quinta-feira, 12 de abril de 2018

{{BEDA #12}} Conto: Baú de Outono - Tay Lopes

     Hey, hey cumpadis e cumadis... Cês tão bão? Aqui tá bão tamém....

Hoje vim apresentar um conto muito bonitinho da Tay Lopes, parceira do blog que está disponível lá no Wattpad, conto esse que ela dedicou ao seu avô. Bora conhecer?

Imagem do Wattpad
SINOPSE: "Talvez ele se perca entre tantas outras histórias.
Talvez alguém o leia.
Talvez ninguém se importe.
Talvez você seja jovem demais e talvez compartilhe esse segredo...
Existe um lugar dentro de você onde as lembranças são eternas por mais que seu corpo falhe, por mais que sua mente te traia... Um sussurro no velho sótão.
Um conto a mais no meu antiquado coração."

     Baú de Outono traz um conto simples, juvenil que nos leva a lugares longínquos de nossa mente e nos faz voltar a infância. Ao menos foi assim que me senti. Vemos a trama de July, uma menina de 16 anos que está sofrendo com o coração partido. Ela chega em casa e fica pensando na vida, em sua mãe que se acomodou com um casamento de aparências, em seu pai que se tranca em seu escritório após dar um tostão de atenção para sua família, em seu coração partido achando que vai durar para sempre, voando com os pensamentos. Enquanto está lá pensando na morte da bezerra, sua mãe tira sua concentração ao lhe pedir que chame seu avô para almoçar. A menina correu para o sótão onde o avô se encontrava e ao chegar lá se deparou com o avô longe em suas lembranças. 

    Conversaram um pouco sobre o clima, sobre a lanterna que não funcionava, sobre o fato de o homem já estar co idade avançada e não poder correr com ela pelo parque, ou consertar as coisas, ou até mesmo sobre ele estar fraco a ponto de não conseguir levantar uma caixa de ferramentas. Falaram também sobre a avó da garota.  Ela queria saber como o avô sabia que sua esposa era a mulher ideal. Observou uma foto de sua avó nas mão já envelhecidas e calejadas de seu amado vovô, e prestou atenção em diversos objetos que ele tirava de uma caixa. E enquanto ele passeava por suas lembranças naquele objetos, July observava atentamente o avô, e notou que apesar de ser feliz, ele ainda sentia uma solidão que ninguém poderia entender, uma saudade doída que estaria sempre presente...

Imagem da internet
    Ela então percebeu que generalizava seus sentimentos pensando que sofreria para sempre com aquele coração partido, enquanto seu avô vivia ali com a saudade sempre presente, com um coração verdadeiramente partido. Acho que se eu fosse ela, me sentiria o pior dos seres humanos por pensar tanto assim em mim. Mas, os adolescentes fazem isso, não é? Duvido que quando eu era adolescente pensasse mais nos outros do que em mim mesma, rs.

"Algumas pessoas provam que o para sempre quando é verdadeiro não tem um fim absoluto."

    Naquele momento de intimidade entre ela e seu avô, July cresceu. Já assistiu ao filme "Em Busca da Terra do Nunca" com o Johnny Depp e a Kate Winslet? (Qual, aquele que você quase morreu de chorar na frente dos outros? Hahahah) Há um momento naquele filme onde um dos garotos conversa com o personagem de Depp, e de repente ele olha ternamente para o garoto e diz que naquele momento ele cresceu. Tive exatamente essa mesma sensação nesse conto. Nesse momento. July cresceu. Ali, com seu avô, rodeados de lembranças, no sótão escuro. Ela cresceu. E naquele momento, ela escolheu guardar juntamente com as lembranças de seu avô em seu próprio baú aquelas lembranças.


Imagem relacionada
Imagem da internet
      Fala que não é fofo demais isso, gente? Eu não convivi tanto assim com meu avô, meus avós paternos faleceram antes de meus pais se casarem e minha avó materna faleceu quando eu era bem pequena. Apesar de ter uma ligação legal com meu avô, ficava meio enciumada por ver como era a relação dele com meus primos que moravam mais próximos dele. Conforme fui crescendo, deixei aquele ciúme besta de lado, e passei a curtir mais aqueles momentos. Foi duro quando o perdi, mas, carrego lembranças infinitas. E creio que esse conto é pra isso, pra mostrar para os leitores que por mais que o tempo passe, nós sempre seremos lembrados, pois alguém guardará nossos momentos bons em algum baú escondido em um sótão por aí.

     Gente, pra quem é desses que como eu, vive comendo bola, prestem atenção: esse conto vai sair do Wattpad em menos de um mês, pois, fará parte de uma antologia pelo Clube de Livros ainda esse ano com o nome "Memento Mori" e estará disponível na Amazon. Então, leia lá, mas é claro, esteja esperto para dar uma força quando sair a antologia também, rs!

      Então era isso, chuchus da minha marmita, amanhã trago uma super resenha, tá bom?

Beijooooo

4 comentários:

  1. Que lindo, amei, vou ler com certeza ❤

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  2. Que amorzinhooooooo Cecyyyyyy e é bem isso mesmo, memória afetiva, esse conto deve proporcionar uma viagem de volta a infância e trazer bons momentos de recordação.
    Claro que vou ler sua linda.
    Bjs Luli
    https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Cê viu só Luli?
      Eu achei uma graça esse conto, profundo e delicado!

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