terça-feira, 6 de setembro de 2016

BEDS - Post nº 6 - Resenha #27 - Branca de Neve e o Caçador

   Hello, Sweeties, tudo bem com vocês?
Acabei de chegar da última aula de um curso de produção de texto, estou muito cansada, mas, não podia deixar o post de hoje. Então, liguei o DVD e coloquei "Os Smurfs e a Flauta Mágica" - vulgo, desenho muuuuuitooo velho, hahah - e escolhi um livro para a resenha de hoje.

   Quem aí já leu Branca de Neve e o Caçador?


   Diferente da maioria dos casos, esse é um livro baseado no filme, normalmente é ao contrário, né? Esse livro é basicamente o roteiro do filme, quem assistiu ao filme conhece bem a história. Mas, existem elementos no livro que não tem no filme, talvez por falta de tempo ou de nexo para o enredo. 

"Quem você será quando for confrontado com o fim? O fim de um reino. O fim dos bons homens. Você correrá? Você se esconderá? Ou perseguirá o mal com um orgulho venenoso?

Em pé diante das cinzas. Em pé diante do céu de inverno. Em pé diante do chamado. Ouça o choro da batalha. Deixe-o gritar desde as montanhas. Desde a capela. Porque a morte é uma boca faminta. E você é a maçã.

Então, quem você será quando for confrontado com o fim? Quando os abutres estiverem circulando. E as sombras descerem. Você se curvará? Ou lutará? Seu coração é feito de vidro. Ou da pura cor, Branca de Neve?"

   Esses três parágrafos são as três primeiras páginas do livro, que começa obviamente com o famoso "Era uma vez..." 

   Para quem conhece o filme sabe muito bem que a história aqui é um pouco mais sombria e contada de uma maneira mais interessante, com uma temática mais adulta. Vemos aqui uma Rainha Má realmente má, que não poupa esforços para ser realmente a mulher mais bela de todas. 

   Rei Magnus estava viúvo há um tempo, criando sozinho sua filha, Branca de Neve. Esta vivia feliz apesar de sentir falta da mãe. Seu amigo William, filho do duque Hammond todos os dias ia brincar com a garota. Subiam em macieiras e colhiam as maçãs para comerem empoleirados na árvore. Até o rei se apaixonar por Ravenna, uma mulher extremamente cruel que na noite de núpcias matou o rei e trancafiou sua enteada, usurpando o trono e se tornando uma cruel tirana. Todos acreditavam que a princesa havia morrido, mas, por algum motivo, Ravenna não conseguiu matar a menina enquanto ainda era criança. Ravenna cuidou de Branca de Neve até se casar com o rei, e às vezes até sorria para a menina. Ao prender a menina com sete anos, ela disse não saber quando precisaria usar sangue real, mas, ela não conseguia tirar da cabeça os olhos fixos da menina dos seus próprios, e isso a perturbou durante anos.
  Ravenna tinha um irmão, Finn. Calado, pau mandado de sua irmã, fazia tudo o que a rainha lhe ordenava. Sua presença no calabouço causava um tremendo incômodo em Branca de Neve, além de muito medo. Ela sempre tinha aquela sensação de que ele poderia lhe fazer mal. Finn observava Branca de Neve através das grades com seus pequenos olhos e nunca dizia nada. Nunca lhe levava um prato de comida, um jarro de água, nada. Apenas observava. Um dia, uma moça chamada Rose foi jogada na cela ao lado de Branca de Neve. Elas conversaram por um longo tempo - era a conversa mais longa de Branca de Neve em quase dez anos - e ela descobriu que seu amigo William ainda era vivo e lutava contra a tirania de Ravenna. Enfim, um dia, sem mais nem menos, por causa de um deslize de Finn, a princesa conseguiu escapar do calabouço, e através do esgoto desembocou na costa do mar, fora dos portões do palácio. Para encontrar a moça, Ravenna contratou um caçador chamado Eric - sim, ele tem nome, rs! - para ir atrás de uma prisioneira, e em troca, ela lhe daria o que ele mais queria: a vida de sua esposa de volta.



   O Caçador não tinha ideia de quem a moça era, mas, motivado pela vontade de rever sua amada Sarah, parte com Finn e uma equipe de busca atrás de Branca de Neve, que se esconde na Floresta Sombria. Mas, como Eric era um caçador experiente, não demora nada até que ele a encontre. Ao encontrar Branca de Neve, tenta barganhar com Finn que lhe revela que não há como trazer os mortos de volta a vida, então, atacando Finn, Eric foge pela floresta com a princesa a tiracolo. 

   
Após a bem sucedida fuga e ao descobrir quem a moça é, Eric a deixa em uma vila de mulheres, aparentemente em segurança e vai embora, porém em seguida volta ao ouvir gritos e descobre que Finn a encontrou. Novamente fogem juntos e ela lhe oferece pagamento para que ele a leve em segurança até o castelo do duque. Branca de Neve e Eric então partem para uma longa jornada até o castelo enfrentando perigos diversos, entre eles, um grupo com oito - sim, oito, eu não errei, rs! - anões que detestam Eric. Após a perda da esposa, Eric se tornou um homem amargo, bêbado e odioso, não era raro encontrar quem o detestasse. A própria Branca de Neve o detestava de início. Mas, firmaram um acordo com os anões também, e puderam ter mais segurança, pois os anões conheciam a floresta melhor que ninguém. Os oito anões então levaram os dois viajantes para um lugar seguro e lá tiveram certeza que Branca de Neve era realmente a herdeira do rei Magnus, e decidiram seguir junto com eles. Tiveram momentos de tranquilidade, e pela primeira vez, Branca de Neve observou melhor Eric. Notou que embaixo de toda a bebida, rudeza e sujeira, havia um belo homem com lindos olhos verdes.

   Só que toda aquela paz durou pouco. Finn os encontrou e matou um dos anões. A grande surpresa era que William estava junto com eles, pois, ao saber que Branca de Neve vivia e que estava sendo caçada, deu um jeito de se juntar a expedição como arqueiro, e assim que encontrou a princesa, mudou de lado passando a viajar com ela e sua comitiva. 

   A essa altura do livro eu já estava torcendo ansiosamente para a história ser diferente do original, e o amor verdadeiro dela não ser o Príncipe Encantado, mas sim o Caçador, hahahah... 

   Ravenna cada vez mais fraca, se desespera, pois está perdendo sua juventude com uma frequência maior, até que o espelho lhe revela, que para a beleza eterna, ela precisaria comer o coração de Branca de Neve, afinal, "pelo mais belo sangue está feito... E somente pelo mais belo sangue pode der desfeito..."


   
    Sam Claflin - minha fase que não passa nunca -  e meu australiano no mesmo filme! Aiai.... foco, Cecília, foco!

   Acho que já chega, né? Tô quase contando o final, hahahah... Só falo uma coisa: pra quem só assistiu o filme, vale a pena dar uma chance para o livro. A leitura é rápida, eu li em dois dias, tem apenas 208 páginas, e é muito fácil de ler, o a bagaça flui. Ah! E eu gosto dos nomes dos anões: Muir, Gus, Gort, Beith, Nion, Duir, Coll e Quert (não disse que eram oito? Heheheh...)

Também é muito legal nós vermos a mudança de comportamento tanto em Branca de Neve quanto em Eric conforme eles vão passando tempo juntos. Na página 151 mesmo, os anões levam os dois para o Santuário, a Floresta Encantada das fadas, e podemos ler o seguinte:

"Branca de Neve se sentou ao lado de Eric, observando os anões caindo ao redor deles e empurrando uns aos outros enquanto dançavam uma dança selvagem. Eric riu.

- Diz a lenda que os anões foram criados para descobrir todas as riquezas escondidas na terra. Não apenas ouro ou pedras preciosas, mas a beleza no coração das pessoas.

Branca de Neve olhou para ele, perguntando se a frase "a beleza no coração das pessoas" realmente tinha saído da boca do caçador. Olhou para a cintura de Eric. Havia alguns ossos de raposa, mas nenhum frasco de rum ou de outra bebida. Fitou seu rosto, notando pela primeira vez que seus olhos eram claros. Ele falava lentamente e com cuidado, escolhendo as palavras. Fazia dois dias, no mínimo, que ele não tinha bebido nada."
      
Chega, né? Spoiler demais, hahaha! Deem uma chance, vale a pena! Beijo especial para todos que estão sempre por aqui, e Hellen Barros, obrigada pelo apoio de sempre!

   Good night, Sweeties!

Beijoooo! =)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Página Anterior Próxima Página Home
Layout criado por