terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Resenha #87: Escola dos Mortos - Karine Vidal

    Olá mortais, tudo bom?

Passando hoje para deixar uma resenha que estou devendo há muito tempo. A autora Karine Vidal me procurou um tempo atrás e fechamos parceria com Escola dos Mortos, livro esse que a princípio me deixou morrendo de medo de ser um terrorzão, e que me surpreendeu e muito no final das contas.
Bora lá?

Imagem da internet


 SINOPSE: Lara Valente irá morrer. Mas sua história não termina por aqui. Pelo contrário: é aí que começa.
A jovem carioca será enviada para um misterioso internato na Inglaterra. Mas o lugar esconde um segredo. Lara se deparará com vozes de gente morta gravadas, assassinatos misteriosos no colégio, meninas mortas que ainda moram nos quartos, e um despertar assustador em um caixão. Tudo isso vai leva-la a descobrir que, por trás da fachada da Escola dos Sotrom, existe uma Escola muito mais perigosa, cheia de segredos, pactos e mortes.
Nessa Escola repleta de ocultismo, Lara será assassinada. Mas sua história não terminou. Ela acordará em um mundo paralelo, um universo glamouroso onde vive a nata dos melhores, escolhidos a dedo pela Morte. A Escola dos Mortos abriga os que foram assassinados e enviados para lá. Uma sociedade escondida em que existem apenas os melhores, coexistindo em segredo com a escola dos vivos.
Adolescentes mimadas, carros luxuosos, segredos escandalosos, campeonatos, corridas e caçadas. Lara irá se apaixonar por um homem perigoso. Luka Ivanovick, com seus olhos negros, hostis e arrogantes - repletos de ocultismo e falta de respostas. Através dele, Lara descobrirá a cruel história por trás de sua morte.
Paixão, mistério e um jogo de sedução escuro e apimentado irão acontecer entre o mundo real e o misterioso mundo noturno da Escola – até Lara descobrir que, dentro dos caixões, os mortos daquele lugar nunca dormem. 

     Escola dos Mortos começa com uma Lara surfista, que não gosta de trabalhar, estudar ou de ter responsabilidades. Vive com sua mãe e irmã caçula no Rio de Janeiro e um dia recebe notícias de seu avô paterno, dizendo que ela precisa passar um ano em internato na Inglaterra para receber uma herança imensa. Como é doida por dinheiro, ela aceita sem pestanejar a proposta. Sem pensar nas consequências – até por que não teve muita opção também, Lara embarca para a Inglaterra e se depara com coisas inusitadas. Primeiro que o internato é frio, cinza, esquisito e sem brilho, os alunos são apagados e nada divertidos. Algumas semanas depois, Lara é assassinada –  e isso NÃO é um spoiler, tá? – jogada e de um barranco. Porém, para sua própria surpresa, ela acorda em um caixão, desesperada. Após ser levada pelo coveiro da escola – o único que consegue transitar entre os dois mundos – Lara descobre um novo mundo, uma escola diferente da que ela estudava na Inglaterra, mas um lugar colorido, com alunos lindos e populares de todos os lugares do mundo.

“– A Escola? – Choquei-me.
O castelo enorme e imponente, com suas gárgulas e anjos solitários, e as torres abandonadas brilhando com a luz de velas dos seus interiores – pois não havia nenhuma lua. A Sotrom. Eu fora enterrada abaixo do extenso campo gramado, e o túnel nos trouxera exatamente de volta a ela.
Mais estranho que esse fato era que: de noite, todas as luzes estavam acesas e a Escola estava fervilhando. Onde estava o silêncio? Os alunos trancados e medrosos?
– Mas é claro. Estava esperando o quê? Nárnia?”

     Logo faz amigos e descobre que se encontra apaixonada pelo cara mais reservado e taciturno da Escola, Luka Ivanovick. Ivanovick era um rapaz arrogante que estava há quase dez anos na Escola, e não falava com ninguém, a não ser com seus lindos e tão antissociais dois irmãos que também se encontravam por lá. Luka de alguma forma também se viu atraído por Lara, e ele decidiu que a teria de qualquer forma.

     Importante também ressaltar a importância que vemos que a família tem apara a protagonista no decorrer do livro. A fútil Lara na verdade é uma excelente filha, que ama incondicionalmente sua mãe e sua irmãzinha e sofre com a frustração por não ter notícias de seu pai há muitos anos. Um dia ele simplesmente saiu de casa e não voltou, nunca mais deu notícias, só sabia que ele não estava morto devido a pensão mensal que era depositada. Mas, nunca conseguiria entender o motivo do abandono. E ao morrer, ela também se sentia abandonando sua família, mais uma vez elas sofreriam...

 “Pessoas desaparecem muito fácil de nossas vidas, mas ninguém nos ensina a fazê-las desaparecer de nossos corações. Meu pai ainda estava dentro do meu, intocado. Embora eu mal me lembrasse dele, não podia deixar de me fazer a mesma pergunta silenciosa. Onde ele está?”

     Escola dos Mortos pra mim misturou alguns elementos de Jogos Vorazes e Crepúsculo, porém, tem o toque mágico da autora em transformar o enredo em algo no mínimo diferente. O que eu achei do Luka? Incrível. Sabe quem ele me lembrou o tempo todo durante minha leitura? O búlgaro maravilha Stanislav Ivanevski. Eu sei que eles não têm nada a ver fisicamente um com o outro, mas, pra mim, ele é o Luka! Uma coisa também que para mim ficou claro no livro, e creio que foi a intenção da autora mostrar isso: Lara vivia uma relação abusiva com Luka, vivia sim. Luka simplesmente decidia as coisas por ela e Lara aceitava sem pestanejar, quando resolvia que não cederia aos caprichos do garoto, ele simplesmente impunha sua vontade com violência e arrogância. Apenas após uma prova de fogo no relacionamento de ambos, e após Luka precisar descer de seu pedestal que notamos a mudança no comportamento dele, passando a fazer pequenas gentilezas e dizendo coisas necessárias e educadas, como “por favor”, “me desculpe” e tudo o mais. 

Imagem da internet (búlgaro maravilha)

     Enfim, Escola dos Mortos é um livro longo, porém, muito fácil de ler, quando peguei de verdade, li em menos de uma semana. O primeiro capítulo – que é onde conhecemos Lara e sua estadia no internato – é meio besta propositalmente, pois, a autora quis nos mostrar a desconstrução da personagem, da menina fútil e interesseira em uma jovem corajosa e amável, mas, a partir do segundo capítulo, as coisas melhoram e muito. Vale a diversão!

“[...] Somos quem decidimos ser. Nossos corpos estão paralisados, mas nossas almas continuam bem vivas. Não deixe de acreditar nisso, miss Valente. Porque, senão, a felicidade vai bater na sua porta, e você vai estar afundada demais na depressão para abrir. Não deixe que um assassino desconhecido decida quem você vai ser.”

     Quero agradecer a querida Karine por ter confiado em mim e pedir desculpas pela demora imensa ao postar essa resenha. Escola dos Mortos é o primeiro livro de uma duologia, o segundo livro se chama Príncipe dos Mortos e ainda tem um conto sobre Luka disponível na Amazon.

Imagem cedida pela autora
    Essa é a Karine lindona, gente. Advogada e escritora. E uma fófis! Adoro ela.

Escola dos Mortos – Karine Vidal
Editora: Skull/2017
Páginas: 590
Disponível em eBook na Amazon, de grátis pelo K.U.

Agora vou parando por aqui, já escrevi demais!


Beijoooo


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dica de Livro: Quadribol Através dos Séculos - JK Rowling

    Ois gentemmm, tudo bem?

Caraca, tô pintando a casa, não imaginava que desse tanto trabalho! Montar um abrigo com lona e bambu é mais fácil, viu? Hahahah, mas, enfim, alguém tem que fazer isso. Então, estou aqui cheia de tinta nas mãos e descansado um pouco, vou adentrar a noite fazendo isso.

    E para deixar tudo mais legal, que ta uma dica vinda diretamente do mundo mágico de Harry Potter? Potterheads, tá aqui uma dica de livro bem diferente e curioso.

Imagem MLC

     Confesso que quando comprei esse livro num sebo online, eu fiquei pensando o motivo de eu ter comprado, uma vez que apesar de adorar o universo de Harry Potter, nunca entendi muito sobre o Quadribol, e até a metade do livro, ainda não estava entendendo muito, hahahah.

    Porém, é muito interessante de se ler, pois, começa a contar o surgimento do Quadribol e as mudanças que foram ocorrendo durante o tempo. Um exemplo é o fato de nos primórdios, o pomo de ouro não existia, era usado um pássaro dourado gordinho, mas, com o passar do tempo, os pássaros foram trocados por bolinhas douradas – os chamados pomos de ouro – pois os pássaros estavam entrando em extinção.

     Mostra as regras que existem, os motivos de elas existirem e o porquê elas foram criadas. Livro curtinho, dá pra ler rapidinho!  Usando o pseudônimo Kennilworth Whisp, Rowling literalmente nos permite conhecer e aprender sobre o Quadribol através dos séculos.

Título original: Quidditch Through the Ages - JK Rowling
Editora: Rocco / 2001
Páginas: 56


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Resenha #86: Surpreendente! Maurício Gomyde


     Hey brothers and sisters, tudo bem?

Primeiro de tudo: feliz ano novo, feliz ano todo, que Jesus seja sempre o primeiro, o melhor e o único em nossas vidas, amém?

Hoje trago a primeira resenha do ano de um livro que me deixou com um quentinho no coração após encerrar a leitura. Bora lá?

Imagem MLC
SINOPSE: Aos 25 anos, recém-formado, Pedro está convencido de que é um sujeito muito especial, que tem a missão de usar o cinema como instrumento para melhorar o mundo. Diagnosticado na adolescência com uma doença degenerativa que o condenaria à cegueira, ele contraria a lógica da medicina quando a perda de sua visão estaciona de forma inexplicável. Enquanto comanda o último cineclube de São Paulo e trabalha em uma videolocadora da periferia, Pedro planeja seu próximo filme, a obra que vai consagrá-lo. E, para animar as coisas, conhece Cristal, uma ruivinha decidida, garçonete e estudante de física nuclear, que mexe com seu coração.
A perspectiva idealista de Pedro, porém, sofre sérios abalos. Atormentado por um segredo, ele parte com os amigos Fit, Mayla e Cristal numa longa viagem até Pirenópolis, em Goiás, a bordo de um Opala envenenado. Com câmeras nas mãos e espírito de aventura, a equipe técnica improvisada está disposta a usar toda a sua criatividade na filmagem feita na estrada ao sabor de encontros inesperados e sentimentos imprevisíveis. E o jovem cineasta descobre que, quando o destino foge do script, nada supera o apoio de grandes amigos.


     Uns meses atrás eu respondi a um post do autor sobre parceria e me surpreendi quando no mesmo dia ele me respondeu positivamente. Poucos dias depois recebi o exemplar de Surpreendente! em casa e como estava atrasada com algumas leituras, coloquei na fila de espera.  Dezembro então, foi o mês escolhido para ler e me surpreender, e confesso que fiquei chateada por demorar tanto a ler. Mas enfim, chega de papo furado e bora pra resenha, né?

Imagem da internet

     Pedro, um cara muito maneiro, que sempre procurava ver as coisas com olhos de Pollyanna, rs, sempre tentando tirar lições positivas de tudo. Um daqueles caras que acredita que os filmes podem mudar a vida das pessoas. Carregava um pingente de um olho turco dado por sua avó quando ainda era adolescente e a promessa de que um dia ela lhe revelaria um grande segredo, na mesma época em que ele descobriu uma doença degenerativa nos olhos que lhe deixaria cego até os vinte anos. De alguma forma inexplicável, a doença estacionou, e Pedro aproveitou sua nova chance para conseguir realizar seus sonhos. Entrou para a faculdade de cinema, criou curtas, ganhou um Tatu de Madeira com um deles, e buscava um Cacau de Ouro. Juntamente com seu melhor (único) amigo Fit, eles se sentavam e ao som de Vivaldi tentavam criar roteiros dignos de adaptações cinematográficas. Porém, nem tudo são flores, e Pedro se viu de frente a uma situação inesperada, que além de lhe trazer grandes lições, lhe mostrou que as oportunidades existem em lugares inesperados.

     Após um diagnóstico muito zoado, Pedro meio que perde a fé na vida, e decide fazer uma viagem até Goiás para saber o segredo de sua avó, e chama Fit para acompanha-lo e a ideia é que juntos eles gravem cenas que possam se tornar um filme digno de um Cacau de Ouro, e Fit não decepciona: consegue todo o material necessário, e ainda de quebra leva duas amigas para staff. Claro que a gente sabe que vai rolar altos climas entre eles na viagem, mas, tudo o que acontece é interessante, divertido, oferece lições e eles sempre filmam tudo. O livro começa com um Pedro revoltado querendo se jogar de uma cachoeira muito alta. Depois volta uns dias atrás para que entendamos tudo, os motivos e sentimentos confusos de Pedro, e é nessa viagem que vemos o desenrolar e o que leva o rapaz a tomar tal decisão, se ele vai pra frente com esse plano ou não.

    Confesso que me surpreendeu muito o desenrolar da trama, Gomyde conseguiu trazer um personagem real, palpável com problemas de verdade e com questões muito mal resolvidas. Cada personagem foi muito bem trabalhado com seus pontos fortes e fracos, seus anseios e desejos. A gente termina de ler o livro com uma vontade incrível de pegar um Opalão amarelo e sair viajando por aí. Surpreendente! deixa a gente com um quentinho no coração após o término da leitura. Recomendo a todos que gostem de livros com trilha sonora – que é ótima por sinal. 'As melhores canções de amor de todos os tempos' foram ótimas escolhas, rs, e confesso que preciso concordar que “Love is in the Air” realmente é uma delas. Fiquei pensando depois quais outras eu considero as maiores canções de amor de todos os tempos e me surpreendi com minha top 5, rs.

Imagem MLC
     O autor também nos presenteia com uma trama direta e nada lenta, os acontecimentos ocorrem no momento certo, nada é arrastado, tudo é do jeito que realmente tem que ser, afinal, eles estão viajando e as coisas precisam acontecer juntamente com o roteiro, ficar enrolando apenas encheria linguiça e deixaria enfadonho. Tiro meu chapéu para o autor, hoje em dia todo mundo quer detalhar tanto tudo que acaba deixando a desejar. Isso não quer dizer que não existem detalhes, existem sim, porém, são consistentes e necessários, nada fora do lugar. Adorei!

     Agradeço muito ao autor Maurício Gomyde pela chance de ler esse livro, recomendo para todos, é um brinde à vida, de verdade! E agradeço também pela confiança, Maurício, obrigada mesmo. Gente, leiam, recomendo muuuuuiiitooo mesmooooo!

Imagem MLC





Título: Surpreendente! – Maurício Gomyde
Editora: Intrínseca
Páginas: 265










Beijooooo e até amanhã! ^.~

Ah! Esse marcador lindo de borboleta foi feito artesanalmente pela Joyce do blog Pedagoga Literária. Não conhece? Clica AQUI para acessar o blog da Joyce linda!

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Conto: A Sombra de Dália - Mari Sales

    Ois, povo!

Espero que esteja tudo bem com vocês. Estou passando rapidinho hoje para falar sobre um conto fofo da autora Mari Sales que eu li rapidinho. Bora conhecer?

Imagem MLC
 SINOPSE: Ajudar a mãe na lanchonete Sabores da Margarida é a última coisa que Dália pensaria em fazer depois de concluir o ensino médio. Porém, depois de três anos nessa rotina, ela apenas aceitou seu destino de seguir os passos da mãe, que tanto ama e admira. Em uma madrugada, a mãe de Dália fica doente e ela precisa assumir a lanchonete sozinha. Focada apenas em trabalhar por duas, um cachorro abandonado aparece para lhe fazer companhia e desmistificar tudo o que sua mãe falou sobre ter um amigo peludo. Sombra, como ela o apelida, acaba mudando conceitos e trazendo muito mais do que uma amizade incondicional.

    Dália era uma jovem conformada com sua condição de vida. De classe baixa, a moça não tinha condições de fazer uma faculdade e já tinha aceitado isso. Sua mãe sempre deu muito duro para cuidar da moça, e ela era muito grata a tudo o que sua mãe sempre fizera por ela. Elas alugavam um espaço pequeno na rodoviária, onde serviam salgados feitos por elas mesmas, chegavam ainda de madrugadinha e saiam só tarde da noite. Após dois anos trabalhando incessantemente com a mãe, um dia Dália se viu indo trabalhar sozinha pelo fato de sua mãe ter ficado bem doente. Ao chegar na lanchonete, Dália se depara com um desconhecido cachorro na porta.

     Margarida - sua mãe - não suportava nenhum tipo de bicho de estimação, principalmente cachorros, e Dália acreditava sentir a mesma aversão, porém, assim que viu o peludinho em sua porta, por mais que tentou afastar o cão de sua porta, ele ficou ali postado como se fosse segurança até que a noite caiu, e Dália fechou as portas. Deu de comer para o bicho e foi embora, sendo seguida pelo animal até o ponto de ônibus. No outro dia, ao chegar na lanchonete, o cachorrão estava esperando por ela, novamente ficou lá o dia todo, e e ao sair, ele novamente a acompanhou até o ponto de ônibus, e com ele a seguia como se fosse uma sombra esse foi o nome que Dália escolheu para o cachorro: Sombra. Ao chegar no ponto de ônibus acompanhada por Sombra, algo inesperado aconteceu. Ou melhor, duas coisas inesperadas, e esses dois acontecimentos começaram a mudar drasticamente a vida de Dália.

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    Após um mês do ocorrido, Dália e Margarida estavam voltando para casa após um exaustivo dia de trabalho, Sombra apareceu novamente no ponto de ônibus e Dália fez uma escolha. Essa escolha a levou a fazer outra escolha, e como toda escolha tem consequências, as escolhas de Dália tiveram as suas. A princípio a destroçou, até ela entender o que tudo aquilo significaria, como afetaria sua vida e como as coisas procederiam a partir daquele momento, foram de grande aprendizado para Dália e todos aqueles que a rodeavam.

     Eu gosto da escrita da Mari, é rápida, prática, não fica enrolando nem fazendo firula, a situação acontece quando tem que acontecer e acaba quando tem que acabar, não tem essa de ficar embromando, e isso conta muito, não tem nada pior que ler um negócio que não vai pra frente. A Sombra de Dália é um conto curto, dá pra ler em uma sentada e ainda dá pra sentir um quentinho no coração.

Imagem da internet
SOBRE A AUTORA: Mari Sales é mãe e esposa em tempo integral, analista de sistema durante o horário comercial e leitora assídua durante as noites e madrugadas. Nos intervalos entre suas vocações, procura escrever quase tudo o que vem à mente e resenhar os livros que lê. Entusiasta das obras nacionais de romance contemporâneo, contribui com esse universo literário através do blog Resenhas Nacionais e contribuiu, em 2017, com a publicação da obra Superando com Amor - livro que eu ainda tenho que ler, rs. 

Tive a oportunidade de conhecer a Mari no último dia de Bienal, ela já estava indo embora pra casa, cansadinha, mas, ainda me deu um abraço gostoso e um livro de presente. Nem gostei, né? Hahahahahah... 

Não sou o Olaf, mas, também gosto de abraços quentinhos...

    A Sombra de Dália - Mari Sales. Editora Cappia - (Selo Milão), 80 páginas.

Recomendo muito! Você encontra o eBook na Amazon, clique AQUI para ir direto lá e também pode comprar diretamente no site da Cappia clicando AQUI.

Beijooooo ^.~

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Conto: Baba Yaga e Vasilissa, a Bela – Alexander Afanasyev


     Olá, people!


    Hoje venho trazer a resenha de um conto de fada russo, presente enviado pra mim pela editora Wish. Todos os assinantes da Newsletter Wish recebem em primeira mão informações sobre as próximas publicações, e a Wish tem um diferencial: buscam contos e livros originais não traduzidos e nos apresentam estórias maravilhosas. Que tal passar lá no site e assinar também? É de grátis!

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      O conto Baba Yaga e Vasilissa, a Bela é um conto de fadas russo e faz parte da coleção “Contos em Fadas em Suas Versões Originais” vol. 3, que pode ser adquirido diretamente pelo site da editora.

Bora pro conto?

Imagem da internet

     Vasilissa (nome feminino de Basil, que significa rei, portanto, seu nome significa rainha), a Bela era a filha de um mercador viúvo que perdeu a esposa quando a filha tinha apenas oito anos, mas, antes de falecer, a mãe lhe deu de presente uma bonequinha de madeira com a seguintes orientações: que não mostrasse a boneca nunca a ninguém, apenas quando estivesse sozinha desse de comer e de beber para a bonequinha e se lamentasse, e que nuca deixasse a boneca longe dela. Após o luto, o pai se casou novamente com uma mulher cruel que queria apenas seu dinheiro e que juntamente com suas duas filhas, maltratava muito a menina. Lembraram de algum outro conto com esse mesmo enredo?

     Com o passar do tempo, a menina sempre que se sentia triste, colocava alimentos e bebidas na frente da boneca, que acendia os olhos, comia e bebia um pouquinho, ouvia as lamentações da menina e a consolava, além de lhe ajudar com as tarefas domésticas. Com o passar dos anos, apesar dos maus tratos sofridos por parte das outras mulheres, Vasilissa, a Bela, cada vez se tornava mais bela, e quando chegou na época de se casar, a madrasta afastava todos os pretendentes, bonitos, feios, pobres ou ricos, pois, não aceitava o fato de a caçula se casar primeiro. As coisas começaram a ficar difíceis e o pai da moça precisou ir até o czarado vizinho para tentar a sorte com suas mercadorias. Assim que o homem se foi, a esposa vendeu a casa e partiu com as três moças para uma casinha mais simples em outra cidade, casinha essa que ficava próxima a uma floresta, onde habitava uma Baba Yaga, uma velha bruxa. Lá a moça ainda era tratada como criada, e um dia, em uma armação das mulheres, ela precisou adentrar na floresta em busca de gravetos, em direção a casinha dessa Baba Yaga, e após uma longa jornada, finalmente chegou na casa da bruxa velha.

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     As coisas obviamente não deram muito certo, e a moça se tornou prisioneira da senhorinha, que não lhe maltratava, mas, obrigava que a menina realizasse trabalhos pesados para evitar que virasse jantar, porém, como Vasilissa tinha sua bonequinha sempre junto de si, podia dividir o fardo com aquele pequeno e rústico brinquedo de madeira. Alguns dias depois, Vasilissa conseguiu escapar dessa Baba Yaga e levar o que suas meio irmãs e madrasta pediram que ela fosse buscar, e ao chegar em casa descobriu que desde sua partida, nada funcionara direito naquela casa.

Vou encerrar por aqui para não dar mais spoiler, só garanto que o final é muito da hora. Assim como os contos de fadas originais, esse não é fofinho para agradar o público infantil, ao contrário, repleto de misticismo e trapaças. Fora que, gente, uma boneca que acende os olhos, come, bebe, fala e faz trabalhos domésticos? Misericórdia! Se eu tô perto de um ser inanimado, na hora que eu vejo os olhos brilharem em já saio correndo! Hahahahahah...

Imagem da internet
     Interessante ressaltar, a tradutora colocou notas de rodapé para facilitar a leitura com frases comuns na Rússia e desconhecidas por nós, como na própria explicação do ser místico Baba Yaga. De acordo com a tradutora, “Baba Yaga é uma figura sobrenatural e folclórica, presente em diversos contos eslavos, representada como uma (às vezes com outras irmãs, por isso o uso de “uma” Baba Yaga) bruxa velha e feroz, que vive em uma casa construída sobre pés de galinha. A palavra “baba” ainda é usada como sinônimo de ‘avó’ ou ‘velha’ em línguas como búlgaro e romeno; no russo, ‘babushka’ (avó) deriva dela.”


Super recomendo!

Baba Yaga e Vasilissa, a Bela – Alexander Afanasyev. Conto de fadas russo original, editora Wish.
Para comprar clique AQUI.

Ah, para quem tem interesse, a editora Wish está com seleção de parcerias abertas, passa lá no site e veja se é a sua praia! ^.~ 


Beijooooo
Imagem da inteenet

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Dica de livro: Drops - Hélio Yassuo Matukawa

    Oioi, pessoas fófis!
Passando hoje para dar uma dica de livro super legal.

    Lá na Bienal do Livro eu conheci muita gente boa, quem segue o blog sabe todas as que eu aprontei por lá, rs. Passeando pela editora Lura que me deu um atendimento mais que especial, conheci o autor Hélio Yassuo Matukawa que estava lançando seu livro lá. 

    Bora conhecer?

Imagem MLC
 SINOPSE: Em Drops, estão reunidos anos de escrita, em que o autor expressa diversos sentimentos ao mundo, de uma forma pura e simples, através de pequenos e textos e versos. Drops nasceu de maneira informal, a partir de uma sugestão dada numa resposta a um e-mail de fim de ano, onde o autor foi encorajado a escrever crônicas ou publicar um livro. assim como as balas Drops, o livro tem o intuito de poder ser consumido a qualquer hora e em qualquer lugar, de ser compartilhado, e, principalmente, de oferecer um sabor intenso e refrescante para a alma. Bom apetite!

    Fala sério, não dá vontade de ler?
E o autor é muito gente boa, gente! Tive a chance de conhecer o Hélio, conversar com ele e saber um pouquinho mais do livro diretamente com ele. De acordo com o que ele me disse, Drops faz uma comparação com a vida, faz uma analogia da bala com as frases do livro com sabores e cores diferentes. Dá pra ver a rápida entrevistinha com o Hélio nesse link AQUI.

    É um livro rápido, fácil de ler com frases para nosso crescimento ou apenas baboseiras que estavam na cabeça do autor, rs. Li, gostei muito e super recomendo a todos!

Imagem MLC
    “Já não sei se estou fugindo de meus problemas ou se estou correndo atrás de meus sonhos...”

    Frases como essas e outras você encontra nessas páginas preciosas. E sabe que o Hélio é tão legal que além da edição física, qualquer um pode adquirir Drops da maneira que quiser? Quer dizer, tem o eBook para baixar pelo Google Play Livros, Apple Store, Amazon, Kobo... Vou deixar o link do blog do Hélio AQUI para que você escolha o local que quiser e adquira o seu Drops. Agora, uma notícia melhor ainda? Tá de grátis na Amazon, no Play Livros - adquiri o meu por lá, e já avaliei - e em um outro que não lembro qual. Acho que super vale a pena. Fora que também dá para adquirir o livro físico por um preço super especial direto na Livraria da Lura.



Imagem da internet

SOBRE O AUTOR: Hélio Yassuo Matukawa é um fracassado que deu certo. não se formou em Análise  e Desenvolvimento de Sistemas pela FATEC-SP, não fala inglês e, apesar de japonês, não é rico. Formado em Redes de Computadores pelo SENAI, Hélio atua como programador, mas nunca conseguiu hackear um perfil do Facebook. É descrito como um japonês (do Paraguai) engraçado e muito inteligente, um poeta. Doido. Loko, porém parceiro, "xing-ling", mas, prestativo. Santista roxo. é muito amor... E é também o caçula favorito. Hélio escreve como forma de expressar seus sentimentos ao mundo. Posta frequentemente seus textos no Twitter (e tamb´rm no Facebook), onde não obtém curtidas nem comentários (esses, apenas na vida real). Drops é sua primeira (e única, até o momento) obra.

Gente, super recomendo!

Drops - Hélio Yassuo Matukawa. Editora Lura, 128 páginas (170 páginas no eBook). Adorei!

Beijoooo! ;)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Romanceando

     Oieeeee...

Passando hoje para conversar com vocês sobre um evento muito especial que tem acontecido durante esse ano, o Romanceando. O Romanceando surgiu no coração de três autoras que amam o universo literário e resolveram dar vida, tirando a ideia do papel e trazendo para o mundo real.


Imagem disponibilizada pelas autoras

     O Romanceando já está em sua 4º edição, e acontecerá no dia 10 de novembro, no Sofá Café Pinheiros, a partir das 14h. Quem estiver por lá, terá a chance de conhecer pessoas incríveis, participar de um delicioso bate papo sobre leituras e afins, e ainda por cima poderá adquirir a antologia Romanceando com diversos brindes por um precinho super acessível!

Vai perder?


Imagem cedida pela editora Cappia


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