sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dia Mundial do Livro

Buenas noches, chicos y chicas...

     Ontem foi o dia do livro, e como estou atrasada, vou fazer um post hoje para compensar ontem, pode ser?
      
    Antes de mais nada: Marcio Alexandre, meu amigo, estou contigo pra tudo! Mesmo longe, estou perto, tá? Lembre-se que quando estamos fracos é que somos fortes. Minhas orações, pensamentos e sentimentos estão contigo, viu? Um grande abraço de urso, daqueles bem apertados!!!

   Vamos lá, falando um pouco sobre livros.


Há algum tempo eu comentei em um de meus posts que livros pra mim eram artigos de luxo. Comprei meu primeiro livro aos 19 anos (Conhecer Jesus é Tudo) e passei um bom tempo sem comprar. Aos 25 eu voltei com essas. Lembro até hoje. Na hora do intervalo na faculdade vi a feirinha de livros. Olhei, andei por ela, pesquisei preços e saí de lá com "A Cabana" e "Histórias para Aquecer o Coração". A última vez que vi meu pai, estava lendo "Histórias para Aquecer o Coração". Aquelas histórias lindas, uma delas especificamente, me marcou e muito. 

  Os livros podem ser partes importantes de nossa vida, de nosso cotidiano. Muitas vezes nós nos identificamos com personagens e até mesmo com a história. Voltando a falar sobre meu pai. Ele me lembrava fisicamente o Senhor Madruga. Magrelo, irônico, com a cara meio enrugada, apesar de não mostrar realmente a idade que tinha. Morei seis anos longe de casa, saí com 19 e voltei com 25, na semana que completei seis anos de independência, voltei pra casa pra cuidar dele. Ele precisava de mim. Prometi que tentaria ser a melhor filha do mundo. Cuidei dele, perdoei ele e ele me perdoou. Todos os dias eu lia para ele uma história diferente, lições de vida. Sentávamos na beirada do fogão à lenha lá no sítio, e toda noite, por volta das sete, eu lia uma linda história pra ele. Quando ele faleceu, eu fiquei desolada, e por algum motivo eu me culpei. Fiquei um tempo sem ler nada depois disso, não sei bem o porquê. Mas não tinha mais vontade de ler. Foi quando ganhei de uma das minhas irmãs o livro "A Última Música". Já tinha assistido o filme, sabia o que acontecia, mas o livro é sempre melhor, então resolvi ler. Gente, parecia a minha história, a nossa história, minha e de meu pai!

    Não sei se isso de certa forma me motivou, mas voltei a tomar gosto pela leitura. E não parei mais! Desde então estou numa "piriguetagem literária" que só! Piriguetagem literária, adorei isso! Aquela pessoa que está lendo um e de olho em outros, ahahahah... Essa semana mesmo: estava em Sampa, tinha acabado de desembarcar do ônibus vindo de Minas Gerais, e enquanto esperava meus amigos chegarem para me trazer para a calmaria interiorana, deixei minha mamys com as bagagens e fui comprar algo para comermos. No meio do caminho vi uma livraria, entrei e uma hora depois saí com três livros de lá! Pior: estava com um na bolsa que eu não vejo a hora de terminar de ler, mas  sabe o que fiz? Foi mais forte que eu,  imediatamente comecei a ler um deles. Resultado? Ah, isso é fácil de adivinhar: deixei o outro de lado e hoje já terminei o que estava lendo, e logo, logo tem resenha dele aqui no meu cantinho.


   E como toda piriguetagem tem um alvo amoroso, eu também tenho muitos amores nos livros. Sou como o Lou Bega na música "I Got a Girl", onde ele fala que tem uma garota em cada canto do mundo. Simultaneamente, me lembro de uma música do Martinho da Vila, que ele gravou quando eu estava na minha adolescência, sabe, aquela que ele fala que já teve muitas mulheres? "Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores..." Sou mais ou menos assim com os livros. Tenho tantos amores literários... todos sabem que sou louca pelo Mr. Darcy de "Orgulho e Preconceito" e que decidi me casar com Peeta Melark de "Jogos Vorazes". Mas tenho outros grandes amores. Quem não ama o Romeo? A Julieta deve amá-lo muito, mas eu também o amo, rs! O Alex (Simplesmente Acontece), o "Querido John" - ele é adorável! - o Percy Jackson, estou bem apaixonada pelo Quatro (Divergente) também, Caleb (Prova de Fogo - apesar de odiá-lo até a metade do livro), o Caçador Eric (Branca de Neve e o Caçador) e o Caçador da Branca de Neve do livro "A Once Upon a Time Tale", e não posso me esquecer do Noah (Diário de uma Paixão) e seu amor incondicional. Também não dá pra esquecer o Dawson de "o Melhor de Mim" - melhor livro do Sparks em minha humilde opinião -  enfim, muitos amores. Já me senti parte de muito livro também. Esse que eu citei ali em cima, "Simplesmente Acontece", gente, credo! Parece minha história - ô menina azarada, sô! Só que diferente dela, eu não engravidei cedo, mas as oportunidades perdidas, sabe, isso é zuado... Como pode um escritor saber tão bem como entrar na vida das pessoas? Já fui tributo, já fui fui pra guerra, enfrentei fúria de deuses gregos e romanos, passei por facções, sou narniana - claro - passei um tempo no castelo da Imperatriz dos Etéreos, já viajei pelo tempo e espaço. Estive em outros planetas, universos paralelos, dei um rolê no vórtice temporal (conversa de Whovian, hein? rs!), e ando sempre na companhia dos patriarcas e profetas, reis e rainhas, discípulos e sábios, e caminho ao lado de Jesus ansiando pela nova terra toda vez que abro o livro sagrado e tiro algumas sábias lições. 



   Enfim, ler nos motiva a sonhar! Então, meu único conselho é esse: LEIA! Não importa que seja um livro pequeno ou um calhamaço, um gibi ou a embalagem do condicionador. Desenvolva esse hábito, saia um pouco da televisão, e viaje por todos os lugares possíveis! Sabia que eu visito direto a Carolina do Norte e ainda hoje de manhã eu estava em Jerusalém e no final do dia na Irlanda? Semana passada eu estava na Índia e no Canadá, esses dias atrás na França e na Alemanha, Nárnia já é caminho de roça, e já visitei alguns lugares escondidos como Hogwarts e as Montanhas Geladas. Já estive até mesmo a prisão mais segura do universo: Shada! 

    Bem, senhores e senhoras, vou ficando por aqui, preciso dormir, ahahah....

Um grande e apertado abraço, aproveitem o fim de semana pra descansar e ler muito! Beijos e mais beijos, se gostarem do post, quiserem tirar alguma dúvida, deixem recadinhos, adoro quando vocês deixam! ^.~



FELIZ DIA MUNDIAL DO LIVRO - ATRASADO! 


Beijoooo! =)

sábado, 11 de abril de 2015

Vida e Obra #2: Geraldo Marski - Primeiro o Reino de Deus

Bom sábado, gente linda....

Hoje estou aqui para falar um pouco sobre umas das biografias mais lindas que já li em minha vida. A biografia do pastor Geraldo Marski.


Primeiro o Reino de Deus conta a história de como um jovem refugiado russo veio parar no Brasil e como deixou sua fé levá-lo durante toda a sua vida.

Geraldo Roberto Marski nasceu durante o período em que o Imperador / Czar Nikolau II dominava a Letônia (Rússia) em 06 de novembro de 1913. Filho de August e Emile Marski, Geraldo perdeu sua mãe aos cinco anos. No ano de 1920 sua família fugiu para o Brasil em busca de uma vida de paz e um lugar onde finalmente pudessem criar seus filhos. Eles foram parar em Benedito Novo - SC - uma colônia alemã e com oito anos ele trabalhava como pajem para uma família adventista, mas devido a uma doença voltou para a casa de seu pai. Como não falava nossa língua, ele foi estudar na Escola Adventista Alemã de Benedito Novo por um ano. Até 1930 ele mal falava o português. Em 1941 ele se formou em teologia e em 1944 casou-se com Alaíde, sua companheira até o fim, e com ela teve três filhos. Passou por diversos estados e sempre se surpreendia ao ver que o Brasil é tão grande. Em 1960, teve a oportunidade de visitar sua família na Alemanha, e pôde de rever seus irmãos após 46 anos de separação.

Fato interessante: O pastor Geraldo Marski viveu sua vida sempre ao lado de Deus, colocando sua fé sempre em primeiro lugar. No início de sua carreira como pastor, ele vivia viajando quilômetros a fio de bicicleta. Uma vez, um de seus filhos ficou muito doente, correndo risco de morte, e quando sua esposa finalmente conseguiu entrar em contato com ele, ele disse apenas que oraria por seu filho, mas que não poderia deixar o que estava fazendo no momento, que Deus não poderia ficar em segundo plano. Enquanto as pessoas pensavam "alemão desgraçado!", ele apenas orava e implorava para Deus que poupasse a vida de seu filhinho, porém que a vontade de Deus prevalecesse, e ele iria aceitar o que tivesse pela frente. Seu filho melhorou!

Em uma entrevista em 2005, ele disse que achava muito legal olhar a página de obituários da Revista Adventista e não ver sua foto lá. Era uma pessoa calma, serena, agradável. Em 2010, o pastor Marski faleceu com quase 97 anos, completamente lúcido. Era um domingo, e no início da noite ele fez o seu culto, cantou, leu sua Bíblia, jantou, foi dormir e descansou às 21:05. Sua história de vida é um exemplo para todos os que passam por dificuldades e não têm esperança em mais nada. Me surpreendi muito com esse livro, ele é pequeno, tem poucas páginas e se não me engano, li em dois dias, pois peguei a noite e terminei no outro dia. 

Quando escrevi sobre a biografia de Jane Austen, eu disse que gosto de biografias, e essa é uma daquelas que mexem muito com o leitor. Tem até algumas palavras em alemão pra gente aprender, rsrsrsrs... Super recomendo!

Bom gentemm, por hoje é só. Mas não precisa chorar, logo, logo eu volto, ahahahah...

Beijos pro cês!


 Primeiro o Reino de Deus - A História de Geraldo Marski - Odete G. Lima

domingo, 5 de abril de 2015

Resenha #15 - Quando Cair o Verão e Outras Histórias

     Hello Sweeties...



          Saudade de vocês! Passei um tempão sem Internet, mas agora já estou de volta com tudo em ordem novamente. Hoje estou aqui para falar sobre um livro muito legal que li durante o mês de fevereiro: "Quando Cair o Verão e Outras Histórias". Porque esse livro virou um dos meus queridinhos? Histórias baseadas em episódios de Doctor Who! Eeeeeeebaaaa!!!! E como uma Whovian que preste, claro que vou contar tudinho pra vocês!

         Primeira coisa: nessa edição existem três histórias que foram baseadas em três episódios de Doctor Who. Tudo bem que não considero que seja baseadas nessas histórias, mas enfim, foi o que eles resolveram pensar e todo mundo pensa também, rs. Episódio 06 da sétima temporada de Doctor Who. Clara - a garota que morreu duas vezes (!) aparece novamente (viva!). Dessa vez ela é a babá de dois pré - adolescentes xaropes pra caramba. O episódio é "The Bells of Saint John", e de acordo com o livro, é inspirado nesse capitulo. Só que assim: o episódio fala sobre um perigo virtual que obviamente assim como toda história do Doctor, é um alien, e essa história fala sim de aliens, mas nada nesse naipe, nada de perigo virtual. A história se passa em outra época, e foi escrita por Amelia Williams. Quem se lembra quem é Amelia Williams? Sim, a própria: Amy Pond. 

Pra quem não tá entendendo nada: 

Amelia Pond era uma garotinha que conheceu o Doctor logo após sua regeneração, e ele prometeu levá-la com ele em suas viagens, mas precisava de cinco minutos para ir até a lua e ver como sua TARDIS estava se comportando após sua regeneração. Cinco minutos depois o Doctor volta, só que como o vórtice temporal nem sempre funciona como o Doctor quer, para Amelia já tinha se passado muitos anos. Ela não era mais a garotinha que esperou pelo Doctor, já era adulta e atendia por Amy. O Doctor salva o mundo com a ajuda de Amy e Rory Williams (o namorado), e ele promete novamente voltar. Ele retorna no meio da noite e Amy diz que mais dois anos se passaram, só que para o Doctor foram apenas alguns minutos, ou seja, sua TARDIS não estava se comportando bem. Amy viaja então com o Doctor, e passa por muitas aventuras. Ela e Rory se casam, (ele passa a ser chamado senhor Pond pelo Doctor e por Amy) e ambos passam a ter uma vida repleta de aventuras ao lado do Doctor. Um dia, eles voltaram no tempo e estão em Manhattan aproveitando o dia. Rory desaparece e eles conseguem ler a história no momento em que está acontecendo em um livro. Quando tudo finalmente se resolve, eles estão em um cemitério e Rory é mandado para o passado por um dos grandes vilões da série, e o pior: o Doctor não tem como alcançá-lo. Imediatamente, naquele cemitério aparece a lápide de Rory.  Amy ama seu amigo, mas ama mais seu marido, e correndo o risco de não se encontrar com Rory, ainda assim, ela se arrisca e toma a decisão - incentivada por sua filha -  de voltar no tempo, mesmo sabendo que ela nunca mais verá seu melhor amigo, nem sua filha. Ao voltar no tempo, na mesma lápide, aparece o nome "Amelia Williams", e não mais Amy Pond. E com essa tristeza sem fim, esse choro incontrolável, no próximo episódio, Clara aparece. O garoto que ela cuida está lendo um livro: "Summer Falls" (Quando Cair o Verão), e quem é a autora? Amelia Williams! Captou a mensagem?!? 




 Enfim, "Quando o Verão Cair" conta a história de três crianças que ficam sozinhas no mundo. Um belo dia ao acordar, Kate nota que  está nevando. Mas ainda era a última semana de verão, como pode estar nevando? Ao mesmo tempo descobre que sua mãe não está em casa. Apenas o filho do vizinho está ali com ela e mais pra frente encontram um terceiro membro. O Doctor aparece na história como o curador de um museu, e ele ajuda Kate a enfrentar o grande perigo do Senhor do Inverno, mas dessa vez, o mérito é apenas dela, ele foi apenas o coadjuvante, Tem de tudo nessa história: gato falante, menino que na verdade é homem grande, gigante de gelo, menina corajosa, pintura misteriosa, uma história cheia de surpresas e aventuras. Se foi Amy quem escreveu, obviamente, ela colocou tudo o que sentiu durante seu período de viagens com o Maltrapilho. Eu gostei pra caramba! 



      A segunda história é também no mínimo intrigante: "O Beijo do Anjo" baseada no episódio "The Angels Take Manhattan". Ah! Esse episódio, é o descrito acima. Quando estão no parque, Amy está lendo um livro, e o Doctor também. Amy pede pra ver o nome da autora, mas o Doctor não deixa, pois quem escreveu a história foi a filha de Amy (Melody Pond / River Song), usando o sobrenome "Malone". Vamos ao porquê que é baseada nesse episódio: lembra que eu disse que a Amy e o Rory foram transportados para o passado? Os vilões eram os Anjos Lamentadores, estátuas comuns - até a Estátua da Liberdade entrou na onda - que com apenas um toque teleporta a pessoa para o passado, deixando - a viva, porém se alimentando da energia temporal que a pessoa teria no futuro. Por isso foi baseada em tal episódio, pois o que Melody Malone, a detetive secreta enfrenta é justamente um vilão desses. 




        Em "O Beijo do Anjo", a detetive particular Melody Malone recebe uma visita um tanto quanto inesperada: o astro de cinema Rock Railton. Ele acredita que está prestes a ser assassinado e contrata os serviços da detetive, e ela obviamente, aceita o caso. No dia seguinte, Malone se dirige a uma festa de comemoração do novo filme de Railton, porém quando vai falar com ele, este não a reconhece, ou melhor: nunca a viu na vida! E é aí que o mistério começa! Quanto mais Melody se envolve na história, mais perigos a rondam, e ela descobre que o preço da fama pode ser muito maior do que qualquer um pode imaginar.  Principalmente quando envolvem anjos... Hum... acho que tá batendo uma curiosidade básica em ler, né? rsrsrs! Ah, detalhe: O Doctor não aparece nessa história.  


           A última história então, é "O Demônio da Fumaça". Envolve a Grande Detetive Madame Vastra e seus fiéis escudeiros: a copeira Jenny Flint e seu fiel amigo sontariano Strax. Algumas curiosidades sobre esses personagens: Madame Vastra é uma siluriana, ou seja, uma réptil. A atriz que a interpreta é a belíssima Neve McIntosh. Fico impressionada com a maquiagem perfeita dela.  Bem, Vastra é uma das grandes amigas do Doctor. Vive na Londres vitoriana, e conhece o Doctor e seus amigos fieis no mesmo dia. Vastra é alguém interessante: extremamente inteligente, nunca dá um ponto sem nó, e defende suas causas até as últimas consequências Também não pode ser considerada alien, pelo fato de os silurianos terem dominado a Terra antes dos humanos, porém em um desastre terrestre, colocaram seus corpos em estado de hibernação por longas eras. Quando acordaram não foi muito bom, mas isso é outra história. Jane é apenas uma copeira... Só que não! Ela tem habilidades com espadas e domina muito bem as artes marciais (sei lá qual, mas ela manda bem, rs!). Uma coisa que não é descrita no livro, mas fica claro na série: Vastra e Jenny são casadas. Uma eca! Um ser humano e uma mulher lagarto, ugh! Continuando, Strax é descrito no livro como um Troll, mas na verdade, ele é de um planeta chamado Sontar, (Strax é um Sontaran), são aliens que dominam as artes da guerra e sempre tem como principal objetivo a estratégia de batalha. Esses três formam uma força - tarefa e tanto! 






         Esse conto foi inspirado no episódio "The Snowmen", e fala sobre dois garotos que vivem em um orfanato. Em um dia muito frio com muita neve, o tutor os manda limpar o quintal, pois há muita neve acumulada. Com toda aquela neve, eles resolvem fazer um grande boneco de neve. Após o boneco pronto, eles notam algo estranho: aquele boneco começa a sangrar! Os meninos ficam ao mesmo tempo morrendo de medo e fascinados. No momento do medo, cada um corre pra um lado, e Harry, mesmo sem saber, a partir do momento em que escolheu correr para o lado oposto do seu amigo, iria viver a aventura mais perigosa e mais empolgante de toda a sua vida. Nessa história o Doctor também não aparece, mas sinceramente, não faz falta, pois o enredo é bem emendado. 


    Aqui tem uma foto deles. E sim, eu concordo: Strax parece uma grande batata inglesa, rs!     

Esses três contos são muito bem descritos, para todos os públicos, são histórias que agradam, e o que é melhor, é que não é necessário ser Whovian para entender as histórias, até porque o nome do Doctor nem é citado. Na primeira história apenas e ele nem é chamado de Doctor, ele se apresenta como o Curador e a menina dá um nome pra ele (Barnabás). Quem conhece sabe que é ele, quem não conhece, não faz a menor diferença, ele é apenas mais um personagem. Só na introdução feita por "Amelia Williams" é que ela faz citações sobre sua vida longe do Doctor.  


Gente, escrevi demais, hã? Ahahahahah... É a saudade, e o livro é bom. Pra quem não conhece a pessoa nas fotos dos Spoilers, ela é a filha de Amy e Rory, nascida Melody Pond, sequestrada após nascer e futuramente River Song, regenerada e mais velha que seus pais. As vezes River é mais velha que os pais. As vezes mais nova. As vezes da mesma idade. Enfim, pra isso ser entendido precisa ser assistido, a sexta temporada explica. E pelo fato de ela viajar no tempo em ordem inversa, ela e o Doctor mantém um diário de todas as vezes que se encontram, e quando alguém pergunta ou fala algo que não deve, ela diz apenas uma palavra: "Spoilers!"


             Alex Kingston - River Song / Melody Pond (Malone).

            Bem, Sweeties (isso também é da River, rs!), eu já falei demais, dá quase mais um livro, rs! Vou encerrando por aqui hoje, vou ver se essa semana ainda consigo fazer mais um post. Desculpem a demora e o texto imenso, do tamanho da minha saudade!

  Beijoooo!  (^.^)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Resenha #14 - Insurgente - Veronica Roth

Boa noite, gentemm, tudo bem com vocês?

Depois de protelar por algumas semanas, finalmente vamos falar de Insurgente. Ainda não comprei o último livro, mas isso não vem ao caso. Quando eu comprar - e ler - esse blog terá um espaço para falar dele também, rs!

Vou tentar não dar muito spoiler, mas não prometo nada, ok?

Como todos sabemos, Tris Prior saiu de sua comodidade na facção da Abnegação e foi se aventurar na audácia, pois queria ser livre e não se achava altruísta o suficiente. Muita coisa acontece nesse meio tempo: ela perde pessoas importantes em sua vida, começa um relacionamento meio óbvio com Quatro, entra em uma guerra da qual ela é uma das únicas que tem a opção de não participar por ser divergente, e acaba tendo que se refugiar em outra facção com seu irmão Caleb, Quatro e o pai - odioso - dele. Caleb é uma gracinha. O melhor amigo de Tris, se esforça para se dar bem com Quatro, sempre ouve sua irmã, mas... É, sempre tem um mas, e eu não vou estragar isso, heheh...

Tris está mais forte, tanto fisicamente quanto em sua divergência, e devido a isso, mais frágil também (hein?!?) psicologicamente dizendo. Ela descobre diversas pessoas divergentes em seu âmbito, se surpreende com uns e em compensação sofre com a rejeição de outros. A relação dela e de Quatro toma proporções mais sérias e adultas, mas eles passam praticamente o livro todo brigados. Eles estão sempre juntos, de mãos dadas e brigando. Ficam dias sem se falar, mas na primeira oportunidade que ambos têm de ficar próximos um do outro as mãos se encontram. Essa era uma característica de Peeta e Katniss de Jogos Vorazes também. Apesar de viverem brigando, não conseguiam ficar com as mãos longe. No início era pra agradar o público, depois por eles mesmos, como Katniss diz no livro Em Chamas, no momento em que vão entrar na arena novamente: "nossas mãos automaticamente encontraram uma a outra. Claro que entraremos como um só!" Mas isso é outra história de outro livro que em breve pretendo fazer resenha dessa saga também.

Tris e Quatro brigam muito como já disse, e uma das coisas que mais os fazem brigar é a família. O pai de Quatro é horrível, porém Tris se alia à ele para desvendar um grande mistério que envolve facções, e isso deixa Quatro louco de raiva. Não vou falar mais porque vou acabar contando, e vocês que me acompanham, sabem que gosto de incentivar a leitura, e não de contar tudo de mão beijada, rsrsrs...

E esse é aquele típico livro que encontramos de tudo um pouco: briga, romance, traição, alianças estranhas formadas, família e ausência dela, muito tiro e pancadaria, e Tris, uma adolescente que só quer o seu lugar ao sol. Comparo de novo com Jogos Vorazes, onde tudo o que Katniss queria era a proteção de sua família. Assim como em Jogos, a vida da protagonista muda radicalmente aos 16 anos, ambas se veem envolvidas em uma guerra na qual elas querem fazer parte (no caso dos Jogos, a Katniss começou tudo, enquanto a Tris era parte do sistema sem saber), ambos os livros se passam em um futuro pós guerra e ambas se veem cercadas de amigos, traidores e inimigos. E estou comparando de novo, aff!!!

Gente, leiam! Estou louca pra ler o último livro também,quero saber o desfecho com urgência, (rs!) e o cara da livraria já me deu um relato curto sobre o livro "Quatro", que é um extra, tipo um spin-off, mas não sei se dá pra usar essa expressão pra livros também, rsrsrsrs...

Quero deixar meu muito obrigada e meu abraço de urso para os que sempre passam por aqui: Dany Costa, Mara Vasconcelos, Marcos Apolo, Lili Carvalho, Rafael Borges, Cris Staufacar, Rebeca Fonseca, Sara Miranda, Marcio Alexandre... Minha vida mudou radicalmente após conhecê-los... alguns pessoalmente, outros por cartas (é, ainda faço isso, e adoro!), outros por vídeo no HangOut, outros só pelo G+ mesmo, um beijo! Para os amigos não citados, mal aê, mas vocês sabem que são tudo pra mim!

Boa noite, gentemm, como sempre um prazer!!!



Insurgente - Veronica Roth. Eu gostei!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Resenha #14 - A Primeira Vista - Nicholas Sparks

Oi pessoas, tudo bem?

Eu sei que prometi uma resenha de Insurgente para duas semanas atrás, mas estou com a vida meio corrida, e quero fazer um negócio legal sobre esse livro, então, tenham um pouco de paciência, que quando vier, virá pra arrasar. Enquanto esse momento não chega, venho aqui pra falar de mais um livro do meu autor favorito, Nicholas Sparks.

Primeiro, quero parabenizar duas grandes amigas minhas: Adriana Menezes e Alessandra da Rocha. Elas fizeram faculdade comigo, mas por uma série de motivos só conseguiram acertar sua vida acadêmica bem depois, e na semana passada tive a oportunidade de estar presente na formatura delas. Leka e Adri, o sucesso de vocês é o meu sucesso! Amo vocês! And, congratulations, teachers! Uhull!

Bom, voltando ao livro. Confesso que esse eu demorei pra ler. Comecei ano passado, um tempão atrás, e larguei mão, comecei a ler outros. Vários outros. E duas semanas atrás enquanto estava organizando minha estante vi esse livro lá e vi que não faltava muito para terminar. Então, resolvi terminar. E olha, vou te dizer: não gostei muito do livro por inteiro, estava achando um tanto quanto massante, mas o final dele me deixou triste. Tudo bem que na metade do livro eu chutei o que aconteceria no final, e o mal de romances é que os clichês não mudam. Uma vez um professor de teoria literária disse durante  a aula: "Não importa se é Romeu e Julieta, Marília e Dirceu ou Bentinho e Capitu. A história é sempre a mesma, só muda o 'como'". E é verdade, só muda o como! Sabe o que mais me deixa intrigada? É como eu gosto tanto dos livros do Sparks uma vez que sou uma negação pra romances? Sério, tirando aquelas coleções água com açúcar que a gente costuma ler na adolescência, nunca fui fã de histórias de amor. Tirando o livro "A Hora do Amor" que eu postei aqui meses atrás, que é uma história hilária de amor juvenil e eu leria muitas e muitas vezes, eu não curto histórias assim, não. Mas o Sparks, eu não sei o que acontece. Eu gosto! Fazer o quê?

Bom, A Primeira Vista conta a história de Lexie e Jeremy, um casal já na casa dos trinta anos, se apaixonam a primeira vista, e inesperadamente se veem em uma situação inusitada. Com pouco tempo de relacionamento a bibliotecária de uma cidadezinha da Carolina do Norte (claro)  Lexie engravida e Jeremy, um colunista de Nova York se vê em um mundo totalmente diferente do esperado. Sem duvidar do sentimento que um tem pelo outro, Lexie e Jeremy resolvem se casar, montar uma casa, construir um lar para a chegada da primeira filha. Mas nem tudo está perfeito. Jeremy começa a receber e-mails de um anonimo a respeito de uma possível traição de Lexie. Será que o amor deles será capaz de superar isso? E quando descobrirem que a gravidez é de risco?


Enfim, é uma leitura calma, gostosa, um pouco massante, e bem ao estilo de Sparks. Eu gostei, é fófis! Não é o meu favorito dele, sem dúvida nenhuma, mas é fófis!

"Será que de fato é possível amar alguém à primeira vista?"

A Primeira Vista - Nicholas Sparks.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenha #13 - Divergente - Veronica Roth

Hey people, tudo de boa?
Eu disse que não ia demorar muito, e como promessa é dívida, cá estou eu fazendo uma nova resenha.
Antes do ano acabar eu me dei uns livros de presente, e entre eles eu achei o Divergente em um precinho razoável. Eu não tinha sequer intenção de ler, mas por algum motivo desconhecido, resolvi arriscar e comprar. Uma semana ou duas depois eu comprei o segundo da saga. Coloquei ambos na prateleira, e fui me aventurar em Shada, que já comentei aqui no blog um tempo atrás. Semana passada, pra ser mais na terça-feira eu comecei a ler Divergente. Resolvi ler, afinal, já tá na estante mesmo, que custa ler? Ainda pensei que se fosse muito ruim, eu pegaria o terceiro emprestado e depois faria doação pra biblioteca municipal da minha cidade. Enfim, comecei a ler na terça-feira. Li um pouquinha na terça, mais um pouquinho na quarta, peguei firme na quinta e terminei na sexta. Se eu soubesse que era tão bom eu não teria embaçado tanto pra ler. Vamos ao foco, então? Vou tentar não dar spoiler, eu aviso se sair algum, ok?

Tanto em Divergente quanto em Jogos Vorazes, eu aprendi que as pessoas viviam em uma era pós - apocalíptica, e em ambos os casos esse fato não procede. É um futuro pós - guerra, mas não pós - apocalíptico. Não houve um apocalipse e sobreviventes dele, mas a guerra destruiu tudo e eles começaram de novo. Então, se era isso o que pensavam, podem descartar essa ideia. Voltando ao foco:

Chicago pós - guerra, futuro não muito distante. A cidade ficou impossível de se morar, e algumas pessoas tomaram a liderança para tentar se adaptar a nova vida. Foram então divididos em cinco facções: Audácia, Abnegação, Amizade, Erudição e Franqueza. Cada facção possui características que definem quem cada um é. Aos dezesseis anos, todo adolescente de todas as facções precisam escolher uma facção para pertencer. Para isso, na escola é aplicado um teste de aptidão, onde os alunos poderão se decidir mais fácil. Normalmente, esses testes designam a inclinação do iniciando, mas o livre arbítrio entra na questão também podendo deixar que escolham sua facção atual. Quando o aluno tem inclinação para duas facções, é um caso preocupante, pois tal pessoa é considerada rebelde, afinal, como pode uma ter inclinação para duas facções? Será que ela pode manter sua lealdade ou se tornar uma traidora? Essas pessoas são chamadas de Divergentes. O problema é que Beatrice tem inclinação para TRÊS facções (Audácia, Abnegação e Erudição), ou seja, de todos os Divergentes, ela é a mais poderosa. Essa informação não pode ser descoberta nem mesmo por seus familiares, e Beatrice fica com muito medo do que pode acontecer caso alguém descubra sua condição. Após esse teste, no dia da cerimônia de escolha, os jovens  precisam se decidir. Caso se decidirem permanecer em suas próprias facções, podem continuar seguindo seu estilo de vida, mas caso optem por mudar de facção, precisam deixar seus lares e esquecer sua família, suas roupas, sua vida, pois "a facção vem antes do sangue". Beatrice pertence a facção da Abnegação, onde é valorizado o altruísmo, porém, se sente egoísta demais para pertencer a uma facção que pensa no bem estar do próximo, e escolhe então a Audácia, que defende o que acredita a qualquer custo. Pra isso, é necessário passar por uma iniciação, onde os jovens serão testados e avaliados se podem ou não pertencer ao lugar onde escolheram. Caso durante a iniciação sejam reprovados, eles são jogados nas ruas e se tornam os "sem-facção", pois sua facção não o aceitará de volta. Beatrice tinha vontade de ser livre, motivo verdadeiro de escolher a Audácia.

Os membros dessa facção são considerados loucos, pois pulam em trens e de trens em movimento, saltam por telhados, usam armas de fogo e tudo o mais. A primeira lição deles é como aprender a atirar. O instrutor dos novatos é Quatro, um moço muito bonito de dezoito anos que capta a atenção de Tris - Beatrice quando se mudou para a Audácia decidiu mudar de nome também - por sua postura firme e decidida, mas também a deixa bem nervosa por sua rispidez e por algo mais que a princípio ela não identifica. Durante a iniciação muita coisa ruim acontece como atentados e crueldades, mas muita coisa boa também. Pela primeira vez Tris tem amigos que a amam, pode sorrir sem ser criticada, correr sem ter a atenção chamada, ou seja, a liberdade que ela tanto valorizava. Sua ligação com Quatro fica bem mais próxima no decorrer do tempo ao mesmo tempo que se torna uma dedicada e fiel membro da Audácia... Será?

Tentei contar a história sem dar spoiler importante, claro que alguma coisa saiu, mas nada importante, rsrsrs. Gente, leiam! Eu gostei muito. Claro que não supera em nada os Jogos na minha humilde opinião, não assisti o filme, não tenho ideia do que se passa nele, mas também não pretendo assistir, gostei do livro. Vale a pena! Ainda essa semana, sai a resenha o próximo, tá?
Vou me despedindo, people!
Fiquem com Deus, beijoooo.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vida e Obra: Jane Austen - Resenha #12 Jane Austen: Uma Vida Revelada

Hello Sweeties....

Eu sei, eu sei. Faz muito tempo. Me perdoem! Fiquei meses sem computador, quando o computador chegou fiquei sem internet. O pior de tudo foi ficar sem tudo o que tinha no meu computador: fotos do meu pai que já faleceu há uns anos, fotos do tempo da facul, dos meus alunos, arquivos com minhas aulas, e o pior de tudo: meu TCC! Maldito Cavalo de Troia! Enfim, quando postei sobre o livro Shada, eu estava lá no Rio, curtindo os últimos dias de 2014 e os primeiros de 2015 na casa da minha querida amiga Dany Costa, junto com outros grandes amigos - Cris, Marcio, Rodrigo e Aline - e gente: foi mara!!! Ver o Marcio imitando o Freddie Mercury pertinho da meia - noite foi demais. E sim, viramos o ano ouvindo Queen. Inspirador, hein? rs! Mas, me lembro que ao fazer essa postagem eu prometi resenha para a próxima, então, aqui vou eu: vamos falar sobre ela, maravilhosa Jane Austen. Nada melhor do que uma biografia para saber mais sobre um autor que a gente admira, não é?
"JANE AUSTEN - UMA VIDA REVELADA." Título de uma grande obra!

Em primeiro lugar, quero compartilhar um segredo com vocês, amigos: eu não terminei de ler esse livro!!!!! Não por ele ser chato e massante, ao contrário, eu estava comendo o livro. Mas voltando de São Paulo em um dia muito deprimente da minha vida, eu estava lendo no busão e dormi. Acordei e desci depressa pra pegar o outro bus. Aí já viu tudo, né? Esqueci o livro no banco do ônibus! E nem tive a chance de correr atrás do prejuízo. Perdi meu livro! E venhamos e convenhamos, que livro lindo! A capa azul com essa fita rosa com o título ficou perfeita. O livro conta a história de como Jane se tornou essa famosa romancista, e como ela teve coragem de usar seu nome em pleno século XIX. Pra quem não leu nada da autoria de Austen, já deixo avisado que esse livro solta muitos e muitos spoilers a respeito de outros livros. Mas, bora conhecer um pouco de Jane e do livro?


Sinopse: Uma biografia contundente, perspicaz e divertida como uma legítima obra de Jane Austen, a vida revelada da escritora mais importante do século XIX. Embora seja uma das escritoras mais amadas de todos os tempos, Jane Austen ainda é uma figura de grande mistério. Seria ela a gentil e doce tia Jane? Ou uma moça de língua afiada, ardilosa, como sugere sua escrita? Como passava seus dias? E, se ela nunca alcançou o mesmo final feliz de suas personagens, teria ao menos encontrado o amor verdadeiro? Ambientando sua narrativa no contexto da aristocracia inglesa do século XIX, Catherine Reef extrai informações de cartas escritas por Austen para conceber um relato íntimo da vida e dos sentimentos da escritora. A narrativa inclui detalhes dos seis fascinantes romances publicados pela escritora.

É isso o que está escrito na contracapa do livro. Mas vamos ao livro:

Austen nasceu em Steventon no dia 16 de novembro de 1775, sendo ela a sétima filha do reverendo George Austen e de Cassandra Leigh. Naquela época as mulheres não tinham muitas oportunidades, algumas frequentavam escolas para moças e outras obtinham a educação em casa com governantas. Os Austen não tinham como manter uma governanta, e decidiram então mandar suas filhas para uma escola de meninas. Algum tempo depois, devido a uma doença grave de sua irmã, elas abandonaram a escola e voltaram para casa, mas nunca deixaram realmente de estudar, e desde cedo, Jane desenvolveu um gosto imenso pela escrita. Sua irmã estava noiva de um oficial, porém quando esse veio a falecer antes do casamento, Cassandra decidiu não se abrir mais para o amor, e passou a usar roupas sem decotes e toucas nos cabelos - itens que pertenciam a mulheres casadas de meia idade. Aos 20 anos, Jane conheceu um parente de uma amiga chamado Thomas Lefroy, por quem desenvolveu um grande afeto e esperava um pedido de casamento. Lefroy, porém, partiu seu coração indo embora para se casar com uma moça da aristocracia para salvar sua família da pobreza iminente. Jane e Lefroy nunca mais se encontraram e ela nunca mais pronunciou seu nome outra vez. Após o falecimento de seu pai, Jane, sua irmã e sua mãe se mudaram algumas vezes, passavam temporadas com seus irmãos que viviam bem e ela voltou a dedicar sua vida à escrita. O livro contém ainda pequenos resumos de suas obras, e aí vem os spoilers, porque ele revela os finais dos livros, de como Jane arquitetou suas heroínas. Jane nunca se casou, e assim como sua irmã, antes dos 30 anos passou a se vestir como uma senhora de meia idade, sem decotes e com touquinhas esquisitas na cabeça. Talvez para a época fosse um charme, mas acho feio pra burro! Os últimos capítulos falavam sobre os livros Emma, Abadia de Northanger e Persuasão. Fiquei um pouco revoltada ao descobrir o final de Razão e Sensibilidade, pois já está na estante - ali no meio dos livros não lidos, sabe, rs! - mas fiquei mais revoltada com a perda dessa grande obra.



Eu não cheguei no final, mas sei que se é uma biografia, então fala sobre a morte, e todos sabemos que ela já morreu. A não ser que haja alguém como minha cunhada, que ficou boquiaberta quando soube que Bob Marley morreu. Detalhe: ela soube ano passado por mim e por meu irmão! Cunha, sei que a notícia te abalou, mas tivemos que rir de você, sorry!!! Ahahahahahaahah... Bom, em 1817, com 41 anos, Jane começou a escrever a obra "Sanditon", mas teve de abandonar a escrita pois foi levada à Winchester para tratamento, porém, no dia 18 de julho faleceu tendo com suas últimas palavras: "não quero nada mais que a morte." Deixou tudo o que possuía para sua irmã Cassandra. Em sua lápide, não menciona que ela foi autora, porém após sua morte, seu irmão publicou suas memórias e então foi colocada uma placa dizendo que ela foi uma escritora e salientando que "She opened her mouth  with wisdom and her tongue is the law of kindness" (Ela abriu sua boca com sabedoria e em sua língua reside a lei da bondade). 

O livro não revela muito da vida de Jane, pois a própria autora do livro, Catherine Reef, diz que podemos conhecer muito sobre um famoso lendo suas cartas e diários, porém Jane não deixou nenhum registro. Após sua morte, praticamente todas as cartas foram queimadas, e poucos relatos existem, ou seja, a pequena grande autora, ainda é uma incógnita para o mundo. O filme "Becoming Jane" - Amor e Inocência em português - conta uma parte da história da autora com Anne Hathaway como Jane e James McAvoy como Lefroy, mas confesso que aprendi mais sobre ela no pequeno livro do que no filme. Interessante também é que na época georgiana, as mulheres não podiam herdar nada, apenas o filho mais velho, ou o parente homem mais próximo do pai. Vemos isso em Orgulho e Preconceito com a chegada de Mr. Collins na vida dos Bennet.
 Austen que antes não tinha dinheiro para nada e precisava morar com seu irmão devido a sua condição de mulher, passou a ganhar muito dinheiro com suas obras, e assim teve a oportunidade de desfrutar de algumas coisas que lhe foram negadas a vida toda.
Um fator interessante também são as fotos contidas no livro. A capa já fala por si: é a silhueta de Jane Austen encontrada em um dos poucos registros sobre ela. Outras curiosidades sobre vida e obra de Austen? Bem,  o filme "As Patricinhas de Berverlly Hills foi baseado em Emma, e agora em 2015 teremos no cinema uma versão macabra do meu livro favorito: Orgulho, Preconceito e Zumbis (oi?!?), e como Mr. Collins teremos ninguém menos que ele: Matt Smith - eterno 11º Doctor. Fiquei brava, o Mr. Collins é muito chato, e eu amo o Matt, snif, snif!!!

Pontos positivos: O livro é encantador! Cheio de imagens de filmes baseados nas obras de Austen, capa perfeita com a silhueta da autora, resumo de suas obras, vivacidade na escrita, o típico livro que pra quem é fã de literatura inglesa ou de biografias que não dá pra parar de ler, não dá pra respirar! E ele não tem aquela linguagem pesada que a literatura inglesa possuía antes. Ler Jane Austen é maravilhoso, mas demorei mais pra ler Orgulho e Preconceito - que é meu livro favorito da vida - do que as sete Crônicas de Nárnia, que também é literatura inglesa. As obras de Austen, Francis Burnett, as irmãs Brontë possuem aquela escrita típica da era georgiana, o que não me assusta, pois sou fã de Shakespeare que a escrita é da era vitoriana, mas é massante, eu confesso, é massante de ler - mas adoro mesmo assim. 
Ponto negativo: Foi impossível terminar de ler esse livro. Eu perdi no busão, lembra?!? E agora, vai levar um tempinho até eu comprar outro! Buááááááá.....

Bom, se eu puder dar uma boa dica de leitura, com certeza é essa: "Jane Austen - Uma vida Revelada." Pra quem curte biografia, essa é um ótima pedida! Pra quem não curte biografia, experimente ler essa, é uma ótima pedida! Pra quem não gosta de ler, que tal começar tentando com esse livro? É uma ótima pedida! Ou seja, em toda e qualquer circunstância, esse livro é uma ótima pedida!

Conheçam um pouco mais de Jane Austen, se apaixonem pela escrita dela, e quem ainda não leu, por favor, leia Orgulho e Preconceito e também se apaixone pelo Mar. Darcy e pelo espírito forte e heroico de Lizzie.



Galera, vou me despedindo por hoje, prometo não demorar tanto! Leiam, curtam, indiquem para seus amigos, comentem... Gosto muito das visitas e dos comentários de vocês! Tenham uma ótima noite, fiquem com Deus!
Goodbye Sweeties!