. E não parei mais! Desde então estou numa "piriguetagem literária" que só! Piriguetagem literária, adorei isso! Aquela pessoa que está lendo um e de olho em outros, ahahahah... Essa semana mesmo: estava em Sampa, tinha acabado de desembarcar do ônibus vindo de Minas Gerais, e enquanto esperava meus amigos chegarem para me trazer para a calmaria interiorana, deixei minha mamys com as bagagens e fui comprar algo para comermos. No meio do caminho vi uma livraria, entrei e uma hora depois saí com três livros de lá! Pior: estava com um na bolsa que eu não vejo a hora de terminar de ler, mas  sabe o que fiz? Foi mais forte que eu,  imediatamente comecei a ler um deles. Resultado? Ah, isso é fácil de adivinhar: deixei o outro de lado e hoje já terminei o que estava lendo, e logo, logo tem resenha dele aqui no meu cantinho.


   E como toda piriguetagem tem um alvo amoroso, eu também tenho muitos amores nos livros. Sou como o Lou Bega na música "I Got a Girl", onde ele fala que tem uma garota em cada canto do mundo. Simultaneamente, me lembro de uma música do Martinho da Vila, que ele gravou quando eu estava na minha adolescência, sabe, aquela que ele fala que já teve muitas mulheres? "Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores..." Sou mais ou menos assim com os livros. Tenho tantos amores literários... todos sabem que sou louca pelo Mr. Darcy de "Orgulho e Preconceito" e que decidi me casar com Peeta Melark de "Jogos Vorazes". Mas tenho outros grandes amores. Quem não ama o Romeo? A Julieta deve amá-lo muito, mas eu também o amo, rs! O Alex (Simplesmente Acontece), o "Querido John" - ele é adorável! - o Percy Jackson, estou bem apaixonada pelo Quatro (Divergente) também, Caleb (Prova de Fogo - apesar de odiá-lo até a metade do livro), o Caçador Eric (Branca de Neve e o Caçador) e o Caçador da Branca de Neve do livro "A Once Upon a Time Tale", e não posso me esquecer do Noah (Diário de uma Paixão) e seu amor incondicional. Também não dá pra esquecer o Dawson de "o Melhor de Mim" - melhor livro do Sparks em minha humilde opinião -  enfim, muitos amores. Já me senti parte de muito livro também. Esse que eu citei ali em cima, "Simplesmente Acontece", gente, credo! Parece minha história - ô menina azarada, sô! Só que diferente dela, eu não engravidei cedo, mas as oportunidades perdidas, sabe, isso é zuado... Como pode um escritor saber tão bem como entrar na vida das pessoas? Já fui tributo, já fui fui pra guerra, enfrentei fúria de deuses gregos e romanos, passei por facções, sou narniana - claro - passei um tempo no castelo da Imperatriz dos Etéreos, já viajei pelo tempo e espaço. Estive em outros planetas, universos paralelos, dei um rolê no vórtice temporal (conversa de Whovian, hein? rs!), e ando sempre na companhia dos patriarcas e profetas, reis e rainhas, discípulos e sábios, e caminho ao lado de Jesus ansiando pela nova terra toda vez que abro o livro sagrado e tiro algumas sábias lições. 



   Enfim, ler nos motiva a sonhar! Então, meu único conselho é esse: LEIA! Não importa que seja um livro pequeno ou um calhamaço, um gibi ou a embalagem do condicionador. Desenvolva esse hábito, saia um pouco da televisão, e viaje por todos os lugares possíveis! Sabia que eu visito direto a Carolina do Norte e ainda hoje de manhã eu estava em Jerusalém e no final do dia na Irlanda? Semana passada eu estava na Índia e no Canadá, esses dias atrás na França e na Alemanha, Nárnia já é caminho de roça, e já visitei alguns lugares escondidos como Hogwarts e as Montanhas Geladas. Já estive até mesmo a prisão mais segura do universo: Shada! 

    Bem, senhores e senhoras, vou ficando por aqui, preciso dormir, ahahah....

Um grande e apertado abraço, aproveitem o fim de semana pra descansar e ler muito! Beijos e mais beijos, se gostarem do post, quiserem tirar alguma dúvida, deixem recadinhos, adoro quando vocês deixam! ^.~



FELIZ DIA MUNDIAL DO LIVRO - ATRASADO! 


Beijoooo! =)