terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Resenha #70 - Cartas de Amor aos Mortos - Ava Dellaira


    Oie, pessoas!
Como disse, para compensar a falta de net da semana passada, teremos post até sexta-feira, ok? Então, como ainda tem muita resenha atrasada - desde o ano passado - vou trazer mais uma hoje, tá? Então bora pra resenha?

Imagem MLC
   SINOPSE: Tudo  começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop... apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode esperar para escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era - encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um - é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

      Temos aqui um livro bastante reflexivo e diferente. Ao mesmo tempo que me lembrou Te Amo,Te Odeio, Sinto Sua Falta, ele me deixou completamente atônita com algumas coisas. Porque me lembrou o livro citado acima: pelo fato de a protagonista sempre se comunicar por cartas, mas, a diferença é que ela não escrevia para a irmã morta, mas, para outras pessoas.

   Encontramos aqui a história de Laurel, uma garota tímida que está começando o primeiro ano letivo do ensino médio em uma escola longe de casa, pois, não queria estudar onde sua irmã estudava. A irmã dela, May, falecera há poucos meses, e Laurel não estava bem. A mãe em uma crise de desespero abandonou a filha com o pai – eles já eram separados há alguns anos – e foi para a Califórnia, deixando a menina com seus medos e frustrações para trás. Laurel então, morava uma semana na casa do pai, e uma semana na casa da tia. Após duas semanas sozinha na escola, ela resolveu se arriscar a falar com Natalie e Hannah, duas meninas que estavam sempre juntas e que pareciam ser muito legais. Ao se envolver com elas, Laurel finalmente foi se dando a chance de viver e conhecer mais sobre elas. Fizeram amizade com um casal do último ano, Kristen e Tristan, que mostraram a ela que ela poderia ser amada. Nesse meio tempo, ela escrevia cartas para pessoas mortas que ela admirava. Na verdade, foi a tarefa que a professora de inglês passou no primeiro dia de aula, mas, ela nunca entregou. Passamos a conhecer mais sobre cada personalidade para quem ela escreve e também saber mais sobre Laurel e May. A garota escreve cartas para River Phoenix, Amy Winehouse, Judy Garland, Janis Joplin, Jim Morrison, Heath Ledger, Amelia Eckhart (confesso que foram as que mais gostei) e o cara para quem ela mais escreve, Kurt Cobain.

Resultado de imagem para kenton duty
Imagem da internet
                                
            Nesse meio tempo, ela se apaixona por um carinha lindo chamado Sky, que na descrição do livro pra mim, ficou a cara de Kenton Duty, rs. Laurel então descobre-se mais frágil que nunca, comete alguns erros graves e sofre as consequências desses erros, mas, o que vemos mais é uma menina desesperada para ter alguém que a proteja, pois, sua tia é uma fanática religiosa e não conversa com ela da maneira como deveria, sua mãe está longe e as conversas se resumem a respostas monossilábicas da filha e seu pai, tenta ser um bom e presente pai, mas, ainda está muito triste. Em cada carta que Laurel escreve, ela mostra a culpa que sente pela morte da irmã e em como ela poderia ter evitado – ou ao menos ela achava que se se mantivesse calada, teria evitado.

            Durante as páginas, vemos que a dor de Laurel não se resume apenas à perda da irmã, mas, ela tinha traumas profundos, cicatrizes que a impediam de ser feliz, coisas graves, situações muito complicadas e traumáticas, que só quem já passou pela mesma coisa sabe dizer como é. Infelizmente devido a sua timidez, a menina se calou, causando essas cicatrizes profundas, que aos poucos, ela foi tentando curar sozinha. E assim, temos a certeza que cada pessoa morta não foi escolhida aleatoriamente, mas, de alguma forma, ela se identificava com alguma situação pela qual a pessoa passou.

Imagem MLC
             A autora escreve com uma sutileza muito grande os traumas vividos pela menina, e nos choca bastante, enquanto mostra que tudo pode dar certo. Uma curiosidade que achei super legal, é que a autora trabalhava na produção da adaptação para o cinema do filme As Vantagens de Ser Invisível, e pediu a Stephen Chbosky - autor do livro que acabei de citar - para que ele lesse o roteiro que ela tinha escrito para um filme. O autor gostou, mas, sugeriu que ela escrevesse um livro ao invés de um filme, um romance. A autora nunca tinha cogitado escrever um livro antes, mas, sonhava em ser escritora. Pouco tempo depois, perdeu a mãe e o livro acabou ajudando-a a superar o luto. Interessante, né? 
Para mim, foi um livro ao mesmo tempo duro de ler e arrebatador, é lindo ver como Laurel é empática, como se desligava de seus problemas para ajudar seus amigos, como sofria ao ver que não podia confiar na mãe, como não conseguia se expressar para seus amigos e namorado, e como ela ansiava mais que tudo, se libertar. Gostei muito mesmo, achei que encontraria uma coisa, e me vi em um enredo super diferente e carismático.


Carta de Amor aos Mortos (Love Letters to the Dead), Ava Dellaira. Editora Seguinte, 320 páginas. O último livro lido em 2016, simplesmente adorável!

   Amanhã tem TAG, ok?

Beijos + abraços + Bombons...

6 comentários:

  1. Oieeeeee Cecyyyyy
    Sabe que estou muito curiosa para ler esse livro?
    E agora depois de sua resenha ainda mais!!!!
    Parece ao mesmo tempo fofo e real, triste mas com a superação como norte e essa coisa de escrever cartas sempre me traz memória afetiva.
    Ótima quarta pra ti
    Bjs Luli
    https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oieee Luliiii!!! 💗💗💗

      Eu já tinha ele salvo em eBook há muito tempo, foi o último livro que li no ano passado e gostei muito. Ele é tudo o que você falou, fofo, real, triste, mas, apesar da depressão, a autora foi muito profundo nas sensações. Gostei muito mesmo!

      Beijoooo 💖

      Excluir
  2. Oi, Cecy!
    Menina, eu quero esse livro há bastante tempo e sua resenha só aguçou minha curiosidade. Gostei da proposta do livro, eu achava que a personagem escrevia pros seus entes queridos. Muito interessante a história e bem diferente das que li. E super bacana isso de a autora ter escrito com a intenção de ser um filme e que acabou virando livro. uauu. <3
    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oie Mi!
      Menina, eu fiquei quase um ano com esse livro salvo no Google PlayLivros e resolvi ler no último dia do ano, li em um dia. Ele é muito bonito, gostei muito mesmo. Esperava um pouco mais do mesmo e me surpreendi com tudo. Vale a pena!

      Beijoooo 💖

      Excluir

  3. Cecy lindaaaaa ♥♥♥
    Eu li esse livro faz alguns anos e eu lembro de sentir um apertinho no ♥ por causa dele.
    Ele é um dos meus livros favoritos até hoje.
    Amei a sua resenha e fico feliz que também tenha gostado dele.
    Ótima semana
    bjo

    Tati C.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Me lembro de você me falar que eu ia amar esse livro, Tati. E foi verdade, amei muito!

      Beijoooo 💖

      Excluir

Página Anterior Próxima Página Home
Layout criado por