sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vida e Obra: Jane Austen - Resenha #12 Jane Austen: Uma Vida Revelada

Hello Sweeties....

Eu sei, eu sei. Faz muito tempo. Me perdoem! Fiquei meses sem computador, quando o computador chegou fiquei sem internet. O pior de tudo foi ficar sem tudo o que tinha no meu computador: fotos do meu pai que já faleceu há uns anos, fotos do tempo da facul, dos meus alunos, arquivos com minhas aulas, e o pior de tudo: meu TCC! Maldito Cavalo de Troia! Enfim, quando postei sobre o livro Shada, eu estava lá no Rio, curtindo os últimos dias de 2014 e os primeiros de 2015 na casa da minha querida amiga Dany Costa, junto com outros grandes amigos - Cris, Marcio, Rodrigo e Aline - e gente: foi mara!!! Ver o Marcio imitando o Freddie Mercury pertinho da meia - noite foi demais. E sim, viramos o ano ouvindo Queen. Inspirador, hein? rs! Mas, me lembro que ao fazer essa postagem eu prometi resenha para a próxima, então, aqui vou eu: vamos falar sobre ela, maravilhosa Jane Austen. Nada melhor do que uma biografia para saber mais sobre um autor que a gente admira, não é?
"JANE AUSTEN - UMA VIDA REVELADA." Título de uma grande obra!

Em primeiro lugar, quero compartilhar um segredo com vocês, amigos: eu não terminei de ler esse livro!!!!! Não por ele ser chato e massante, ao contrário, eu estava comendo o livro. Mas voltando de São Paulo em um dia muito deprimente da minha vida, eu estava lendo no busão e dormi. Acordei e desci depressa pra pegar o outro bus. Aí já viu tudo, né? Esqueci o livro no banco do ônibus! E nem tive a chance de correr atrás do prejuízo. Perdi meu livro! E venhamos e convenhamos, que livro lindo! A capa azul com essa fita rosa com o título ficou perfeita. O livro conta a história de como Jane se tornou essa famosa romancista, e como ela teve coragem de usar seu nome em pleno século XIX. Pra quem não leu nada da autoria de Austen, já deixo avisado que esse livro solta muitos e muitos spoilers a respeito de outros livros. Mas, bora conhecer um pouco de Jane e do livro?


Sinopse: Uma biografia contundente, perspicaz e divertida como uma legítima obra de Jane Austen, a vida revelada da escritora mais importante do século XIX. Embora seja uma das escritoras mais amadas de todos os tempos, Jane Austen ainda é uma figura de grande mistério. Seria ela a gentil e doce tia Jane? Ou uma moça de língua afiada, ardilosa, como sugere sua escrita? Como passava seus dias? E, se ela nunca alcançou o mesmo final feliz de suas personagens, teria ao menos encontrado o amor verdadeiro? Ambientando sua narrativa no contexto da aristocracia inglesa do século XIX, Catherine Reef extrai informações de cartas escritas por Austen para conceber um relato íntimo da vida e dos sentimentos da escritora. A narrativa inclui detalhes dos seis fascinantes romances publicados pela escritora.

É isso o que está escrito na contracapa do livro. Mas vamos ao livro:

Austen nasceu em Steventon no dia 16 de novembro de 1775, sendo ela a sétima filha do reverendo George Austen e de Cassandra Leigh. Naquela época as mulheres não tinham muitas oportunidades, algumas frequentavam escolas para moças e outras obtinham a educação em casa com governantas. Os Austen não tinham como manter uma governanta, e decidiram então mandar suas filhas para uma escola de meninas. Algum tempo depois, devido a uma doença grave de sua irmã, elas abandonaram a escola e voltaram para casa, mas nunca deixaram realmente de estudar, e desde cedo, Jane desenvolveu um gosto imenso pela escrita. Sua irmã estava noiva de um oficial, porém quando esse veio a falecer antes do casamento, Cassandra decidiu não se abrir mais para o amor, e passou a usar roupas sem decotes e toucas nos cabelos - itens que pertenciam a mulheres casadas de meia idade. Aos 20 anos, Jane conheceu um parente de uma amiga chamado Thomas Lefroy, por quem desenvolveu um grande afeto e esperava um pedido de casamento. Lefroy, porém, partiu seu coração indo embora para se casar com uma moça da aristocracia para salvar sua família da pobreza iminente. Jane e Lefroy nunca mais se encontraram e ela nunca mais pronunciou seu nome outra vez. Após o falecimento de seu pai, Jane, sua irmã e sua mãe se mudaram algumas vezes, passavam temporadas com seus irmãos que viviam bem e ela voltou a dedicar sua vida à escrita. O livro contém ainda pequenos resumos de suas obras, e aí vem os spoilers, porque ele revela os finais dos livros, de como Jane arquitetou suas heroínas. Jane nunca se casou, e assim como sua irmã, antes dos 30 anos passou a se vestir como uma senhora de meia idade, sem decotes e com touquinhas esquisitas na cabeça. Talvez para a época fosse um charme, mas acho feio pra burro! Os últimos capítulos falavam sobre os livros Emma, Abadia de Northanger e Persuasão. Fiquei um pouco revoltada ao descobrir o final de Razão e Sensibilidade, pois já está na estante - ali no meio dos livros não lidos, sabe, rs! - mas fiquei mais revoltada com a perda dessa grande obra.



Eu não cheguei no final, mas sei que se é uma biografia, então fala sobre a morte, e todos sabemos que ela já morreu. A não ser que haja alguém como minha cunhada, que ficou boquiaberta quando soube que Bob Marley morreu. Detalhe: ela soube ano passado por mim e por meu irmão! Cunha, sei que a notícia te abalou, mas tivemos que rir de você, sorry!!! Ahahahahahaahah... Bom, em 1817, com 41 anos, Jane começou a escrever a obra "Sanditon", mas teve de abandonar a escrita pois foi levada à Winchester para tratamento, porém, no dia 18 de julho faleceu tendo com suas últimas palavras: "não quero nada mais que a morte." Deixou tudo o que possuía para sua irmã Cassandra. Em sua lápide, não menciona que ela foi autora, porém após sua morte, seu irmão publicou suas memórias e então foi colocada uma placa dizendo que ela foi uma escritora e salientando que "She opened her mouth  with wisdom and her tongue is the law of kindness" (Ela abriu sua boca com sabedoria e em sua língua reside a lei da bondade). 

O livro não revela muito da vida de Jane, pois a própria autora do livro, Catherine Reef, diz que podemos conhecer muito sobre um famoso lendo suas cartas e diários, porém Jane não deixou nenhum registro. Após sua morte, praticamente todas as cartas foram queimadas, e poucos relatos existem, ou seja, a pequena grande autora, ainda é uma incógnita para o mundo. O filme "Becoming Jane" - Amor e Inocência em português - conta uma parte da história da autora com Anne Hathaway como Jane e James McAvoy como Lefroy, mas confesso que aprendi mais sobre ela no pequeno livro do que no filme. Interessante também é que na época georgiana, as mulheres não podiam herdar nada, apenas o filho mais velho, ou o parente homem mais próximo do pai. Vemos isso em Orgulho e Preconceito com a chegada de Mr. Collins na vida dos Bennet.
 Austen que antes não tinha dinheiro para nada e precisava morar com seu irmão devido a sua condição de mulher, passou a ganhar muito dinheiro com suas obras, e assim teve a oportunidade de desfrutar de algumas coisas que lhe foram negadas a vida toda.
Um fator interessante também são as fotos contidas no livro. A capa já fala por si: é a silhueta de Jane Austen encontrada em um dos poucos registros sobre ela. Outras curiosidades sobre vida e obra de Austen? Bem,  o filme "As Patricinhas de Berverlly Hills foi baseado em Emma, e agora em 2015 teremos no cinema uma versão macabra do meu livro favorito: Orgulho, Preconceito e Zumbis (oi?!?), e como Mr. Collins teremos ninguém menos que ele: Matt Smith - eterno 11º Doctor. Fiquei brava, o Mr. Collins é muito chato, e eu amo o Matt, snif, snif!!!

Pontos positivos: O livro é encantador! Cheio de imagens de filmes baseados nas obras de Austen, capa perfeita com a silhueta da autora, resumo de suas obras, vivacidade na escrita, o típico livro que pra quem é fã de literatura inglesa ou de biografias que não dá pra parar de ler, não dá pra respirar! E ele não tem aquela linguagem pesada que a literatura inglesa possuía antes. Ler Jane Austen é maravilhoso, mas demorei mais pra ler Orgulho e Preconceito - que é meu livro favorito da vida - do que as sete Crônicas de Nárnia, que também é literatura inglesa. As obras de Austen, Francis Burnett, as irmãs Brontë possuem aquela escrita típica da era georgiana, o que não me assusta, pois sou fã de Shakespeare que a escrita é da era vitoriana, mas é massante, eu confesso, é massante de ler - mas adoro mesmo assim. 
Ponto negativo: Foi impossível terminar de ler esse livro. Eu perdi no busão, lembra?!? E agora, vai levar um tempinho até eu comprar outro! Buááááááá.....

Bom, se eu puder dar uma boa dica de leitura, com certeza é essa: "Jane Austen - Uma vida Revelada." Pra quem curte biografia, essa é um ótima pedida! Pra quem não curte biografia, experimente ler essa, é uma ótima pedida! Pra quem não gosta de ler, que tal começar tentando com esse livro? É uma ótima pedida! Ou seja, em toda e qualquer circunstância, esse livro é uma ótima pedida!

Conheçam um pouco mais de Jane Austen, se apaixonem pela escrita dela, e quem ainda não leu, por favor, leia Orgulho e Preconceito e também se apaixone pelo Mar. Darcy e pelo espírito forte e heroico de Lizzie.



Galera, vou me despedindo por hoje, prometo não demorar tanto! Leiam, curtam, indiquem para seus amigos, comentem... Gosto muito das visitas e dos comentários de vocês! Tenham uma ótima noite, fiquem com Deus!
Goodbye Sweeties! 



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Resenha #11 - Shada - Gareth Roberts

Hello Sweeties....
Tudo bem com vocês? Primeiramente: FELIZ ANO NOVO!!! FELIZ ANO TODO!!!

Nesse último mês estive lendo o livro Shada, de Garret Roberts. É que foi o seguinte: eu disse que não ia comprar livros até ler todos os parados. Mas eu não resisti e entre novembro e dezembro me dei dez livros e uma miniatura da TARDIS. E entre esses livros comprados, resolvi me dar uma "Aventura perdida de Douglas Adams", rs, o roteiro perdido/esquecido de Doctor Who.

Em Shada nós conhecemos Skagra, um terrível vilão que quer ser um tipo de deus e ter o controle mental do maior bandido de Gallifrey (planeta natal do Doctor). Junto com sua companion Romana e seu robô cão K-9, o Doctor vai até uma famosa universidade da Inglaterra para atender ao chamado de um velho amigo, o professor Chronotis, que roubou um importante artefato de seu planeta e agora eles precisam levar de volta. O problema é que Skagra também está atrás desse artefato, e ele trava uma bela encrenca com o Doctor e Romana.

Skagra consegue o artefato e usa Romana com sua sabedoria de Timelady para abrir a esquecida prisão - Shada - para retirar o maior bandido de todos os tempos.

Pontos positivos: Shada é uma aventura perfeita para qualquer Whovian. Tem as fases do temperamento bipolar do Doctor (e de Skagra também), e também podemos conhecer - para quem não conhece - a fofa Romana, que é o chão do nosso querido Doctor. Como coadjuvantes nessa bela aventura, temos além do professor, Clare e Chris, dois professores nerds da universidade.
Pontos negativos: Em alguns pontos a aventura se arrasta um pouco, mas dá pra entender perfeitamente, pois não é um roteiro de  livro, mas um roteiro para um arco da temporada. A aventura é com o 4° Doctor, o excêntrico sorriso largo, olhos arregalados e o cachecol que muitos Whovians copiaram para seus cosplays e tudo o mais.
Tentei não dar spoiler, afinal, quero que cada um leia.
O legal é que dá pra viajar muito com o Doctor. Eu já peguei carona com ele na TARDIS há dois anos, e nada me tira de lá, rs, mas viajar dessa maneira, uuuhhh.... Foi incrível! O roteiro é muito bem escrito, a história é ótima com seus pontos fofos, com seus pontos altos e com seus pontos baixos, mas isso todo livro tem. Não quero mais falar, porque hoje não estou fazendo resenha, apenas indicando o livro.
Então, amores, leiam Shada, se apaixonem pelo Doctor, viagem na TARDIS - que é maior por dentro do que por fora - e depois me digam o que acharam.

Espero seus comentários, ok???

Então, até a próxima, e prometo resenha para o próximo post, tá?

Good night Sweeties!

Beijos e feliz ano novo!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Conto - Venha Ver o Pôr - do - Sol - Lygia Fagundes Telles

Hello Sweeties....

Férias chegando, amém? Em breve, muito breve, terei mais tempo para me dedicar a vocês e ao meu cantinho especial. Hoje quero compartilhar com vocês mais um texto da maravilhosa Lygia Fagundes Telles. De longe, uma das melhores autoras do Brasil. 
Quando comecei a fazer faculdade de Tradutor/Intérprete (e infelizmente não pude terminar =/), em uma das aulas de teoria literária eu conheci a obra "Venha Ver o Pôr - do - Sol". Confesso que fiquei dias impressionada. Nunca tinha lido algo tão ousado, na época eu não costumava ler muito esse tipo de escrita. Mas, atualmente, um de meus favoritos.
Vamos lá então?

** SPOILERS**
O conto fala sobre um ex-casal. Ricardo e Raquel. Ricardo amava muito Raquel, mas ela o trocou por outro cara, mais velho e mais rico. Ricardo convida Raquel para uma conversa de amigos, um último encontro. Ele lhe dá o endereço, porém o calçamento acaba e o táxi não consegue chegar no local. Ela precisa andar a pé o restante do caminho, suja seus calçados e já chega reclamando com Ricardo. O jovem ri, e a toma pelo braço, adentrando com Raquel para um cemitério abandonado. Ela não entende, fica um tanto temerosa e depois de um tempo, Ricardo fala que é um cemitério abandonado, que sua gente está enterrada lá e que ele quer mostrar à ela o mais lindo pôr-do-sol que ela já viu. A moça desdenha de Ricardo, diz que eles poderiam se encontrar em um bar, que ela pagava e o jovem irritado não aceita (nesse momento, é possível entender a ira de Ricardo com o término do namoro). Enfim, quando estavam caminhando pelo cemitério, Ricardo começa a comparar a moça com uma prima. Maria Emília. Ele fala que ela foi sua namorada e que o amava muito, mas ele não correspondia esse amor. Ricardo então tem a súbita ideia de levar Raquel até o mausoléu onde sua prima está enterrada para que Raquel veja a foto da prima e possa notar como elas são parecidas. Apesar do medo, Raquel entra na capelinha. Lá, com um ar muito triste e sombrio, Ricardo vai se lembrando de Maria Emília, de como ela e Raquel eram parecidas. E ainda diz à moça que o que ele mais gosta naquele cemitério é a paz, o abandono, o fato de não ter ninguém por lá, ninguém é enterrado lá há anos e tals... Enfim, adentram a capela, descem os degraus e quando se aproxima do túmulo de Maria Emília, pede que Raquel veja também a foto para comparar as semelhanças. Raquel com frio e medo se aproxima do túmulo, acende um fósforo e lê: "Maria Emília, nascida em vinte de maio de mil oitocentos e falecida..."... Raquel deixa cair o fósforo e fica imóvel. Não podia ela ser a namorada de Ricardo, estava morta há mais de cem anos! Raquel quis questionar, e quando já ia chamando Ricardo de mentiroso, ouviu o baque metálico do portão. Ninguém estava lá com ela. No topo da escada, Ricardo, observando Raquel, com as chaves na mão com um sorriso meio inocente, meio malicioso. Raquel começou a esbravejar, dizia que odiava aquele tipo de brincadeira e o chamando de idiota. Ricardo lhe diz que o sol entra por uma fresta e aos poucos vai sumindo, e que naquele local, Raquel terá o pôr-do-sol mais lindo do mundo. Ela então em uma atitude desesperada tenta flertar com ele, dizendo, ou melhor, implorando para ele abrir. Ricardo já não sorria mais. Estava sério, e suas últimas palavras foram: "Boa noite, Raquel! Boa noite, meu anjo". Fechou então o portão enferrujado, guardou as chaves no bolso, e escutou o grito de Raquel: "NÃO!". Sem olhar para trás, Ricardo ouvia os gritos abafados, mas ao se afastar mais, os gritos cessaram. Crianças brincavam de cantigas de roda, e no portão, ele parou e tentou ouvir algo constatando que ninguém ouviria nada. Acendeu um cigarro, e desceu ladeira abaixo.
                                                                    ****************
Esse conto surpreendente me mostra que Lygia é realmente uma incrível escritora. Assim como disse na postagem "As Cerejas" que fiz um tempo atrás, ela desembaraça a história e só revela quando ela quer! Achei estranho o encontro no cemitério, mas nunca cogitei a possibilidade de Ricardo ser tão vingativo assim. Só no final entendi o porquê do nome do conto. Era o último pôr-do-sol que Raquel veria. 

Podemos notar também algo sobre Raquel. Ex - namorada de Ricardo, trocou ele por um homem velho, rico e ciumento, que estava farto de saber dos casos de Raquel. Então, ela era uma safada filha da mãe, que tinha várias aventuras por aí, mas que agora estava com alguém que podia dar uma vida luxuosa pra ela. Ainda desdenha de Ricardo, falando que "aguentou" o moço por um ano. Além de safada era sem noção. Está com o ex-namorado em um cemitério em ruínas ao lado de um terreno baldio e começa a desdenhar do cara e exaltar o atual? Não digo que ela mereceu o fim que teve porque não sou a favor desse tipo de coisa, mas, poxa, mexer com um cara taciturno em um ambiente desses? Meu chapéu, eu não faria isso! Mas, ele já tinha esse plano em mente, não foi obra do acaso. Nota-se isso quando Raquel olha na fechadura e percebe que é nova. Ele queria que Raquel tivesse seu último pôr-do-sol, e escolheu um lugar abandonado para que demorasse muito tempo para ser descoberta. 

Como ficou a consciência dele depois? Não sei. Essa é a magia da escrita de Telles, ela te deixa imaginar... Confiram o conto aqui ó: 

http://www.beatrix.pro.br/index.php/venha-ver-o-por-do-sol-lygia-fagundes-telles/ 

Falei demais, pra variar, né? rsrsrsrs...

Espero que tenham gostado, amores, comentem pra gente trocar figurinhas. 

Goodbye Sweeties! 

sábado, 29 de novembro de 2014

Resenha #10 - Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Hello sweeties....

Galera, tudo bem? Desculpa a minha ausência por este tempo. Ainda estou machucada, meu probleminha virou um problemão, fiquei uns dias sem trabalhar e tals, mas, vamos que vamos. Ainda não estou nem 40%, mas aos pouquinhos, vou melhorar. Mas, vamos ao que interessa?

Hoje vim aqui para falar sobre meu livro favorito de todos os tempos: Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice - Jane Austen). Ainda não falei sobre esse livro fantástico da literatura inglesa.

Lembra que eu comentei há um  tempo sobre o Clube de Jane Austen no Google+ que eu participo? Pois bem, começamos lendo aquele livro. Aquele fantástico livro, e eu nunca fiz um post sequer sobre ele. Pra quem não gosta muito de literatura inglesa, coloquei bastante imagem pro post não parecer tão grande, e pra ficar bem colorido esse post. Vamos conferir?


Orgulho e Preconceito traz uma narrativa interessante sobre como a mulher era vista na Inglaterra na época. Afinal, século XIX as mulheres não tinham livre arbítrio, eram apenas fantoches nas mãos dos homens. Austen era ousada para a sua época e foi considerada a maior romancista de todos os tempos. O livro possui várias capas e para diferentes tipos de edição (de bolso, tradicional, bilíngue e tudo o mais). Eu li pela primeira vez por volta de novembro de 2011 uma edição menor. Mas em outubro de 2012 eu adquiri a minha edição: bilíngue, capa de luxo com a foto do filme, igual a essa aqui embaixo ó: 

Linda, né? A Kiera e o Matthew formaram um casal adorável como Lizzie e Mr. Darcy. Sabe que por muito tempo eu bem que desejei um Mr. Darcy pra mim, né? Só que sem aquela arrogância inicial. Bom, vamos ao conteúdo do livro, então? Prometo TENTAR não dar muito spoiler!


Elizabeth Bennet é a segunda das cinco filhas do casal Bennet que vive em Hertfordshire. Uma garota de 21 anos, cheia de vida, que adora sorrir, ler e dançar. Para sua mãe ela é a menos favorita das filhas, uma vez que para seu pai ela é a mais adorável. Para Sir Lucas, Lizzie é a mais valiosa joia do campo. Lizzie é uma garota gentil que encanta muitas pessoas, e quando ela conhece Mr. Darcy, um homem prepotente e arrogante, ela consegue colocar  pra fora os seus mais repulsivos desejos de ódio por uma pessoa. E esse ódio cresce cada vez mais, ela não consegue suportar a presença deste homem perto dela. Após meses tendo encontros e desencontros com esse desagradável (e lindo) senhor, ela descobre alguns elementos de sua vida que justificam suas atitudes, e assim, aquele homem que ela jurara odiar a vida toda, passa a ser objeto de sua admiração. Lizzie então passa a defender Mr. Darcy com unhas e dentes, e quando tem a oportunidade de encontrá-lo mais uma vez, ela conhece sua adorável irmã com quem desenvolve um grande vínculo. Até que devido a um sério problema, Elizabeth se vê em uma grande confusão familiar que Mr. Darcy secretamente acaba por ajudar, e isso faz com que ele fique bem aos olhos meigos de Elizabeth. 


Nossa, como foi difícil escrever sem dar detalhes. É que eu quero que o Marcos Apolo Junior leia o livro, então não posso dar spoiler, ahahah... Enfim, falando um pouco sobre a época: Jane Austen era uma mulher incrível! Ela era muito pra frente para a sua época, como já disse ali em cima, foi a maior romancista de sua época. O que é interessante é que Austen escreve seus livros de uma forma interessante. Não é aquele romance meloso, sabe, aquele cheio de amor e palavras bonitas, mas algo mais político. Ela mostra como era a sociedade em sua época e tenta transcrever em seus livros o que ela gostaria que acontecesse. Que a mulher tivesse mais força e vitalidade, e não que fosse vista e amada por sua capacidade de gerar filhos, mas que fosse admirada por sua capacidade intelectual. 
Gente, eu amo esse livro! Não posso mais falar nada, senão vou começar a contar! Ahahahah... 
Só posso dizer que o filme assim como o livro é extremamente lindo. As atuações são maravilhosas. As moças que interpretaram as filhas Bennet são espetaculares atrizes, sem contar em Donald Sutherland como Mr. Bennet. Filme lindo, com uma linda fotografia, com uma mensagem de amor e respeito ao próximo. Gente, lindo esse livro!!! o papel de parede do meu computador é uma imagem do filme, rs!
Não quis falar muito, poque eu sempre falo demais, e com certeza, Orgulho e Preconceito não me impediria de falar, e falar, e falar, e falar e continuar falando, rs! Leiam, aproveitem, se encantem com a escrita, e, claro, comentem aqui. Estou doida para ouvir a opinião de vocês! 


Orgulho e Preconceito - Pride & Prejudice - Jane Austen.
Boa noite, sweeties! 
Beijos pra vocês!!!




sábado, 8 de novembro de 2014

Resenha #9 - Se Eu Ficar - Gayle Forman

Hello, Sweeties...
Estou participando de uma comunidade no G+ chamado "O Clube de Jane Austen", (Rebeca Fonseca, linda administradora do clube, adoro você! Sara, Adriana, Lu, Elisângela e todos do clube, beijos pro cês!) porém, nós membros não lemos apenas Austen, mas de tudo um pouco, e pra esse mês a leitura escolhida foi "Se Eu Ficar" de Gayle Forman. Estava super empolgada para começar a ler, votei para a leitura dele, porém, algo me dizia que eu não deveria comprar. Pedi emprestado pra uma aluna e comecei a ler. E uma surpresa: que leitura massante!
Gente, eu sei que gosto é uma coisa complicada, e o máximo da leitura é que a gente pode debater sobre os temas propostos, claro, brigar por meros detalhes é coisa besta, mas, discutir intelectualmente é a beleza da coisa. E podem me criticar, não me importo: Que livrinho chato!

SPOILERS:

Um belo dia, a menina sai com a família e eles sofrem um acidente de carro. Ela então vê seus pais já mortos e quando ela vai procurar o irmão dela, ela nota que está fora do corpo e então ela passa a acompanhar todos os passos dos médicos até o hospital para a recuperação dela. Ela descobre mais tarde que o irmão também morreu e ela precisa tomar uma decisão: morrer ou viver. E ela passa o livro inteiro em uma depressão profunda! "Se eu ficar eu não terei mais minha família, então é melhor eu ir, mas meu namorado vai sofrer, então devo ficar, mas se eu ficar não terei meus pais pra me aconselhar, então é melhor eu ir, mas minha melhor amiga vai ficar mal, então devo ficar, mas se eu ficar nada vai suprir a minha dor, então eu quero ir...."  E é essa mesma chatice o livro todo. Velho, que raiva!!! Parecia que eu estava lendo Lua Nova de novo, mesma chatice...

Eu não sabia que o livro era nesse naipe,senão eu nem teria lido. Eu sabia que contava a história de uma menina que tinha perdido a família e tinha sofrido um acidente e que ela teria que escolher entre viver ou morrer, só que eu não esperava nada comparado com essa história. Eu não tinha lido nada sobre, não vi trailer do filme, nada, estava leiga!

Claro que o livro é muito bem descrito, fiquei louca pra conhecer a região de Boston de tanto que ela descreve os lugares, as paisagens e tudo o mais. Só que sei lá, sabe quando você não "xonou" pela história? Quando eu não "xono", eu não"xono", não adianta. E esse foi um desses casos! A história é muito bem escrita, mas não me cativou, hum-hum!

Se eu pudesse aconselhar, eu falaria: não leiam! Só que se ninguém lesse, como poderíamos fazer debates literários e amar tanto a leitura? Não devemos estereotipar, devemos respeitar a opinião de cada leitor, afinal, o que eu não gosto pode te agradar, e o que você gosta pode ser meu favorito! 

Enfim, quem já leu? Estou doida pra ouvir suas opiniões!

Good night, Sweeties...

Se Eu Ficar - If I Stay (Gayle Forman)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dia do Professor

Oi gentem...

Claro que eu ia passar por aqui hoje. No ano inteiro existem duas datas muito importantes que todos devem anotar em suas agendas. São elas: 24/08 e 15/10. Meu aniversário e o dia do professor respectivamente. Adoro ganhar presentes nesses dias, ahahah... Mas enfim, o foco não é esse.
Ser professor definitivamente não é pra qualquer um. Essa semana conversando com meus alunos do oitavo ano eu descobri que uma das minhas alunas não gosta da minha matéria, mas mesmo não gostando de Língua Portuguesa, ela é uma das melhores da turma. E pra fazer um drama, eu soltei um "você não gosta de mim" hoje na sala. Nisso uma outra aluna falou: "mas todo mundo sabe que ela não gosta de você!" QUÊÊÊÊ??? EU NÃO SABIA!!! Isso me deixou pensativa. Quantos alunos mais não gostam de mim? Essa aluna está comigo há três anos, e eu nunca notei isso. Só que na escola sou reconhecida por ser uma professora amiga dos alunos, que se importa com eles, que pega os problemas deles... quando fiquei insensível? Depois sabe o que eu me lembrei? Que nem Jesus, o único Homem verdadeiramente santo que passou nessa terra foi amado por todos. Ao contrário, nós o crucificamos e nem por isso Ele deixou de amar as pessoas. Pronto! Foi o suficiente pra eu parar de me preocupar! A ironia? Essa aluna no final da aula foi a única que ganhou um ponto a mais na média devido a avaliação de material e matéria. Assim que eu falei que ela tinha garantido um ponto a mais na média, a mesma aluna que me falou que a menina não gosta de mim soltou a pérola: "Pra que isso se ela nem gosta de você?". Pensei muito antes de responder que eu não avalio nem dou nota pra ninguém pelo amor que um aluno sente por mim ou o que eu sinto por eles. E é verdade. Ser professor é padecer. É rir, é chorar, é sofrer, é querer matar aquela criatura que pula em cima do seu joelho machucado, mas, de boa: como não amar essas pestes? Ahahah... Minha mãe não entende. As vezes eu chego em casa brava, querendo fulminar, degolar um infeliz e logo em seguida eu já estou rindo da situação e no outro dia, já esqueci. 
Creio que ser professor é um dom. É muito fácil amar crianças e adolescentes, mas não é fácil estar no cotidiano escolar deles. É muito lindo dizer que fez faculdade pra dar aulas, mas é muito difícil tentar aplicar as ideias de pensadores que viveram 380 anos atrás e adaptá-las para o contexto atual. 
Um taxista essa semana me falou que quando ele era pequeno ele tomou uma varada da professora. Ele aprendeu que deveria respeitar a autoridade da moça e tinha medo de apanhar dela. Sinceramente, nos dias de hoje meu medo é apanhar deles, eles definitivamente não têm medo de mim. Mas tudo bem, não penso como a Rainha de Copas da Alice no País das Maravilhas onde ela diz que é melhor ser temida do que amada. Eu prefiro ser amada. E claro que tem aluno que não gosta de mim, não entendi o porquê eu fiquei tão indignada. Eu odiava quase todos os meus professores!!! Quem sou eu pra cobrar amor incondicional de aluno? Ahahah...
Enfim, ainda não tenho anos e anos de experiência, com certeza vou encontrar alunos que me amarão, os que me odiarão e eu terei de aprender a lidar com isso e não levar pra minha vida pessoal. Pra minha vida pessoal tenho que levar o aprendizado dessas crianças e saber que fiz o meu melhor, que fiz a diferença nas vidas deles. Que eu nunca seja para meus alunos o que meus professores pregos foram pra mim. Claro que existem aqueles inesquecíveis, como minha primeira professora Leila, ano passado eu fui professora do neto dela. Ou a Regiani, (está correto o nome dela, viu? rs!) atualmente somos colegas de profissão, ou ainda meu inesquecível "psor Má", o professor Marcelo de inglês do 2º colegial. Teve também o psor Gatão, a psora Freddie Kruger, a tia Pantera Cor - de - Rosa, a "Claudiona - loca", e tive até uma professora no Magistério que se parecia muito com a Mini - Ranheta do Picapau... E claro que tem os da facul, o professor Dorival Dugnani, por exemplo. Como eu puxava o saco daquele homem, gente... Ele era nosso professor de Literaturas. A primeira Literatura que ele nos deu foi a inglesa, e quando ele entrava na sala com aquele vozeirão dizendo "boa noite senhoras e senhores..."Ai, ai... E quando ele falava com aquele inglês britânico perfeito, umas amigas falavam que quando ele falava assim elas até pensavam em trocar os maridos pelo Dug, heheheh...
Os mestres nos ensinam o caminho para tudo. Um médico, um engenheiro, um arquiteto, enfim, todos passaram pelas mãos de mestres. Uma professora minha uma vez me disse que o dentista dela desdenhou de sua profissão; ela apenas olhou pra ele e disse: "Lembre-se que quem te colocou onde você está no momento foi um mestre". E é verdade. Tudo começa com o educador. Ele que te ensina o ABC, que te dá as primeiras noções de palavras e que te acompanha até a faculdade. Esses mestres aí do lado também são fera, sou fã deles, ahahahah... Enfim, queria ser como a Professora Maluquinha, aquela personagem do Ziraldo, sabe? Ela é fofa, ama o que faz é respeitada pelos alunos (e mal compreendida pelos pais e pela direção escolar, mas isso são ossos do ofício, rs!). Ao mesmo tempo penso no Mr. Shue da série Glee. Aquele professor é simplesmente fantástico. Ele ama incondicionalmente seus alunos e pra mim, na ficção, professor melhor que aquele não existe. Aquele que vibra com seus alunos e os encoraja a encarar a vida como ela é. Acho que preciso ser mais assim. Ser a diferença nas vidas dos meus picorruchos. Amar, aceitar, puxar a orelha, chorar junto, abraçar... Acho que isso torna a gente mais humanos.

                                                                                                                                                             






Professor William Shuester - Glee                Uma Professora Muito Maluquinha - Ziraldo 

E após duas horas tentando escrever isso, só tenho uma coisa a dizer: FELIZ DIA DOS PROFESSORES PRA NÓS!!!
E como sou Whovian, termino com uma foto do meu querido décimo Doctor como professor John Smith no episódio "Human Nature" - terceira temporada atual, onde ele se passa por um professor de 1913 com uma forma humana comum... Só assistindo pra saber o resto.
Beijocas, e até a próxima! 

Cecy...

domingo, 5 de outubro de 2014

Eleições...

Hey people, tudo bem com vocês?
Eu estou médio... No dia 30 de setembro eu caí. E foi ridículo! vou contar o que aconteceu:
Tive reunião pedagógica na escola que trabalho na parte da tarde e estava agoniada pra voltar pra casa. ou melhor, pra voltar pra minha cidade, pois em terças e quintas são minhas aulas de dança do ventre ("Habib, habib"...) e eu estou aprendendo a dançar o Derbak (se é que é assim que se escreve, rs!) e estou super empolgada com as minhas aulas. Ainda não  estou no nível da Jade (Giovanna Antonelli em O Clone), mas eu chego lá um dia - eu acho, ahahahahah!!!

Mas a reunião acabou tarde e depois de uma longa hora dentro do busão, finalmente cheguei em Ibiúna. Minha amiga Alessandra estava na minha casa passando uns dias e queria assistir minha aula -  na verdade ela queria tirar um sarro, estava louca pra ver a dureza aqui dançando, rs! - e eu estava quarenta minutos atrasada, mas mesmo assim fui pra aula. Foi ótimo, queimei calorias, deixei o stress de lado e voltamos pra casa felizes. Cheguei em casa e não achava a minha chave e tive a ideia mais óbvia do mundo: pular o portão e chamar minha mãe! Sempre faço isso. Sempre sou cuidadosa... só que dessa vez não fui tanto. Enrosquei meu pé no portão, caí, bati o joelho e tive uma luxação forte. Fui pro hospital e o médico mineiro - lindo -  me tratou muito bem - o que é um fato histórico aqui em Ibitown, uma vez que raramente tem médico, e raramente a máquina de raio - x funciona. Dei sorte, acho. Três dias de atestado em pleno encerramento de bimestre. Vamos melhorar isso? Quarta-feira, dia 01 de outubro. Amanheci com uma dor de garganta horrível e piorei durante o dia. Tosse, febre, dor, muita dor... A gripe me pegou feio! Tudo bem, já que estou de atestado mesmo a gripe vai ter que se curar junto com o joelho. 

E hoje, dia de eleições. Estou aqui esperando meu cunhado me levar para votar, para participar da "Festa da Democracia". Era pra eu ser mesária, fui convocada, mas consegui me livrar, ainda bem, não queria ficar o dia todo trabalhando e ainda mais com a perna machucada. Festa da Democracia... interessante esse nome. Fui CONVOCADA para a Festa da DEMOCRACIA e se eu me NEGASSE eu seria PROCESSADA. Mas, espera aí, não é uma DEMOCRACIA? Se é democracia, porque sou obrigada a fazer certas coisas? Enfim, consegui que outra pessoa me substituísse nas urnas, então, essa parte da democracia em que sou obrigada a trabalhar pra não ser processada eu me livrei. Agora tem a parte mais importante da democracia, aquela em que sou obrigada a votar. Sabe o que eu acho? De verdade? Que se nosso país não fosse tão ridicularizado pelas pessoas que colocamos lá em cima, todo nós teríamos orgulho de participar de tais festas. Não querendo criticar ninguém, mas já criticando, quem aceita e coloca candidatos como Tiririca está mostrando não uma forma de protesto, mas, mostra que não se importa com o país. E ainda se acha no direito de reclamar? Tudo bem, sorry, não acho ético falar abertamente os nomes dos candidatos e condeno os que expõem outros durante as propagandas eleitorais. Mostre seu trabalho bom ao invés de criticar o mau trabalho dos outros. Exalte os pontos positivos de suas ideias, e não os pontos negativos dos outros. Imagine se todos votassem com a mesma força que protestam? Porque medo de protestar, de bater nos jornalistas, enfrentar policiais, isso ninguém tem, são umas feras, uns leões. Em compensação, na hora de votar, a carapaça de besta-fera desaparece e o que vem? Um cérebro de minhoca! 

Eu ia comparar o post de hoje com um livro, obviamente, mas desisti. Essa será uma postagem sem livros. Sem dicas, sem comparações. Mas de conscientização. Gente, não vamos ser uns zés - manés que pulam o portão ao invés de chamar a pessoa que tem a chave. Vamos abrir os portões da maneira correta. O Brasil é um país lindo, com belezas naturais maravilhosas, as praias mais bonitas do mundo (tanto que tem um monte de estrangeiro morando aqui, procurando por elas). O meu país é um país que possui liberdade religiosa, cada um pode adorar em seu templo, possui liberdade de expressão, onde cada um pode ser o que quiser. Possui hospitais públicos, que por mais gritante que esteja a situação do país, todos têm direito a usufruir deste benefício, coisa que em outros países você só pode ser atendida se tiver plano de saúde. Meu país tem uma mulher na presidência, uma mulher que não fez nada, é verdade, mas ainda assim, um país que valoriza a mulher, enquanto em outras culturas a mulher é tratada como inferior. Vivemos em regime presidencialista, enquanto em alguns países o parlamentarismo é tirano em muitas situações. Então, se meu país possui tanta coisa boa pra mim, porque vou fazer coisas que não vão levá-lo pra frente? Precisamos ter ATITUDE. Esquece essa de votar em fulano porque o arroz ficou mais barato. Não vamos ter cérebro de minhoca, gente, vamos ser aqueles leões que fomos durante os protestos. Não arrotamos falando que não queremos isso ou aquilo? Então, vamos manter essa atitude, essa cabeça erguida, de povo humilde, mas não de povo estúpido. Vou almoçar e fazer a minha parte na "Festa da Democracia". Consciência, gente. Não precisamos ser contra a Seleção Brasileira, precisamos ser contra a Corrupção Brasileira. Afinal, não sei vocês, mas quando eu escuto as frases "És belo, és forte, impávido, colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza", eu tenho vontade de chorar. Afinal, de todas as letras de todos os hinos nacionais, desculpa, mas o nosso é o mais bonito. Então, vamos cuidar dessa nossa Terra adorada, afinal, "Entre outras mil, és tu Brasil, oh Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!"
Votem com consciência! Eu vou faze minha parte, e você?
Ah! E prometo que assim que eu me esquecer da chave novamente, pularei o portão de novo, mas tomarei mais cuidado da próxima vez, ahahahah...