terça-feira, 15 de novembro de 2016

Resenha #36 - A Sereia - Kiera Cass

    Hey babies, tudo bem?!?
Hoje eu vim trazendo mais uma resenha de um livro que virou modinha entre as leitoras. Confesso que apesar de ser fascinada por esse meio, ou seja, apesar de eu ser uma sereia, eu tinha lido pouquíssimas coisas sobre sereias. Além de A Pequena Sereia, não tinha lido nada sobre, mas já tinha assistido tudo quanto é coisa de sereia. E, quando minha manicure me perguntou se eu queria esse livro emprestado, não pensei duas vezes!

Foto: Mundo Literário da Cecy


    Quem aí já leu A Sereia?  Prometo que vou tentar não dar spoilers, ok? Bora lá?

   Kahlen era uma garota muito rica que vivia na década de 1920. Um belo dia durante uma viagem de navio com sua família, ela ouviu um canto suave que a deixou com sede. Sua mãe, seu pai, seus irmãos e todos os outros tripulantes simplesmente se jogavam do navio com sorrisos nos rostos. Kahlen estava apavorada tentando tampar os ouvidos, mas, a música foi mais forte e ela se deixou levar. A canção fazia com que ela perdesse qualquer bom senso e a menina se jogou na água. Ao cair no mar ela saiu do torpor no qual se encontrava e, desesperadamente pediu para viver. Ela escutou perfeitamente uma voz lhe perguntando o que ela daria para permanecer viva, e a menina assustada respondeu apenas uma palavra: "tudo". Kahlen sentiu como se um braço a puxasse e a levou ao encontro de outras três moças, lindas e perfeitas. Elas acolheram a moça assustada lhe dizendo eram sereias, servas da Água e que Kahlen agora fazia parte dessa irmandade.

    Oitenta anos se passaram, Kahlen era a amais fiel de todas as servas. Ela procurava manter uma relação de mãe e filha com a Água. Durante esses oitenta anos de serviço, Kahlen cantava para alimentar a Água, mas, não escondia da mesma que não se sentia bem com isso. Ela e a Água amavam-se profundamente. As outras sereias, "irmãs" de Kahlen não entendiam como ela conseguia manter esse relacionamento com a Água. Kahlen lhe contava as coisas, lhe pedia conselhos, dormia e descansava nos braços reconfortantes da Água. E a cada tanto tempo, elas precisavam se mudar para não despertar a desconfiança nas pessoas. Quando estavam rodeadas de muitas pessoas, eram completamente mudas, não podiam falar para que não causassem um problema sério.

Imagem da internet
   
  Uma das coisas que incomodava Kahlen era o fato de a beleza delas chamar a atenção de todos, a ponto de muitos rapazes virem até elas, e naquele dia na biblioteca foi exatamente assim que ela se sentiu quando ele se aproximou. Mas, diferente de todos, ele não parecia ser mais um daqueles conquistadores baratos, ele parecia realmente interessado em conversar. Seu nome era Akinli - um nome de família - e ele mesmo após descobrir que a moça não falava, manteve uma conversa interessante, onde Kahlen se comunicava por escrita. Se encontraram outra vez, trocaram telefone, o flerte estava muito legal, até a sereia se lembrar que não poderia viver uma vida normal ao lado de Akinli porque ela não era uma pessoa normal. A moça decidiu então fugir de tudo, principalmente de Akinli, por quem ela já se encontrava apaixonada. Ainda teria vinte anos pela frente como sereia, não poderia encontrar Akinli e recomeçar com ele já na meia idade. 

    O problema foi que a moça começou a parecer infeliz, vivia tristonha pelos cantos, escondeu de todos - até da Água - seu momento de humanidade e tentou recomeçar. Nos meses seguintes muita coisa aconteceu: uma sereia cumpriu seu tempo e voltou a ser humana, e uma humana entrou pra irmandade das sereias, se mudaram várias vezes de cidade, não paravam em lugar nenhum pelo simples fato que Kahlen estava infeliz. Um dia em uma das cantorias ela entrou em pânico e quase não cumpriu seu papel, deixando a Água furiosa e as moças desesperadas. A sereia então foge loucamente e quando sai, não presta atenção onde está - só sabe que está longe de suas irmãs - e lá no meio do nada, ela encontra Akinli.

Imagem da internet
    Como essas sereias não são normais, elas não têm cauda, mas, cada vez que entram no mar, o sal lhes confecciona um vestido - nunca igual ao anterior - que se desmancha em algumas horas. O rapaz encontra Kahlen no meio do nada, confusa e com um "vestido de baile de formatura" e a leva para casa. Ele está diferente, com os cabelos e a barba grandes, Akinli conta para Kahlen agora está sozinho no mundo e que deixou a faculdade, mas, pede que a garota fique com ele por um tempo. Após um fim de semana perfeito - onde a moça escutava a água berrando por notícias dela - Kahlen não estava ligando pra mais nada, ela ficaria com Akinli. Mas, por um erro besta e muito humano, a moça põe tudo a perder!

    Ela então volta pra casa, e após esse episódio, tudo começa a dar errado. Kahlen, a mais fiel das servas da Água agora se vê deprimida, não consegue mais cumprir seu papel de irmã mais velha e tudo começa a desmoronar. E vou parando por aqui, se eu falar mais, os spoilers vão comer solto!

    Gente, eu amei esse livro. Uma escrita leve, fácil, li em dois dias e nada mais. Com personagens apaixonantes, não é uma história arrebatadora, mas, muito bonitinha, de verdade. Algumas coisas que achei bem interessantes na narrativa de Cass, foi o fato de ela brincar com algumas coisas para tornar nossa leitura mais agradável. Vou citar alguns desses fatores:
  • Nunca pensei na Água como um ser que pensa, sofre, sente e ama. Cass deixa isso bem claro, a Água ama incondicionalmente suas sereias, mas sua preferência por Kahlen é notável, e a moça apesar de ter pesadelos com as pessoas que morrem em naufrágios, ela desabafa sempre com a própria. Isso é muito legal;
  • Me lembro que quando perdi meu tempo lendo Crepúsculo, achei interessante o fato de a autora não ter incluído dentes em seus vampiros. Como pode vampiros sem presas? Nesse livro me espantei ao saber que as sereias não tinham caudas, mas, vestidos de sal. Como pode sereia sem causa? Nos livros tudo pode, rs!
  • Ao descobrir que Kahlen não pode falar, Akinli procura estudar para saber o que causa mudismo em uma pessoa, que é por cordas vocais cortadas ou por trauma. Em um dado momento, ele pede que Kahlen fale algo para ele em sinais, e ela lhe conta tudo, que é uma sereia, que não pode falar senão ele morreria e que ela o ama. Ele diz que a única coisa que ele entendeu foi quando ela apontou pra ele, mas, que achou lindo. Já tive alguns alunos surdos, e confesso que me peguei pensando neles ao ler essa cena, achei legal o fato da autora abordar de maneira sutil esse ponto de vista de pessoas que não podem ou conseguem falar;
  • O amor incondicional aqui fala muito alto. Não só o da Água pelas sereias, mas, o amor que umas tem pelas outras. Elas realmente se amam como irmãs. E, como todos que temos irmãos sabemos que nos amamos e nos odiamos simultaneamente, certo? Tem momentos que elas se odeiam, em outros elas fazem tudo umas pelas outras, e são loucas por suas irmãs. Elas amavam se odiar, rs!
Foto: Mundo Literário da Cecy

    Ah, lá no começo do livro, a autora deixa uma carta para os fãs brasileiros. Não sei o motivo de ela escolher o Brasil para demonstrar o carinho, ou se em cada país tinha a sua carta para os fãs, sei lá, mas, achei uma fofurice ela ter se dedicado aos fãs. 

E era isso, amores, não vou falar mais nada, hahahaha!

Beijooooo!


8 comentários:

  1. Olá Cecyyyyyy!
    Eu estava roendo as unhas de ansiedade para ler sua resenha de A Sereia e agora vou acabar com as cutículas até ler o livro rsrsrsrs
    Ameeeeeei esse negócio de sereia, sua sereia!
    E esses vestidos que duram um dia e nunca são iguais ao anterior eu queroooooooo *O*
    E a água como um ser que pensa, sente e ama!
    Que inusitado!
    Vou colocar no topo dos desejados :D
    Bjssssss Luli
    Café com Leitura na Rede

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oiii Luli!!!
      Sério que estava ansiosa pela resenha? Mas, não passe mais vontade, amiga, peça o que quiser, rs!
      Como você descobriu que sou uma sereia? Ahahahahaha.... Como eu disse, não é um grande e arrebatador romance, mas é tão bonitinho... Eu amei o Akinli, amei todas as meninas, amei a Água... A princípio pensei que a Água era uma super vilã, mas, após ver o amor de Kahlen por Ela e vice-versa, não tem como pensar mal da Água. Ah, também quero vestidos de sal, rs!

      Beijoooo!

      Excluir
  2. Oiii Cecy! Aiin fico tão feliz que você leu esse livro <3 sei que você é uma sereia e ama esse universo! E como você falou "em livro tudo pode, até sereia não ter cauda" hahha eu também gostei muito desse livro e achei ele muito amorzinho e fiquei desesperada pensando que "o problema final" não iria se resolver kkkk Eu adorei a sua resenha *--* Ahh e se não me engano a autora escreveu a carta para os fãs brasileiros porque os livros da série "A seleção" foram os mais vendidos aqui no Brasil e sabe como os fãs brasileiros são né?! Nunca deixaram de elogiá-la <3 Eu ainda não li "A seleção" mas pretendo, porque tem um enredo incrível!

    *Beijokas -Hellen Barros.

    www.apenasgiz.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oie Hellen! Pensei em você o tempo todo enquanto fazia essa resenha, afinal, foi lendo sua resenha que quis ler o livro, né? Muito amorzinho mesmo! =) Menina, fiquei muito desesperada com a possibilidade do problema não ser resolvido, comecei a entrar em pânico quando o livro ia chegando no final, dá desespero só de lembrar, rs!

      Eu imaginei que tivesse alguma coisa a ver com S Seleção mesmo o fato da cartinha brasileira, mas, não tinha certeza. A Seleção não vou ler não, esses romances água com açúcar não são minha cara, não - apesar de amar o Sparks que é muuuuuitoooo mela cueca, rs!

      Beijooooo

      Excluir
  3. dessa autora eu só li o terceiro volume da série a Seleção. Esse já vi muito as pessoas falarem, é um livro que dividi opiniões.. Ele está na minha lista de desejados e vou comprar ele sem dúvida adorei a resenha beijos

    Taynara Melo | Indicar Livros
    www.indicarlivros.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Tay! Também ouvi falar muito que esse livro era divisor de águas, uns amam e outros odeiam. Vamos levar em consideração que foi o primeiro livro dela, e é muito difícil arrebentar em um primeiro trabalho, né?
      Acho que vale a pena!

      Beijoooo

      Excluir
  4. Oii Cecy!
    Eu confesso que não estava muito animada para ler esse livro porque muitas pessoas me falaram que se desapontaram, mas depois da sua resenha estou ansiosa para conhecer esses personagens!
    Adorei as adaptações que a autora fez no "universo das sereias", ou melhor, no nosso universo! haha
    Obrigada pela dica!!

    Beijooos!

    http://leituraecappuccino.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Lari!
      Então, eu li muito isso também, que as pessoas leram a série A Seleção e acharam maravilhoso, mas quando leram A Sereia se decepcionaram. Eu não li A Seleção, mas sei que A Sereia foi escrito primeiro, então provavelmente ela viu os erros que cometeu no primeiro livro e deixou de cometer nos outros. Como eu não tinha lido nada dela antes, eu gostei, rs! Que bom que gostou da resenha, dei meu melhor, heheh...

      Nosso universo? Opa, então cantamos juntas pelas águas e não sabíamos disso? Ahahahaha...

      Beijooo

      Excluir

Página Anterior Próxima Página Home
Layout criado por