terça-feira, 22 de maio de 2018

Resenha #78: O Espetacular Homem-Aranha: De Volta ao Lar - J. Michael Straczinski & John Romita Jr.

     Hello, tudo bem?
Me perdoem por estar em off esses dias, tinha pensado em tirar duas semanas após o BEDA, mas, postergou pra mais uma por uns motivos que não cabem aqui no blog. Mas, hoje trouxe algo muito especial.

    Como essa semana teremos uma data muito importante que é o Dia do Orgulho Nerd/Geek, essa semana teremos coisas especiais sobre a cultura nerd aqui no MLC. E para começar,  nada melhor do que uma linda resenha de HQ, não acham? E dessa vez, trago sobre um herói que ainda não tinha trazido por aqui.

Bora lá?

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     SINOPSE: Ao longo de sua vida, Peter Parker com frequência se sentiu sozinho. Quando descobriu suas habilidades aracnídeas após ser picado por uma aranha irradiada, ele as manteve em segredo. Sua tentativa de explora-las para obter lucro resultou no assassinato de seu tio Ben. Aparentemente, ninguém compreenderia o difícil equilíbrio entre o mortal e o herói.
Até agora foi assim. Uma misteriosa figura surge de repente, exibindo poderes similares aos de Peter. Quem é esse homem misterioso? Quem são as pessoas que ele representa? E o que é esse mal ancestral que chegou aos Estados Unidos em busca de Peter?

     Não assisti ao filme De Volta ao Lar, então, não sei o que tem por lá e não posso dizer, mas, com certeza, não tem nada a ver com a HQ. Uma coisa que eu sei é que no filme, Peter ainda está na escola, o que não é o caso que encontramos no gibi. Eita, melhor começar do começo, rs!

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    Não li ao gibi que antecede essa história, mas, sei que Peter tem uma vida boa ao lado de sua linda esposa e supermodelo Mary Jane, mas, por alguns problemas relacionados ao Homem–Aranha – e não Peter – MJ toma a decisão de se separar do marido, mesmo o amando imensamente. E é assim que começa essa trama, com um Peter Parker arrasado pela separação de sua amada esposa. Sua depressão está tomando conta de seu ser e o herói se torna até um pouco descuidado com seus afazeres. Durante a noite, fica balançando por aí em suas teias e só para quando se cansa e durante o dia, anda sem rumo. Em uma dessas andanças por aí, um dia ele se depara com sua antiga escola e vê um aluno sofrendo bullying dos valentões. Peter então, relembrando da época em que ele próprio era adolescente, ajuda o rapaz, mas, este fica irritado, pois, agora será mais sacaneado que antes. Então, novamente em uma de suas noites de balançadas em teias, ele encontra uma pessoa, um homem de meia idade com poderes idênticos aos seus. Aranha fica completamente atônito ao encontrar alguém com as mesmas habilidades e quer algumas respostas, mas, o estranho - chamado Ezekiel – acaba lhe deixando com muitas dúvidas mais.

 "– Diga uma coisa, Pe... hã, Homem-Aranha. Não minta, pois vou perceber. Como conseguiu seus poderes?
– Eu... – Zek sabe quem sou e poderia fazer muito estrago com essa informação. Preciso entrar no jogo. Afinal, minha origem vai ser inútil para ele. – Uma aranha irradiada me picou.
– Ahá! Foi o que pensei. Isso explica sua forma de encarar a situação. Outra pergunta...
– Olha, eu já cansei de...
–Calma, você vai gostar dessa. Acredite.
[...]
– Eu tenho uma pergunta das boas. Vou provocá-lo como nunca provocaram antes... e nunca provocarão depois. Por isso preste atenção. A radiação possibilitou que a aranha lhe desse poderes? Ou a aranha tentou transmitir seus poderes antes que a radiação a matasse? O que veio primeiro: a radiação ou o poder? O ovo ou a galinha?”

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    Claro que isso foi um choque tremendo para o Aranha, que nunca tinha cogitado essa possibilidade, e ficou muito pensativo. Ezekiel o deixou com seus pensamentos e cada um seguiu com sua vida. Simultaneamente, uma cara com cara de defunto e muito sinistro, chegou ao território do Aranha, procurando por uma essência pura de herói para se alimentar, e ele não pararia, não desistiria até encontrar essa fonte. E o novo amigo, Ezekiel, cada vez mais misterioso, seguia sua vida com seus negócios bilionários.

       Peter procurava consolo sempre em sua fiel amiga, mãe, confidente e tia, May, que estava fazendo o possível para manter a sanidade de seu sobrinho. Ao tentar uma vaga como professor de ciências na escola onde estudou na adolescência, o sentido aranha de Peter o alerta para um atentado na escola, e ele precisa usar sua inteligência e seus poderes para contornar a situação, e descobre um aluno brilhante em meio ao caos. Após conseguir a vaga na escola, causou uma comoção nos alunos e dividiu opiniões sobre professores que gostam do oficio e os que estão lá por estar. Assim, ele poderia ficar mais próximos dos alunos e tentar proteger os nerds como ele.

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     A vida seguiu em frente, e alguns dias mais tarde, Ezekiel entra em contato com Peter e lhe informa que ele está em perigo. Ele leva Peter a um abrigo seguro, mas, o rapaz não aceita a ajuda, e o mal que estava esperando o momento para extrair a essência pura do Homem-Aranha atacou de um modo como nunca fora atacado antes. E agora, ele conhecia o cheiro do herói, ele o perseguiria e o encontraria, até que Peter finalmente desistisse e se entregasse de vez. E aqui, vemos um Homem-Aranha caindo em um buraco cada vez mais fundo, do qual não temos certeza se ele vai sair.

       Aqui chegamos em uma encruzilhada: Peter vai morrer pelas mãos do carinha defunto – que tá mais pra vampiro, pois, o homem vai beber o sangue dele, ou vai acabar se matando para evitar morrer pelas mãos do inimigo, e ter seu sangue bebido após morrer por conta própria. Ou seja, ele precisa morrer. Mas, como matar um herói tão querido? Straczynski não nos decepciona com um roteiro espetacular para essa HQ. E a arte de Romita é tão perfeita, seus traços são tão densos que dá para sentir o que eles sentem somente de olhar para as ilustrações. Sofri o tempo todo junto com Peter e com o Homem-Aranha, e se eu fosse você, leria só pra sofrer também, rs.

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     Vou ficando por aqui, chuchus!

O Espetacular Homem-Aranha: De Volta ao Lar (The Amazing Spider-Man: Homecoming) – J Michaels Straczynski & John Romita Jr, Marvel Comics, Editora Salvat. Já diz o nome: Espetacular!

Beijooooo


segunda-feira, 30 de abril de 2018

{{BEDA #30}} - Resenha #77: Thunderbolts - Fé em Monstros - Warren Ellis & Mike Deodato

Oisss!
Nem vou me demorar, resenha de HQ é difícil, e as minhas são longas, hahah.

Bora lá?

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SINOPSE: Numa época em que a América perde a fé nos super-heróis, os Thunderbolts, ex-vilões sob o comando de Norman Osborn, nunca foram tão vitais. No entanto, as coisas não vão muito bem na Montanha dos Thunderbolts, pois conflitos internos ameaçam a ruptura do grupo. Com a equipe em alta nas pesquisas de opinião pública, a América está pronta para aceitar seus novos salvadores. Mas será que os Thunderbolts estarão à altura desse desafio?

     Então, essa foi uma das HQ’s mais difíceis que eu já li. Os acontecimentos dessa trama ocorrem pouco depois de os heróis terem duelado e ficado em lados opostos na famigerada Guerra Civil, deixando Capitão América e Homem de Ferro em lados opostos pela primeira vez. A população estava desacreditada dos heróis, mas, o governo foi muito filho da mãe ao colocar os vilões como “policiais”, como cuidadores da população. Sabe aquele famoso ditado que diz “dê ao homem poder e ele lhes mostrará a verdadeira face”? Pois é, dar poderes aos vilões não pode ser uma boa escolha. Enfim, depois da Guerra Civil, aconteceu exatamente isso, os Thunderbolts liderados por Norman Osborn – um cara que ama poder, venhamos e convenhamos – conta com um time poderoso de supervilões: Soprano, Venon, Mercenário, Homem Radioativo, Suplício, Espadachim E Rocha Lunar como líder de campo. Apesar de serem assassinos e psicopatas, essa superequipe de vilões é financiada pelo governo e tem plenos poderes para fazer o que quiserem, apenas Mercenário é desconhecido pelo público, e ninguém faz nem ideia de que ele está na equipe, pois, só é usado em casos extremos. 

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 O público está aceitando bem os vilões, pois eles se mostram abnegados e altruístas. Alguns não querem fama de super-heróis nem ao menos desejam a redenção, mas, aceitaram o trabalho pois dessa forma poderiam infligir sofrimento aos heróis que não se registraram no programa do governo. Mas, as coisas são estranhas, apesar de eles serem um time, um vive tentando derrubar o outro. Venon e Mercenário querem a ruína de Osborn, Rocha Lunar quer o controle do grupo e Espadachim quer o clone de sua irmã que já morreu que é mantida pelo líder. Apenas Suplício está no time em busca de redenção, pois desde a destruição de Stamford durante a Guerra Civil, ele está estressado e como castigo, precisa estar nesse grupo. Fora que Osborn nada besta, tem o controle total de seus liderados: foram injetados com uma nanotecnologia – exceto Suplício e Rocha Lunar – que garante que eles vão cumprir ordens. Caso eles desobedeçam, os nanorobôs são ativados e paralisa – ou mata – o transgressor.

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 Os caras estão tocando o terror geral na cidade e usando de manipulação de imagens para que o público veja o que eles querem que o público veja, e não a verdade. Por exemplo, ninguém vê o simbionte devorando o braço do Aranha de Aço, a luta brutal entre Mercenário e Jack Flag, mas, todos veem como os heróis que não aceitaram se registrar são perigosos para a população. Um cara que é pego de surpresa em uma briga vai fazer o quê? Se defender, certo? Isso acontecia, mas, as imagens eram manipuladas para que as pessoas pensassem que os heróis que atacavam os Thunderbolts à paisana. E é isso que tem acontecido, um caos que só!


     Assim como tudo tem o lado bom e o lado ruim, vimos diversos gibis trazendo os dilemas dos heróis e tals, mas, ver os vilões transformados em heróis é bem interessante, pois, temos um outro lado para torcer. Na verdade, apesar de eu ser bem do contra, eu não simpatizo com os vilões da Marvel, hahaha. Acho que quanto menos você gosta do vilão, mais prova que ele é bom. Por exemplo, detesto Norman Osborn, o que me faz crer que ele é um ótimo vilão... Deu pra entender? Ahahaha... Mas, não gostei muito dessa HQ, não. Ela é importante para dar sequência no enredo, eu sei, mas, achei um tanto enfadonho.

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 Enfim, as coisas continuam ruins, cada vez piores, e notamos que o governo foi muito, muito, mas, muito infeliz em obrigar os heróis a divulgarem suas identidades. Como eu disse na minha resenha de Guerra Civil, eu entendi os dois lados defendidos, entendi os motivos de Stark para ficar a favor do governo, e entendi os motivos de Rogers por não apoiar essa campanha. O problema é que ninguém tinha noção da proporção que isso tomaria. E agora? Cada ação gera uma reação, certo? E com toda essa bagunça acontecendo, como será que o governo americano vai fazer para retomar o controle total de seu país? Fora que o desfecho do Mercenário foi INCRÍVEL!!! Acho que era exatamente o que ele merecia.... Ou precisava! Noss, como eu sou má, hahahahah... Para saber o que aconteceu com Mercenário, só lendo, rs!

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 As cenas possuem tons bem escuros, para dar uma sensação de sufoco e aquele tom sombrio que essa trama pede, sabe. O ilustrador Mike Deodato (que é brasileiríssimo, da Paraíba) deu um show nas imagens para esse encadernado. Falando nisso, uma coisa que eu achei demais, é que em uma das cenas, ele colocou uma imagem dele mesmo sendo entrevistado pelo Jô soares, gente. Sério, não tô zoando, se não acredita, olha aqui embaixo e me diz se não é o Jô! Clica na foto e aumenta pra ver um detalhe na caneca! Já o roteiro fica por conta de Warren Ellis e num geral é bom, mas, eu não gostei muito como disse ali em cima. Porém, preciso destacar que algumas sacadas são muito da hora. Era engraçado por exemplo, quando alguém falava sobre aranhas perto de Osborn, qualquer coisa que levasse o nome “aranha” fazia o cara ter um ataque, isso era engraçado, hahahah. Ri muito nessas cenas!

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 Enfim, galera, jogo a batata nas mãos de vocês. Leiam lá e depois me contem o que acharam. Ou quem já leu, me conta também. Quero interação, rs.

Vou ficando por aqui!


Thunderbolts: Fé em Monstros – Warren Ellis & Mike Deodato. Editora Salvat do Brasil, 160 páginas. Ah, recomendo para dar continuidade do enredo, mas, particularmente, não curti.

    E obrigada por ficarem comigo durante esses trinta dias, povo. Apesar de atrasar alguns posts, cumpri com meu papel, rs!


    Semana que vem eu volto, ok?

Beijos e queijos!

domingo, 29 de abril de 2018

{{BEDA #29}} Poema Sobre a Vida

    Olá, amores!

Esses últimos dias falei com vocês sobre problemas, sobre pessoas amadas e nunca esquecidas. Ou seja, sobre a vida. E achei esse poema fofo e quis compartilhar com vocês.

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Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm um instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...

Enfim...

Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem para dizer o que tem que ser dito...

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...

(Autor Desconhecido)

   Então era isso, amores!

Deixo vocês com as mãos do filme Orgulho e Preconceito de 2005.

Beijooo
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{{BEDA #29}} TAG: By The Book

     Aêêêêêêê....

Passando hoje trazendo mais uma TAG da hora que o Explorador Literário me marcou lá no Instagram. A TAG consiste em responder perguntas básicas sobre nosso dia a dia literário.

Bora lá?

1. Que livro está na sua cabeceira?

Minha Bíblia, sempre. É o primeiro livro que leio ao me levantar.

2. Qual foi o último livro realmente bom que você leu?

Noss, tenho lido livros ótimos, mas, vou ficar com Apelidos Carinhosos, do Guilherme Olí. Simplesmente genial!

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3.  Se você pudesse encontrar um escritor vivo ou morto, quem seria?

Eu acho que já disse isso aqui em algum momento, mas, adoraria conhecer JM Barrie (Peter Pan) e a Lygia Fagundes Telles, que é uma diva!

4. Qual livro ficaríamos surpresos de encontrar em sua estante?

Os Segredos das Mulheres Inteligentes, Steven A. Carter e Julia Sokol. Não gosto de autoajuda, mas, esse livro é muito bom.

5. Como você organiza sua biblioteca pessoal?

Tirando as sagas, sempre por ordem alfabética. 

6. Qual livro você já deveria ter lido?

Razão e Sensibilidade, de Jane Austen. Faz mó cota que está na estante esperando para ser lido, rs.

7. Um livro que te desapontou?

A saga Encantadas. Fiz tanto para ler e foi uma agonia cada minuto lido.

8. Que tipos de histórias chamam sua atenção?

Distopias, aventura e ficção.

Então, até amanhã.

Beijooooo


sábado, 28 de abril de 2018

{{BEDA #28}} O Poeta do Hediondo - Augusto dos Anjos

Sofro aceleradíssimas pancadas
No coração. Ataca-me a existência
A mortificadora coalescência 
Das desgraças humanas congregadas!

Em alucinatórias cavalgadas,
Eu sinto, então, sondando-me consciência
A ultra-inquistorial clarividência
De todas as neurona acordadas!

Quanto me dói no cérebro esta sonda!
Ah! Certamente eu sou a mais hedionda
Generalização do Desconforto...

Eu sou aquela que ficou sozinho
Cantando sobre os ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!

Resultado de imagem para o poeta do hediondo
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sexta-feira, 27 de abril de 2018

{{BEDA #27}} Dica de Livro: Vale do Aventureiro, o Menino Sumido e a Onça Feroz - Lígia Dantas

    Hello, it's me...

Passando hoje para trazer uma dica de livro maravilhosa da autora querida parceira do blog, Lígia Dantas. Já conhece? Aeeee.... Não conhece? Iiiii.... Bora conhecer, então!


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 SINOPSE: Dois irmãos, Bruno e Manuela, já no limiar da adolescência, retornam nas férias para a fazenda Vale do Aventureiro e reencontram velhos amigos, Rosinha e Chico, filhos de um casal de empregados da fazenda. Na companhia de um corajoso cão, eles se envolvem em uma aventura surpreendente, relacionada ao passado misterioso do lugar. A caçada a uma onça e o sumiço de um menino são segredos guardados a sete chaves, mas prestes a serem desvendados pelos aventureiros. Uma aventura eletrizante, na qual a amizade supera barreiras sociais e culturais, destaca a preservação da natureza e que começa entre as montanhas de Minas, no Vale do Aventureiro.

     Li ano passado com meus alunos esse livro e confesso que foi muito divertido! Não sei quem gostou mais, as crianças ou eu, rs.

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      O livro nos conta a história de quatro crianças que se envolvem em uma aventura para descobrir um mistério. Muitos anos antes do pai dos meninos comprar a fazenda, ali morava um menino que sumiu. Simplesmente sumiu, desapareceu! Os meninos então começam a investigar a situação, colher depoimentos com pessoas que moram na região há muitos anos, e conseguem progressos. Simultaneamente, uma onça começa a atacar os rebanhos das fazendas, e os fazendeiros querem matar o bicho de todo jeito, porém, a mãe de Manu e Bruno lhes ensina que matar um animal selvagem é crime, e que o IBAMA precisa ser avisado.

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     Muita coisa diferente e estranha acontece nesse meio tempo, e os quatro garotos ao mesmo tempo que se divertem, se assustam um bocado com as investigações. Vale do Aventureiro é aquele típico livro que após terminar de ler, bate aquela saudade da infância, de como eramos inocentes, como eramos felizes e não sabíamos, rs. Um dia quero conhecer essa fazenda, rs.

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     Agora, sabe de um negócio bem legal? A Prefeitura de Juíz de Fora adaptou esse livro como paradidático, e todas as escolas da cidade tem a oportunidade de conhecer mais sobre essa super trama. A Lígia visita as escolas e cada vez mais mostra seu lado autora aflorando. Li, sua linda, beijos pra você!

O Vale do Aventureiro, o Menino Sumido e a Onça Feroz - Lígia Dantas Lopes. Independente, 140 páginas. Vale muuuuuito a pena!


Beijooooo

quinta-feira, 26 de abril de 2018

{{BEDA #26}} Resenha #76: Apelidos Carinhosos - Guilherme Olí

     Hi everyone!
Esse ano muita coisa boa tem acontecido, entre elas, a oportunidade de parcerias incríveis para o blog. Um desses parceiros que tive a oportunidade de conhecer, foi o Guilherme Olí, aquele fofo. Me inscrevi na seleção, e entre os poucos escolhidos, lá estava eu, e quase chorei de emoção quando o livro chegou aqui em casa, e hoje quero trazer um pouquinho dele para vocês.

Bora lá?

SINOPSE: Uma campanha de dentro de um jornal nasce de uma conversa entre amigos que lá trabalham. E, mais do que conhecer a história por trás de apelidos carinhosos, veja como relatos alheios podem mudar a vida de Roberta e Pedro.
Este é um livro de histórias rápidas e leves, para se devorar em poucas horas ou para ler aos poucos. Divirta-se da forma que preferir!

   
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 Confesso que me deu a maior nostalgia lendo esse livro... Sabe porquê? Simplesmente por que me lembrou um monte de pessoas maravilhosas que fizeram parte da minha vida que em algum momento recebeu um apelido carinhoso - ou me deu um apelido carinhoso, rs. Menos na infância, naquela época era só bullying mesmo, hahahah. Minha sobrinha Michele, virou Michele Fracote. Eu era Tanajura e não preciso explicar os motivos disso. Mas, quando saí de casa e fui embora pro RS, conheci umas pessoas incríveis. Minha melhor amiga Fábia, eu a conheci durante a viagem pra lá, estávamos indo em uma equipe para trabalhar, e em determinado momento precisamos descer do busão por falha técnica, e me apresentaram para ela. "Essa é a Máfia!", disse uma das meninas. Ela apenas sorriu. Máfia! Teve também o DK, que era um cara muito legal, ria muito com ele. O tempo passou, conheci o Coroinha, o Rádio, Marquito (que saudade do Marquito), o Cabeça de Lata, o Dedé... Um ano e meio se passou enquanto ainda estava lá. Na minha equipe tinha o Barney, o AlicaTÊ, me apaixonei pelo Superboy - somebody saaaaave meeeee, hahahah - e virei a "Ciçacode", apelido dado pelo Tinga. Voltei pra SP, conheci o Brutus, a Matraca, a Bilu-Bilu, o Maranhão - por que será que ele era chamado assim? Hahahah... Nessa época conheci a Nani, mas, ainda não tinha tanta intimidade com ela, só a chamava de Pantera. Até porque ela era adolescente, eu tinha esperanças que ela crescesse. Ela não cresceu, e eu como a boa adulta dez anos mais velha que sou, quando ela fez 18, já estava maior de idade e podia aguentar um apelido carinhoso. Nanica era muito forte, então, Nani, hahahah. 

     Meu ex-cunhado se chamava Manoel, Mané. Só que no bairro onde morávamos tinham outros dois Manés - isso ficou engraçado, hahaha - e não dava pra chamar de Mané do Norte por que os três eram lá de cima do mapa. Resultado? Ele virou o Mané Farinha, pois farinha de mandioca era o mesmo que néctar pra ele. Aí era engraçado quando alguém perguntava onde morava o Mané: "Qual deles? O Mané Farinha, o Mané Caroço ou o Mané Curiango? Minha irmã se separou do Mané uns anos atrás, e já é casada novamente com o Velhinho. Infelizmente o Mané faleceu um dia após as gêmeas da Mika - sim, a Michele Fracote, rs - nascerem, então, ele não viu que a Sofia Farinha é a cara dele, rs. A irmã dela? Mulher Maravilha, pois se chama Diana.

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    Apelidos Carinhosos fala exatamente disso, de pessoas que deram apelidos para outras em determinadas situações da vida. Beta e Pedro são melhores amigos, trabalham juntos na redação de um jornal. Os dois sempre saíam para beber e falar mal do chefe ou falar sobre seus relacionamentos. Um dia, tiveram a conversa sobre apelidos carinhosos, mas, não algo do tipo "Vidinha", "Chuchu" e "Mozão", eles queriam histórias reais. Beta lançou a ideia para seus chefes, que curtiram e ela passou a receber as mais hilárias histórias sobre momentos e apelidos que as pessoas davam umas para as outras. Me diverti muito enquanto li, e se eu for contar qualquer história aqui, vou estar tirando a graça de vocês, é necessário ler para entender. 

"É engraçado pensar que quando vemos um fato de apenas um lado nem sempre conseguimos enxergar toda a verdade que ele traz. Para mim, o Entrão era um velho abusado e fuxiqueiro se metendo na minha vida. Enquanto isso, ele estava ali tentando oferecer algo especial para a esposa. Muito louco, né?" (p. 45, Entrão)

    Conheci nesse livro o Entrão, a Dercynha - melhor de todas, rs - a 7X1, Radar - rachei o bico com essa história, hahahahah -, a Quêi-Di, a Menina da Carona.... Gente, não posso falar mais, leiam, por favor, POR FAVOR!!!

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    Como eu disse ali em cima, a Dercynha foi a melhor história de todas, então, vou contar mais ou menos: como a tia era desbocada, chamavam ela de Dercy, por causa da Dercy Gonçalves, e ela simplesmente odiava isso. No auge dos 102 anos, o marido com 99, vivia se gabando de ser mais novo, mas, estava mais acabado que ela, estavam juntos desde que ela tinha 18. Se separaram todos os anos, e fizeram as pazes todos os anos. O marido também a chama assim, mas, ela não pode esculachar com ele, mas, com qualquer outro, ela não está nem aí, ela zoa o barraco mesmo, até por que, de acordo com ela, tudo o que estão esperando, é que eles morram. 

"Os bisnetos, não, são tudo gente fina, viu, Ricardinho? Mas a netaiada, oh! Banana! Vão esperar sentados! Pra ter uma ideia, os filhos já foram todos pro saco. E meu velho e eu continuamos aqui.
Xingando todos, menos a morte. Essa tem que tratar bem que é pra não cismar de levar a gente por desacato.
Juntos, eu e o velho vamos chegr aos 500 anos!
E o resto da família que se #*&% de verde de amarelo!"

     Fala que ela não é demais? Hahahaahah.

Quero agradecer muito ao autor Guilherme Olí que confiou em mim para conhecer e apresentar essa obra maravilhosa - ele já está trabalhando em um segundo volume, viu? Ao menos é o que diz a orelha do livro, rs. Paulistano, da minha idade, além de autor, trabalha com projetos educacionais on-line. em 2014, Olí escreveu  Remoto e Improvável e tem diversos contos em coletâneas espalhadas por aí. Para conhecer mais sobre o autor, é só entrar em contato:

guilhermeoli.com
guiaugoli@gmail.com
facebook.com/guiaugoli

Té manhã, pessoas, beijoooo



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