sábado, 2 de janeiro de 2016

Happy New Year!



     Hey everyone...

     Passei aqui hoje pra desejar um ótimo ano novo! 
     Normalmente nessa época, costumamos fazer aquelas promessas de ano novo: emagrecer, viajar mais, se preocupar menos, trabalhar pra viver ao invés de viver pra trabalhar, mas, nem sempre cumprimos a meta. Em 2015 eu coloquei como meta que eu me cuidaria mais, sabe. Trabalho como um camelo e não me cuido, então, decidi que todo mês iria na esteticista, manicure duas vezes por semana e salão ao menos uma vez por mês. Não por vaidade, mas por amor próprio mesmo, sabe? Na esteticista eu consegui cumprir, as unhas eu tentei cumprir, mas às vezes não tinha tempo, e salão acho que fui duas vezes no ano, rs!
    Em compensação, comparado ao péssimo ano que tive em 2014, onde cada mês algo ruim acontecia, meu 2015 foi um ano bom, não posso me queixar. Comecei o ano desesperada pois tinha perdido meu emprego, com um joelho pra fazer cirurgia que me causava dores excruciantes. Hoje tenho emprego, ainda não fiz a cirurgia, mas meu joelho está bem melhor. Não sinto mais aquelas dores horríveis! 

                                                                                                   

    Descobri que tenho amigos maravilhosos que me amam tanto que não me deixariam passar por situações se eles soubessem que me causaria sofrimento. Relembrei que o amor da minha mãe me mantém muito forte, que talvez se não fosse por sua sabedoria eu daria muito mais cabeçadas do que costumo dar. Aprendi que com o dentista certo, o seu pavor de infância passa, e que é até legal voltar no consultório dele só pra dar uma lembrancinha e desejar boas festas. Ainda por cima, minha família é louca, bagunceira e excepcional! Não me imagino vivendo com outras pessoas que não sejam esses alucinados que eu amo mais que tudo, rs! Acima de tudo, não me esqueci que existe um Criador, Real, que me ama, que é Maravilhoso e que mesmo quando eu vacilo, Ele está ali pra mim. E a graça dEle me basta!
     Para 2016 minhas metas são: continuar me cuidando, vou ter que emagrecer obrigatoriamente, pois esses dias na Dany (I love you pra chuchu!) despertaram um alien no meu estômago, rs, valorizar as pessoas que me amam, lembrar como meus amigos são importantes pra mim. Quero reencontrar pessoas que já fizeram parte da minha vida que em algum momento foi necessária a ausência e afastamento, mas que agora eu sinto necessidade de reencontrar. Sim, você mesmo! Vou encontrar, hein?


   Então, hoje povo fófis, não tem livros, é só mesmo pra dizer que desejo a todos um FELIZ ANO NOVO!!!



sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Merry X-Mas!




  A todos os que sempre passam aqui no meu cantinho literário, boas festas! E boas festas para aqueles que não passam sempre e para os que estão passando pela primeira vez... Enfim, rs, boas festas para todos!





Beijos + Abraços + Bombons...


Cecy


Livro para o Natal?!?

    Morning, fellows!

   Hoje é dia de natal, e natal é a época que mais gosto no ano. As pessoas ficam mais amorosas, as coisas fluem melhor... O espírito natalino realmente mexe com as pessoas!


  Para esse período onde deveríamos voltar nossos corações para Cristo, infelizmente o comércio é que mais lucra. Todos se preocupam em dar presentes, vemos filmes sobre o tema, especiais de natal de nossas séries favoritas (ainda aguardando o especial de Doctor Who, rs!), mas parece que fica um vazio mesmo assim... Qual é o verdadeiro significado do Natal? Todos nós sabemos, mas fechamos nossos olhos e nos deliciamos com as guloseimas, a bagunça, o reencontro familiar, e, claro, os presentes. Tudo isso é ótimo, se eu falar que não gosto, pode acreditar que é mentira! Até porque ali em cima eu já disse que é a época do ano em que mais gosto.
  Recomendar um livro para o natal? Fácil! Esse aqui, ó:


    Dentro da Bíblia Sagrada nós encontramos não apenas sobre o significado verdadeiro do Natal, mas também ensinamentos para o resto da vida e para todas as coisas. Ali no Novo Testamento, temos quatro versões diferentes da história de Jesus, cada uma com detalhes diferentes que não encontramos nas outras. Jesus foi o Homem mais Sábio e o único totalmente Santo a pisar nesse planeta. Nós somos pessoas tão ingratas, pois foi por nossa causa que Jesus veio até aqui, nasceu em uma estrebaria, passou por privações, carregou nossa cruz e morreu por nós, e nós nos queixamos de tudo, nem nos lembramos de agradecer! Reclamamos do calor, do frio, da chuva, de trabalhar demais... tem gente que não tem o que comer no dia de hoje, e muitos de nós vão jogar os restos da ceia no lixo... que tal aproveitarmos essa época para colocar na balança a nossa vida? Até onde estou sendo bom?

    Agora, pra quem não gosta de ler a Bíblia, acha o livro difícil de interpretar, tenho aqui um que talvez chame a atenção: "Vida de Jesus", alguém conhece?

   Eu tenho ele aqui em casa só que com uma outra capa. Foi escrito por Ellen G. White e traz a história de Jesus dividida em quatro partes: nascimento, ministério, paixão e volta do Mestre. O livro é todo ilustrado por Jo Card com todas as ilustrações feitas a mão, com letras grandes para facilitar a leitura, páginas antialérgicas, e uma mensagem fantástica. Na primeira parte, é contada a história do nascimento de Jesus, época que estamos comemorando hoje. Engraçado que quando assistimos filmes, desenhos bíblicos ou até quando vemos ilustrações, a estrebaria sempre aparece limpinha, né? Sabe que não acredito nisso? Gente, um estábulo limpinho? A noite? Duvido! Sei que as pessoas limpam os estábulos durante o dia, mas de noite os animais já estão todos lá de novo, e venhamos e convenhamos, pelos registros históricos, sabemos que antigamente as pessoas não possuíam as condições higiênicas que temos hoje em dia. E mesmo que estivesse limpinho o local, imagina só o cheiro? Eeeecccaaaaaa!!!!! E foi assim que nasceu Jesus. Cercado de anjos, de amor, de feno, de animais fedidos, mas isso não tirou a majestade dEle e muito menos a importância do momento.
    Maria era muito abençoada, hein! Ser a responsável pela gestação e educação do Filho de Deus! Não acredito que nos dias de hoje alguém seja santa o suficiente para receber uma honra dessas!




   Esse é o índice do livro. Até o índice é ilustrado, olha que show!
   Eu tenho esse livro aqui em casa, dei pra minha mãe uns sete anos atrás. Minha mãe é semianalfabeta, ela mal lê e lê apenas letras de forma e bastão. E ela lê esse livro com tanta vontade que dá até gosto de ver. Já está lendo pela terceira ou quarta vez, todos os dias ela lê um pouquinho. Realmente, é um livro muito lindo. Os livros mexem com nossas emoções, e esse nos transmite paz, uma paz sem igual.
    Creio que não há necessidade de uma resenha sobre ele, pois todos nós conhecemos a história de Jesus, e Ellen White nos traz fatos sobre a época também que são desconhecidos para nós, principalmente para a nossa cultura ocidental tão diferente!

    Que no dia de hoje, nós nos lembremos que Jesus é o verdadeiro significado do Natal, mas que o espírito que nos move hoje esteja sempre presente em nossa vida, todos os dias!

    Beijos pro cês, amores, boas festas!


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Happy Doctor Day!!!

     Hello, Sweeties...

     Eu precisava comentar hoje sobre isso: Feliz Dia do Doutor!!! Há 52 anos, a BBC lançou uma série de ficção científica que na época nem eles mesmos sabiam que daria tão certo: DOCTOR WHO.

     Doctor Who narra as aventuras de um Senhor do Tempo. Quando essa série começou a ser transmitida, os produtores viram que dava certo e investiram pesado. O velhinho bonzinho que roubou uma máquina do tempo e viajava pelo tempo e espaço com sua neta e algumas outras pessoas. Até o ator ficar muito doente e precisar deixar a série. Precisava urgente de um substituto, e o ator escolhido era nada a ver fisicamente com o Doctor. Foi então que surgiu a ideia: e se o Doctor estivesse morrendo, só que usasse um truque para enganar a morte? Todas as células de seu corpo mudariam e automaticamente ele se tornaria uma nova pessoa, com uma nova personalidade? Caso não ficasse bom, ao menos eles tinham tentado, né? O que eles sequer imaginavam é que justamente esse  seria o segredo do sucesso de Doctor Who!

     Agora, minha história com Doctor Who, foi no mínimo engraçada. Eu moro em uma cidade muito festeira, sabe, muito mesmo. E tem uma época do ano que se tem festa a semana toda, e os horários de ônibus mudam, fica o Oh!, e eu faltei na faculdade pois não teria busão pro meu bairro quando eu chegasse. Então, sem nada pra fazer, peguei o controle da TV e mudei de canal. Vi um monstrengo horrível e zuado, e passei pro outro canal. Só que não resisti, eu queria saber que monstrengo era aquele. Dali alguns minutos, vejo correndo uma loura, um nego muito gato, um branquelo super power lindo e o Christopher Eccleston (!!!!!) que era o único que eu sabia o nome e que eu curto muito o trabalho dele desde minha adolescência. Era o episódio "Boom Town" da primeira temporada! No outro dia assisti de novo, achei super legal apesar de ouvir uns nomes que nunca tinha ouvido, e no outro dia assisti de novo, e o Eccleston se regenerou e eu não entendi nada. Ué, eu estava vendo o Eccleston, de repente vejo o carinha que fez o Bart Crouch Jr. em Harry Potter e o Cálice de Fogo? (Eu ainda nem imaginava que esse Doctor Tennant viria a ser o meu favorito, né?) Parei por aí, minha rotina voltou ano normal, uns dias depois eu assisti o segundo episódio da segunda temporada, e fiquei um tempão sem assistir. Quando assisti, era o sétimo episódio da quarta temporada. "Cadê a Rose?" foi a primeira pergunta que fiz, mas me esqueci assim que vi a Agatha Christie no episódio. Quando assisti de novo, mosquei mais ainda, porque vi um outro cara sendo chamado de "Doutor" (meu Matt!) por uma ruiva muito linda... Larguei mão de vez, decidi assistir certinho, o que demorou um bom tempo...

Whovianic dezembro de 2013
     Eu não imaginava que existiam tantos Whovians espalhados por aí, conheci um site onde eu podia baixar os episódios e mais ou menos uns oito meses após eu começar a participar ativamente dese site, os administradores do site marcaram um Whovianic, e eu saí daqui do interior e me descambei pra Capital, arrastei a Quenia comigo, só pra participar desse evento, e gente, tinha um bando de doidos por lá. Uma galera gente boa, gostei de todo mundo. Tinha até uma cópia feminina do Master (antes de ele se regenerar em Missy) e uma cópia masculina da River Song, ele era O River, hahahah... Gravamos um vídeo do 500 Miles que deve estar no YouTube até hoje... No ano passado teve um outro encontro Whovian, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon - Pompeia. Claro que arrastei a Quenia comigo de novo, rs!


      Tinha muito cosplay show de bola, sabe! Era cosplay de Missy, de vários Doctors, tinha até uma moça de K-9 por lá! Super divertido o podcast, eu curti bastante e ainda cantamos "Happy Birthday Doctor Who" no final - também deve estar em algum lugar do YouTube, rs! 

     Esse ano eu também arrastei a Quenia pra um outro esquema: lá na Pompeia de novo, a TARDIS estaria exposta. Claro que eu fui, né? Tirei altas fotos! Linda de morrer, com aquele azulão... E, assim que surgir outra coisa, Quenia... Geronimo! Ahahahaha!!!

     Enfim, só falo uma coisa: nesse universo Whovian, tem muita coisa para ser explorada. Ontem eu assisti o episódio novo da 9º temporada, "Face the Raven"... Cara, chorei pakas! Despedida de companion é sempre horrível, dramática, mas confesso que não esperava que fosse do jeito que foi...


     E claro, ultimamente ele tem aparecido bastante em postagens Whovians, então, como sou fã desse cachorro, nada mais justo do que o Snoopy me fazer companhia nesse post, mostrando que também é Whovian, rs! 
   
Engraçado esse negócio, né? Como pode um monte de gente que nunca se viu se reunir pra fazer um evento grande e o negócio dar certo? Se nós nos uníssemos mais em causas sociais com o mesmo afinco que usamos para usufruir das coisas que gostamos e admiramos, acho que nossa sociedade seria melhor... mas não estou aqui para fazer crítica política, não hoje, rs!

     Vou encerrando por aqui, estou com sono. Final de ano acaba com qualquer professor, viu, "pelamor" do guarda, tô um bagaço, precisando urgente de vitamina F: Férias! Ahahahahahah!!!



     Então.... Good night, Sweeties, sonhem com os anjos (não com os Lamentadores vai que eles não são sonho e te levam pra passado e se alimentam da sua energia temporal de dias não vividos no futuro, hein? )


Allons-y! 

sábado, 7 de novembro de 2015

Vida e Obra #3: J. M. Barrie

   Boa noite, amadinhos...

     Faz tempo, né? Naquelas...vida de professora em fim de ano é zoada! Mas estou aqui, e isso é que importa. Hoje vim para falar de um autor maravilhoso que escreveu uma de minhas obras favoritas: J.M. Barrie.


Peter Pan é o meu conto de fada preferido de todos os tempos, sabe. Desde que escutei a história pela primeira vez, me encantei. O menino que não queria crescer, mas que ao mesmo tempo era adulto o suficiente pra cuidar de outros meninos, das fadas e enfrentar piratas. 

Meu primeiro contato com Peter na verdade, não foi na literatura, mas no filme da década de 1990 - Hook, com Robin Williams como Peter Pan e Julia Roberts como Sininho. Me encantei com a história, achei apaixonante! Com o passar dos anos eu lia algo aqui, outro acolá, mas a história mesmo me era desconhecida. O tempo foi passando, e mesmo sempre encantada com o mundo mágico da Terra do Nunca, não pude evitar que acontecesse: eu cresci! Eu vivia encantada com Neverland, mas não habitava em Neverland. Fazer o quê? Não há nada a fazer, crescer faz parte (e por mais que eu me recusasse, não rolou!).

Os anos se passaram e nunca deixei de amar a história dos "Meninos Perdidos", e fui procurar o livro pra ler. Levei anos procurando, mas antes de encontrar o livro, conheci um pouco mais sobre a grande pessoa que foi J. M. Barrie. Marcado por grandes perdas, cicatrizes que permaneceram em sua alma pro resto de sua vida, transformaram ele, mas também o tornou mais forte. Quem não conhece, pode conhecer e quem já conhece, pode se encantar - ou se entristecer - novamente com a história de vida deste homem.

Conhecendo J. M. Barrie:

Sir James Matthew Barrie nasceu na Escócia em 1860, mas mudou-se bem jovem para a Inglaterra, onde viveu toda a sua vida. Foi dramaturgo e escritor, produzindo diversas peças teatrais além de escrever diversos livros, sempre para o público adulto. Em 1904 ele escreveu "The Boy Who Wouldn't Grow Up" (O Menino Que Nunca Quis Crescer), dando origem ao personagem Peter Pan, - sua criação mais famosa - o menino que foi criado por fadas na Terra do Nunca, que conseguia voar e que não envelhecia jamais, mas apenas em 1911, Peter Pan foi publicado em livro, narrando assim a história dos irmãos Darling. Acredita-se que a inspiração do autor para Peter Pan tenha sido através de sua amizade com Sylvia Llewelyn - Davies - sim, ela é real!!! - filha do romancista George du Maurier.



Para quem assistiu o filme com o maravilhoso Johnny Depp e Kate Winslet - Em Busca da Terra do Nunca - Finding Neverland em inglês - ficou muito encantado (tenho certeza, até meus alunos que assistiram choraram, rs!) e, nesse filme, podemos conhecer um pouquinho mais sobre Barrie. Bom, sua amizade com a senhora Davies começou por acaso. Viúva, mãe de cinco meninos, o autor usou a inspiração que as crianças lhe davam para criar o mundo mágico de Peter Pan. Essa amizade foi tão importante, que após a morte de Sylvia, Barrie se tornou tutor dos meninos, permanecendo assim até sua morte em 1937. Em vida, doou os direitos da história de Peter Pan para o hospital pediátrico Great Ormond Street. 



Barrie era o nono de dez filhos. Aos sete anos passou por um trauma que o acompanharia a vida toda: seu irmão David morreu em um acidente de patinação, e sendo o filho preferido da mãe - o que pra mim é um absurdo, os pais deveriam amar por igual - esta não aguentou e caiu em depressão profunda. Jamie, como era chamado, tentou conseguir a afeição da mãe vestindo as roupas do irmão falecido, e ela olhou para ele pela primeira vez em meses, surgindo a partir daí uma relação obsessiva entre mãe e filho.

Em 1894, o nome de Peter Pan foi usado no romance adulto intitulado "The Little White Bird", que contava a história de um menino e um homem que iam passear em Kensington Gardens e o homem contava que Peter Pan podia ser encontrado nos jardins durante a noite. Vinte anos depois, em 1904, Peter Pan foi para os palcos, mas o livro mesmo só veio a ser publicado em 1911 e foi intitulado "Peter and Wendy". Alguns afirmam que essa história foi a consequência da sua não revelada busca pelo amor, servindo de consolo pela falta de afeição das duas mulheres mais importantes de sua vida - mãe e esposa - tendo sido uma tentativa de definir seu remorso por perder sua infância e nunca ter tido um filho como Peter ou uma filha como Wendy. Peter Pan foi se desenvolvendo à medida que Barrie contava para os cinco filhos de Sylvia, esta com quem Barrie teve uma longa amizade. O esposo de Sylvia, Arthur, não ficou muito feliz com essa amizade, mas acostumou-se com o tempo, e após sua morte, Barrie sempre esteve por ali. Após a morte de Sylvia, o pai adotivo dos Davies ainda viria a sofrer grandes traumas em sua vida: George, um dos filhos morreu na Primeira Guerra Mundial e Michael se afogou com um amigo em Oxford (provavelmente um suicídio duplo), e a morte de Michael foi uma grande perda para Barrie. Peter chegou a se tornar editor, e em 1960 suicidou-se se jogando na frente de um metrô. Reza que a lenda de que Peter se tornou muito infeliz por nunca conseguir se desvencilhar do personagem que recebeu o seu nome.


Durante a Primeira Guerra Mundial, Barrie ainda se arriscou mais: fez um filme! No estilo Velho Oeste com seus amigos Shaw William Archer e G.K. Chesterton, e escreveu mais duas peças de fantasia. Barrie tornou-se Barão e em 1922 recebeu a Ordem de Mérito - distinção de honra britânica. Costumava ser visitado por ministros, duques e estrelas de cinema como Charlie Chaplin, além de outros admiradores que ocasionalmente ele ajudava com dinheiro ou conselhos. 



Mesmo com a idade avançada, Barrie podia interpretar o Capitão Gancho e Peter Pan com entusiasmo de menino para o filho de sua secretária, Lady Cynthia Asquith. O criador do menino que nunca cresceu habitante da Terra do Nunca, morreu em 19 de junho de 1937 aos 77 anos, vítima de pneumonia, e apesar de toda a dor que passou durante toda a sua vida, com perdas irreparáveis de pessoas próximas - irmão, mão, melhor amiga, filhos adotivos - Barrie procurou viver plenamente!
Peter Pan ainda hoje é um dos livros mais lidos e admirados em todo o mundo, e já ganhou diversas adaptações para as telas - já assisti todas, por sinal, rs! 


     Acho que a parte mais triste do livro, é o que acontece com os Meninos Perdidos e com os meninos Darling depois que eles crescem. Apenas Wendy continuou a acreditar e se lembrar de Peter e da Terra do Nunca, tanto que passou a história para suas gerações, e, sabe, conosco acontece da mesma forma! Enquanto somos crianças acreditamos com mais afinco, amamos com mais veracidade e vemos tudo muito mais colorido. Conforme crescemos, nos tornamos ocupados demais, estressados demais cansados demais e mau -  humorados demais (experiência própria, rs!) para vermos tanta magia em tudo. Acaba a inocência e começa a vida real. Se olhássemos hoje com os olhos de crianças para as coisas ao nosso redor, talvez - e apenas talvez - fosse tudo mais fácil!
     Quantas vezes ainda teremos de dizer: "Eu era feliz e não sabia!", pensando em nossa infância e tudo o que ela representou para cada um de nós? 

Estátua de Peter Pan - Kensington Gardens - Londres.

     Pior de tudo, síndrome de Peter Pan não rola, só vivendo muito alienado mesmo para deixar se levar por crises, afinal, enfrentamos crise o tempo todo: de idade, identidade, inferioridade, financeira, familiar... As crises nos ajudam a crescer. Irônico, não? Aprender a crescer, quando tudo o que muita gente gostaria mesmo, era de ser como Peter Pan, e nunca deixar a inocência acabar.

     Enfim... Falei demais, né? Ahahah... Mal aê! Mas vocês me conhecem, quando falo muito, coloco diversas imagens para não ficar maçante e dar a impressão que o texto seja enorme - por mais que ele seja enorme mesmo, rs!
     Vou encerrando por aqui, amadinhos, faz três dias que estou tentando postar esse texto, e sempre algo dá muito errado, hahah! 
     Então, já me vou, galera! Um super beijo para meus amigos queridos que sempre passam por aqui e um super beijo pra quem está chegando agora. Sempre um prazer receber vocês!  =) 


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Resenha #21 - Os Segredos das Mulheres Inteligentes - Steven Carter & Julia Sokol

      Hello, Sweeties...
      Tudo bem com vocês? Espero que sim!

      Hoje estou aqui para falar de um livro que eu tenho há muito tempo, que eu quase perdi em uma enchente, e que eu decidi ler esse ano: Os Segredos das Mulheres Inteligentes, de Steven Carter e Julia Sokol. Mas antes de irmos ao livro, vamos falar um pouco de história, pode ser? Quem vem comigo?


    Atualmente, apesar de toda a representação feminina na sociedade, ainda existem aqueles homens machistas, muito machistas. Pior: muitas mulheres compartilham essas ideias. Já foi o tempo em que as mulheres eram apenas as responsáveis por manter a casa em ordem e seus filhos comportados. já foi também a época em que eram consideradas apenas objetos.
     Todos os anos comemoramos no dia 08 de março o dia internacional da mulher, mas muitos de nós nem sabemos o porquê dessa comemoração. Vamos então a aula de história: Em 08 de março de 1857, as mulheres operárias do setor têxtil de Nova Iorque se irritaram com sua má condição de trabalho, e como protesto, se trancaram na fábrica onde trabalhavam parando a produção por completo. Algumas horas mais tarde, essa fábrica foi incendiada, causando a morte de 136 mulheres. Mais tarde, elas foram consideradas mártires e tiveram esse dia fatídico constado na história.
      No final da década de 1960 tivemos ainda a "Queima de Soutiens"- no inglês, Bra Burning - outro movimento feminista. Cerca de 400 corajosas mulheres cansadas de tanta opressão, saíram às ruas para protestarem por  mais dignidade durante o concurso de Miss América em 07 de setembro de 1968 em Atlantic City - EUA. Motivo? A exploração comercial realizada contra as mulheres. As ativistas aproveitaram o concurso de beleza - tido como visão arbitrária e opressiva para as mulheres - para colocar um belo plano em prática: espalharam pelo chão diversos acessórios que representam a beleza feminina: espartilhos, cintas, sapatos de salto, cílios postiços, revistas femininas, laquês, maquiagens, e, obviamente, soutiens. Foi uma revolta e tanto! O engraçado é que nenhum soutien foi queimado, mas tal atitude foi incendiária, e a mídia deu uma forcinha e colocou esse nome no movimento, e, após, tantos anos, ainda nos estudamos sobre isso.
     Com o passar dos anos, apesar de estarmos em um tempo mais propício para as mulheres, ainda sofremos - e muito! -  com atitudes machistas  o tempo todo. E cada uma de nós precisa aprender a se valorizar. Algumas coisas nós aprendemos com o tempo, outras parece que já nascemos sabendo, e outras são necessários longos e longos anos para aprendermos. E, pensando nesse tema, resolvi trazer como dica de hoje o manual de 12 passos de Steven Carter e Julia Sokol.

  Os Segredos das Mulheres Inteligentes. Só o título já dá até um alto astral, não acha? Claro que ele não traz um passo - a - passo de como colocar a sua vida em ordem, mas ele traz dicas de como uma simples valorização partindo de nós mesmas, pode mudar o nosso humor, o nosso dia e até mesmo, algumas de nossas atitudes.

Não gosto de livros de autoajuda, e não considero esse como tal (apesar de que quando for procurar por ele em livrarias, é lá que você o encontrará, rs!), mas gostei bastante deste, gostei de saber pequenas coisas. Muitas mulheres reclamam que não são valorizadas por seus filhos, cônjuges, empregadores e pelo resto do mundo, mas, o que muitas vezes não nos tocamos é que a primeira pessoa que deve nos valorizar, somos nós mesmas! É muito fácil reclamar, acho que está embutido em nosso DNA o gene da reclamação, rs! Meu cabelo é feio, minha pele é péssima, meu corpo não agrada, não consigo um namorado decente... nossa maturidade nos influencia com o tempo, mas não é fraqueza pedir ajuda. As mulheres podem tudo! Podemos fazer tudo o que os homens fazem, termos relacionamentos felizes, sermos bem sucedidas em nosso trabalho, administrar a casa, e tudo isso de salto! 
   Portanto, você: mulher, mãe, filha, amiga, psicóloga, enfermeira, professora, dentista, caminhoneira, mecânica, motorista de ônibus, piloto de avião, diarista ou qualquer que seja a profissão que exerça e que deixa feliz, esse post de hoje é dedicado à você!

   Dedicado para minhas amigas de longa e curta data. E para você que não é minha amiga, é dedicado para você também! 
                     
     

Os Segredos das Mulheres Inteligentes - Steven Carter e Julia Sokol. Recomedadíssimo!




domingo, 13 de setembro de 2015

Resenha # 20 - Quatro - Veronica Roth

    Boa noite, senhoras e senhores, tudo bem?

   Nesse último mês de agosto, minha vida ficou corrida demais: cheia de projetos na escola, fiquei mais velha, já quase uma anciã, rs, fazendo alguns trabalhos extras pra uma renda extra... Incrível, quanto mais velha eu fico, menos tempo eu tenho. Que saudade do tempo em que minha única preocupação era saber se as crianças conseguiriam voltar pra casa em A Caverna do Dragão, ou se a Sara conseguiria se livrar de uma vez por todas da Diabolique e dos espectros em Cavalo de Fogo, hahaha...
    Bem, mas não estou aqui pra falar de Cavalo de Fogo, hoje vim falar do spin-off da saga Divergente, o livro "Quatro". Pra quem já leu a saga Divergente, ou deu um rolê aqui no meu cantinho e já viu alguma coisa, já sabe que Quatro é o namorado da Tris, transferido a Abnegação pra Audácia. Mas o que mais gosto nesse livro, é que ele mostra um outro lado de Quatro, nos mostra Tobias Eaton e como ele se tornou Quatro. Bora lá?

Quando tinha apenas dezesseis anos, Tobias era um zé ruela. Morava com seu pai na Abnegação, não tinha amigos, não falava com ninguém, era bondoso e educado e não tinha mãe. Seu pai, Marcus, era um dos membros mais respeitáveis do governo, porém, quando estava sozinho com seu filho era abusivo e cruel. Tobias tinha diversas cicatrizes em seu corpo devido aos maus tratos sofridos em casa. No dia marcado, um grupo foi até a escola para aplicar o teste de aptidão nos alunos, para que cada adolescente se decidisse em qual facção deveria permanecer, e Marcus, instruiu muito bem seu filho e o resultado foi o esperado: Abnegação. Porém, no Dia da Escolha, Tobias toma uma decisão inusitada: ao ser chamado, ele coloca seu sangue no pote de brasas da Audácia tornando-se assim um transferido. Tobias então passa a ter uma vida com menos regras e mais liberdade. Seu pai ainda apavora seus sonhos e sua paisagem do medo, mas ele se preocupa cada vez menos com ele. Como um transferido da Abnegação, automaticamente, foi chamado de Careta, mas seu instrutor Amah, ao descobrir o motivo pelo qual Tobias não dizia seu nome e nem se importava em ser chamado de Careta, o apelidou de Quatro - por ele possuir apenas quatro medos. Suas habilidades crescem rapidamente e ele se mostra cada dia mais corajoso. Faz amizade de cara com Zeke e Shauna, formando um trio de amigos pra tudo. Durante o ano, Quatro trabalhava na sala de controle por ser muito bom com computadores, e durante o período de iniciação, ele era instrutor.

   Esse livro contém a história de Quatro dividida em algumas partes. Nos mostra como ele é como filho, depois como ele se sai na Audácia até o seu encontro com Tris. O interessante é que a autora revela nesse livro, que quando começou a escrever Divergente, o protagonista era Tobias, porém, chegou em um impasse, a história não ia pra frente mais, então, ela mudou o enredo e deu certo. Ainda temos como bônus, três histórias de Divergente contadas na visão de Quatro.
Engraçado, que para Tris, Quatro é um cara perfeito, e quando vemos o outro lado da situação, percebemos o quanto ele era assustado e frágil. Não é fácil sofrer abuso... Principalmente de alguém que deveria te amar e te proteger, como seu pai. Complicado, né?
   O enredo do primeiro capítulo é exatamente esse. Falando como era a vida de Tobias na Abnegação, o segundo conta um pouco sobre a transferência e a nova vida dele, e o capítulo três traz uma grande mudança na vida de Quatro com sua iniciação, e mais mudanças após um tempo. O quarto capítulo nos mostra um Quatro tomando decisões que poderiam mudar sua vida e o quinto capítulo, ele com dezoito anos instruindo o novo grupo de transferidos, e assim que ele bate os olhos na Careta que foi a primeira a pular, ele percebe que tem uma chance de fazer uma coisa boa, afinal, alguém que teve a mesma criação que ele poderia ser uma grande aliada, certo?
    As três histórias do ponto de vista dele são: "Cuidado, Tris", "Você Está Bonita, Tris" e "A Primeira a pular: Tris!", histórias essas que vemos já em meados do livro Divergente.


Theo James muito gato como Quatro - aiai... rs!

    Achei muito legal ler algo assim, só tinha visto isso uma vez, nos livros (que já descrevi aqui) "A Hora do Amor" e "O Diário de Lúcia Helena", que são exatamente as mesmas histórias, só que o primeiro livro é a versão do Beto e o segundo os fatos são contados por Lucia Helena.
     Gente, tô com muito frio e não vou falar muito, porque vou começar a dar spoilers, e vocês me conhecem, eu falo mesmo, ahahahaha.... Por isso falei pouco do livro, pra deixar vocês com gostinho de quero mais! Então, vou ficando por aqui!

Beijinhos gelados...

Antes de Quatro: <3
Depois de Quatro: <4

Ahahahah....

 PS: Pra quem quiser ver meu comentário sobre os livros A Hora do Amor e O Diário de Lúcia Helena, mas estiver com preguiça de voltar no tempo, rs, o link é este:

http://mundoliterariodacecy.blogspot.com.br/2014/04/feliz-dia-do-livro-atrasado-huahauhauhau.html